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n.37 ano III - 04/02/2003

(próxima edição: 11/02/2003)

 

/+/ O VIDEOTEIPE NÃO É BURRO!!!

 

O cronista tricolor Nélson Rodrigues, contrariando a máxima de que "contra provas não há argumentos", costumava desesperadamente bradar aos 4 cantos que "o videoteipe era burro" para tentar mudar o rumo do assunto quando estivesse estampado ali em cores vivas (ou em preto e branco) alguma flagrante e inapelável marcação roubada favorável ao tricolor que, ao longo de toda a história do futebol brasileiro, diga-se de passagem, sempre lhes foram amplamente generosas.

 

Vejam bem, ainda nem consegui sair do Maracanã após o empate de 2x2 contra o timinho tricolor e já me ligaram umas trezentas pessoas confirmando o que eu tinha certeza de ter visto alguns momentos antes: o primeiro gol tricolor foi um impedimento grosseiro. E mais: os nossos "coleguinhas" que estavam transmitindo a partida nos pay-per-view da vida, por incrível que pareça, mesmo com tantos recursos técnicos a disposição, sem o menor remorso recorreram à velha máxima rodriguiana e ignoraram o óbvio: o VASCO foi garfado.

 

Até aí, como já cansou de dizer o grande sábio chinês, nenhuma novidade. Mas o que mais me espantou ao ouvir o relato dos amigos vascaínos indignados nem foi o gol "roubado-legal" do tricolor, mas sim o fato dos "coleguinhas" acharem a coisa mais natural do mundo o time vascaíno praticamente sair de campo com 52 cartões amarelos (acho que só o Lopes não levou), enquanto o Flu fez quase o dobro de faltas (e sempre por trás!) e os seus jogadores praticamente não foram agraciados. E pior: classificaram em uníssono como "duvidoso" o lance da cortada cinematográfica com a mão dentro da área que o lateral tricolor executou com maestria e que, sem dúvida, com a suspensão do Giba, lhe abrirá uma vaga na seleção brasileira de vôlei tamanha a técnica para utilizar as mãos - mesmo porque com os pés ele não sabe rigorosamente nada.

 

Aí no final do jogo o timinho tricolor, pensando que ainda está jogando na terceira divisão, parte pra cima do juiz (que é horroroso) pra tentar dar-lhe um par de sopapos e, com a maior cara-de-pau desta galáxia, saem de campo sinalizando pra Deus e o mundo que foram roubados. E é claro, os nossos "coleguinhas da flapress" embarcam imediatamente na onda e replicam aquele mar de bravatas dando a entender que o jogo foi simplesmente diferente daquele visto por mim e por mais 30mil pessoas que estavam no Maracanã e mais milhões que estavam acompanhando pela tv.

 

Ou seja, pra eles o tricolor (coitado!) é que foi roubado. Pra eles o videoteipe, que está lá confirmando tudo aquilo que nós pobres mortais vimos com os olhos que a terra há de comer, é que é burro. E, no final das contas, eles têm mesmo é razão: o burro sou eu e os milhões de vascaínos que até hoje não conseguiram enxergar que o videoteipe só é burro quando o fato é favorável ao VASCO. Libertinagem de imprensa pouca é bobagem!!!

 

EM TEMPO: falando do jogo, tirando o gol irregular do tricolor e o pênalti acertadamente marcado a nosso favor (ou seja, nos roubaram a vitória), o VASCO só jogou bem no primeiro tempo enquanto o Marcelinho esteve em campo. Ele e o Léo "New Style" Lima estavam arrebentando e sendo os comandantes da Caravela naquele gramado que, na verdade, tinha mais areia do que grama. Tão logo o Lopes tirou o Marcelinho (cansaço?), a Caravela afundou e o Léo Lima foi junto. O time parou (cansaço?) e aí praticamente assistimos ao fraquíssimo time tricolor chegar na nossa área com a maior naturalidade do mundo. Sinceramente, ao contrário do que meus companheiros falavam após o jogo, ainda não consegui identificar se a parada se deu por falta de raça ou por falta de perna (ou seriam as duas juntas?). Mas uma coisa é certa: se jogarmos com esta mesma apatia do segundo tempo contra o time de cavalos corredores (cheiradores?) da flamengada no Maracanã lotado, levaremos uma sonora goleada. E só não levamos do Flu porque Fábio Bala é sacanagem. Como aliás foi todo o nosso sistema defensivo.

 

EM TEMPO I: falando de futebol-arte, dois lances geniais da partida que mostram a diferença do craque pro bom jogador. O primeiro é com o Marcelinho, que recebe uma bola quadrada na lateral e, pra espanto de todos, consegue matar a criança na canela. E quando o povo ia começar a sacanear o baixinho porque a bola ia saindo pelo alto bisonhamente pra lateral, ele de virada inventa um calcanhar mágico na frente do lateral tricolor que acabou ficando plantado na grama sem a menor reação. E a bola sobrou limpinha na frente pro Edinho dar prosseguimento à jogada.

 

EM TEMPO II: o segundo foi com o Petkovic. O Russo, num acesso de loucura, ia inventando um chute lá da intermediária que, se não tivesse o Valdir no meio do caminho, a bola ia quebrar a bandeirinha de escanteio. Mas a bola explodiu no peito do Bigode que, de costas pro gol, achou o craque Petkovic pelo caminho. E este, por sua vez, num petardo genial sem deixar a bola cair, mandou lá do meio da rua de canhota para estufar o ângulo do pobre goleiro tricolor. Golaço de placa. Golaço de quem sabe. E muito.

 

EM TEMPO III: ainda falando no craque Petkovic, o que não é a vida, hein? Se no domingo passado ele havia tido uma briga séria com a bola, no meio da semana ele já voltou a chamá-la de "meu amor" com os dois gols na vitória de 4x1 contra o Friburguense, e ontem então já embarcou em lua-de-mel com ela ao fazer os dois gols no empate contra o tricolor. E convenhamos, fazer um gol de placa e meter mais outro de pênalti, aos 59 minutos do segundo tempo, com toda aquela catimba tricolor no momento em que a nação vascaína já se preparava pra invadir o gramado e comer o fígado cru de cada um dos jogadores, realmente só sabendo muito. Esta é a diferença ente o craque e o bom jogador. Esta é a diferença entre o Pet e, bem, deixa pra lá.

EM TEMPO IV: ainda sobre o Pet (só dá ele!), no sábado à noite eu e mais alguns amigos do CASACA! (Maganha, Paulo César, Leonardo Grillo e as respectivas esposas), fomos lá na pizzaria do Pet (Tizziano - Rua Armando Lombardi, 1010 - Barra da Tijuca) pra dar uma conferida se a pizza do gringo era tão boa quanto o seu futebol. E por sinal é mesmo!!! Traçamos logo duas "Pet-Pizza" (a preferida do homem) e ainda brinquei com o Expedito, o popular Zacarias (rubro-negro roxo, que ainda tirou uma foto com o JORNAL DO CASACA!), que eram duas pra ver se o gringo deixava dois no dia seguinte. E olha que não bateu na trave!!! Inclusive, já marcamos e na véspera do VASCO x urubu iremos lá comer logo 4!! Ave, Pet!!! 

EM TEMPO V: e a segunda edição do JORNAL DO CASACA! já está na área. Entre outras, temos uma entrevista exclusiva com o Valdir, a matéria completa sobre o projeto Vascaínos Anônimos Unidos, a matéria sobre o VASCO-Barra e outras coisitas mais. Confiram!!!

EM TEMPO VI: e o VASCO que mais uma vez esculachou a flamengada de Oscar & Cia no basquete, hein? Em campeonatos brasileiros, em 15 partidas, o VASCO ganhou 10 e perdeu 5. Freguês é isso aí!!! Aliás, nota 10 pro Manteiguinha que só não fez chover porque não quis. E vamos que vamos!!! 

EM TEMPO VII: os cães ladram e a Caravela passa...

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.turmadafuzarca.com

 

 

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