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n.43
ano III - 25/03/2003
(próxima
edição: 01/04/2003)
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É CAMPEÃO, PORRA!!!
"Volto
a repetir: daremos a volta olímpica no domingo. Ninguém tira essa
taça da gente" (Renato Gaúcho, dublê de técnico e profeta
VICE-campeão, na última sexta-feira)
"Não
adianta querer conquistar as coisas com palavras, e sim com
atitudes" (Marcelinho, o abençoado craque CAMPEÃO deste e de
todos os outros campeonatos, também na sexta-feira já prevendo a
letra sensacional do Léo Lima)
"Afinal,
como bem havia dito o super-craque vascaíno (Marcelinho) para o
Universo inteiro ouvir naquela quarta-feira à tarde, dentro do
caldeirão de Conselheiro Galvão em Madureira, "VAMU SER CAMPEÃO,
PORRA!!!" E nós seremos, pois assim está escrito."
(trecho final da minha profética coluna "Marcelinho e o óbvio
- parte 2, 3, 4, etc...")
O
VASCO, ao contrário daqueles que pegaram o bonde andando possam
estar pensando, não ganhou o título ontem. Nada disso. Ontem foi
apenas a festa de gala promovida pelo clube para que a massa
vascaína pudesse invadir o Maracanã para comemorar junto com o
time e presenciar a entrega do Troféu de Campeão Carioca de 2003.
Afinal de contas, como todo "vascaíno cascudo" já estava
careca de saber, o título já havia sido ganho bem antes, pra ser
exato no dia 26/2, quando batemos o Madureira por 3x1.
"Esse
cara ainda está mamado", irá dizer o vascaíno menos avisado,
aquele mesmo que só vai aos jogos nas finais - e mesmo assim quando
vai. Gosto sempre de relembrar aquele jogo porque foi nele que,
além de ter saído o gol mais bonito do campeonato, surgiu
definitivamente o Marcelinho (que "por acaso" fez o tal
gol em questão) como ídolo-mor-absoluto-e-irrestrito e novo
comandante da Caravela. Foi naquela tarde, após o gol do Pet
(lembram dele?), que o Marcelinho antes de correr para abraçar os
companheiros (como sempre faz), ficou parado ali na entrada da
área, sob aquele sol de quase 40 graus, olhando fixo para a galera
na arquibancada e, totalmente em transe, como se os Deuses do
Futebol Arte estivessem lhe passando uma mensagem naquele instante,
encheu a boca e soltou o mitológico grito: "VAMU SER CAMPEÃO,
PORRA!!!".
Quem
como eu, e não eram muitos, tiveram a sorte de estar ali presente e
ter visto aquela inigualável cena (já que ela não passou na
televisão), na hora se ajoelhou, levantou as mãos para o Céu e
disse "amém". Naquele exato momento tivemos a nítida
certeza de que, muito mais do que uma atitude "marketeira"
para a promoção da final da Taça GB entre VASCO e a flamengada
que já seria no final de semana (e olha que a flamengada ainda nem
havia entrado em campo para perder para o Olaria...), ela era de uma
sinceridade divinal, a mais pura verdadeira verdade já dita nos
últimos 3.000 anos resumida em apenas 4 palavras (ainda que dita
num português errado e com um palavrão). O Profeta Marcelinho
havia visto o futuro e ele, definitivamente, era preto e branco.
Por
isso que fui até chato (reconheço) mas fiz a minha parte (como
também fizeram outros tantos milhares de vascaínos) não cansando
de escrever, telefonar e falar para todos os vascaínos, vivos e
mortos, como numa espécie de "cruzada divina", repetindo
as 4 palavras mágicas do Profeta Marcelinho para que todos
esquecessem as atuações sem sal da equipe até então já que dali
pra frente tudo seria diferente. Afinal, pouquíssimos foram os
craques que eu vi com tanta vontade para ganhar um campeonato. E
quando um craque quer ganhar, na esmagadora maioria das vezes ele
ganha. E quando ele sabe que vai ganhar, aí o time nada de
braçada, como nadou contra a flamengada (CAMPEÃO da Taça
Guanabara), contra o Americano (CAMPEÃO da Taça RJ), e
principalmente contra o Fluminense (CAMPEÃO ESTADUAL).
Assim,
muito mais do que a jogada SENSACIONAL do Léo Lima (que deu o
brilho definitivo e eterno deste campeonato) quando ele meteu aquele
cruzamento de letra para que o Souza sacramentasse de fato e de
direito o título, valeram as sábias palavras do Profeta Marcelinho
e também toda a mobilização do "rebanho vascaíno" que,
nas duas peregrinações ao Templo Maior do Futebol, fizeram um
inesquecível e apoteótico espetáculo de apoio e incentivo como
há muito tempo não se via no Brasil e no mundo. Afinal, a nação
vascaína tinha a certeza cristalina da vitória porque acreditou do
início ao fim nas sábias palavras do Profeta. E ele, como todo ser
iluminado, tinha razão.
Portanto,
agora que a volta olímpica foi consumada, a taça já está em São
Januário e as neuroses (dá-lhe Rafael!) foram definitivamente
enterradas, podemos anotar tranquilamente na página 2003 do Livro
de Ouro do Futebol Universal o cântico da vitória que ainda ecoa
por todas as esquinas do Universo: "É CAMPEÃO, PORRA!!!"
E assim ficará escrito para todo o sempre. Amém.
EM
TEMPO: e como bem disse o
grande João Carlos na sua ótima coluna dominical no CASACA!: "Para
aqueles que sempre desejaram nossa derrota, apenas um consolo: vai
doer, mas passa logo." E olha que o que deve ter de gente
dolorida por aí... mas como eu também não canso de repetir:
"os cães ladram e a Caravela passa". Eles latiram,
latiram, latiram, e o resultado está aí... É CAMPEÃO, PORRA!!!
EM
TEMPO I: parabéns aos nosso bravos heróis vascaínos que
calaram não só a asquerosa flapress, como também muitos
torcedores vascaínos, provando de uma vez por todas que o VASCO É
O TIME DA VIRADA, O VASCO É O TIME DO AMOR!!!
EM
TEMPO II: e como o VASCO jogava
por dois resultados iguais, fomos lá e sapecamos 2x1 duas vezes no
tricolor só para tirar onda e mostrar de uma vez por todas quem é
o MELHOR DO RJ. Agora TEM QUE ATURAR!!!
EM
TEMPO III: e como eu havia cantado a pedra na última
coluna: "nas duas últimas vezes em que VASCO e Flu fizeram
a final do Cariocão, e por sinal o VASCO ganhou as duas vezes de
maneira incontestável, os técnicos tricolores eram dois
ex-jogadores que conquistaram títulos históricos nas Laranjeiras:
Edinho (1993) e Delei (1994). E desta vez há novamente mais um
ex-tricolor histórico no front do inimigo: Renato
"Barriga" Gaúcho. É aquela velha história: se escrita
ganha jogo, o título já está no bolso!!!" Pois é, e que
venha o próximo!!!
EM
TEMPO IV: aliás, desde 1990 pra cá, VASCO e Flu se
enfrentaram 62 vezes, com 31 vitórias do VASCO, 11 derrotas e 20
empates. Quem é que é mesmo freguês, hein?
EM TEMPO
V: É CAMPEÃO, PORRA!!!
EM TEMPO VI: os
cães ladram e a Caravela passa...
E DÁ-LHE VASCO!!!
www.eduardolopes.com
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O L T A R
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