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n.29 ano III - 26/11/2002

(próxima edição: 03/12/2002)

 

/+/ A ESPINHA DORSAL!!!

 

Com gostinho de "quero mais", o VASCO infelizmente encerrou na semana passada a sua participação no Brasileirão 2002 e acabou ficando em décimo-quinto lugar, que é o seu pior resultado desde os infames anos de 95/96 (onde acabou em vigésimo e décimo-oitavo lugar, respectivamente).

 

E digo com gostinho de "quero mais" porque, praqueles fiéis vascaínos que acompanharam o time rigorosamente em todos os jogos e não embarcaram na onda do "ouvi dizer", como tantos outros que estão dando graças a Deus por tudo ter acabado (afinal, deve ser mesmo um martírio ver o VASCO jogar), da metade do campeonato pra cá (principalmente nos últimos jogos) o time fez boas apresentações e nos deu a nítida certeza de que (não vamos nem entrar no mérito das garfadas cinematográficas sofridas), se tivesse começado o campeonato com esse time-base que terminou a competição, com certeza estaríamos agora nas quartas-de-final já rumando pras semi-finais com um pé nas costas.

 

Claro que problemas houveram antes do início do Brasileirão, como já cansamos de discutir, sendo o mais grave a demora na definição da continuação do Evaristo "Durma Cedo" como técnico. Quando finalmente batemos o martelo e trouxemos o Antônio Lopes, a "base" do elenco já havia sido definida e o time então foi ganhando, na medida do possível, reforços de acordo com o perfil do nosso novo treinador.

 

Vale lembrar que começamos este Brasileirão contra o Figueirense escalado com Hélton; Wellington, Géder, Émerson e Jorginho; Bruno Lazaroni, Haroldo, Léo Lima e Ramon; Siston e Souza. Depois, já com as contratações do Petkovic e do Valdir e mais alguns ajustes, ganhamos alguns jogos e fizemos boas exibições escalados com: Fábio; Russo, Géder, Rogério Pinheiro, Marcelo e Edinho; Henrique, Léo Lima e Petkovic; Ramon e Valdir. Ou seja, antes da "Era Valdir" (que teve início no showcolate contra a Portuguesa por 4x0), como bem definiu o Maganha, nosso desempenho foi horroroso com 8 derrotas, 2 empates e apenas 3 vitórias. Depois do jogo contra a Portuguesa, o time subiu de produção e conseguiu 7 vitórias, 1 empate e sofreu 4 derrotas.

 

Isto posto e, findo o campeonato, vamos às inevitáveis comparações: este time que terminou a competição é ruim? Não, definitivamente não é. Não é nem de longe uma seleção mas, com esses mesmos jogadores que estão aí em plenas condições físicas e entrosados, ficamos na média (e em alguns casos acima) de todos os outros 8 clubes que passaram pra segunda fase. Aliás, se formos comparar apenas o nosso meio-de-campo, nem o Real Madrid possui um meio-campo tão bom como o nosso que conta com o trio Léo Lima, Ramon e Petkovic.

 

Então, pra não repetirmos o erro do passado, nada mais natural que mantenhamos a "espinha dorsal" deste time e ajustemos com mais alguns jogadores para compormos a máquina que irá repetir 97. E quem, afinal, faz parte desta "espinha dorsal"? Bom, na minha opinião, a base do elenco deverá ser composta por Fábio, Géder, Rogério Pinheiro, Henrique, Léo Lima, Ramon, Petkovic e Valdir. Mantendo todos esses jogadores, já temos mais de meio caminho andado rumo aos títulos no ano que vem.

 

As nossas grandes deficiências, e é onde devemos estar de olhos abertos pra acertar o time, estão na contratação de dois laterais (um esquerdo e um direito), um zagueiro (existe no futebol brasileiro?) e mais um atacante rápido. Aí sim, com esse povo entrosado, após uma boa pré-temporada e tinindo na forma física, será só definir o esquema tático e correr pro abraço. O Lopes já viu esse filme. E nós também.

 

EM TEMPO: antes que o pessoal me escreva xingando até a oitava geração, reafirmo que quem acompanhou todos os jogos, e principalmente os últimos, viu que a nossa zaga, apesar de não ser a oitava maravilha do mundo e vacilar em muitos lances, não ficou nada a dever à nenhuma outra neste Brasileirão. O Géder jogou muito bem em todas as partidas, atuando sempre com muita raça e ganhando praticamente todas as divididas, e foi ao lado do Fábio e do Ramon, o jogador mais regular na competição. Aliás, pra espanto de muitos, se olharmos as zagas dos 8 times que passaram pra segunda fase, veremos que o Géder seria titular fácil em qualquer uma delas. A crise de zagueiros no futebol brasileiro é geral e o Géder, diante deste quadro, foi muito bem.

 

EM TEMPO I: quanto ao Fábio, é como eu já havia dito semanas atrás mas a flapress não deu (e nem vai dar) a menor bola: ele é o melhor goleiro em atividade nesta galáxia. Foi disparado a revelação do campeonato e caiu nas graças da torcida. Pegou o que pôde e o que não pôde. Fez um campeonato fantástico e provou que o VASCO é uma máquina de fazer goleiros (só pra citar os últimos): saiu o excelente Carlos Germano e surgiu o excepcional Hélton; aí machucou o Hélton e surgiu o fantástico Fábio. Inclusive, com a volta do excepcional Hélton no ano que vem, teremos uma briga de cachorro "gigante" pela camisa 1 do VASCO já que ambos são sensacionais. Disparados, inclusive, os dois melhores da galáxia. Mas a flapress não gosta de admitir certas coisas...

 

EM TEMPO II: a lateral foi o nosso "tendão de Aquiles": ninguém acertou. Se bem que no final o Russo, apesar de limitado, já começou a demonstrar disposição e foi mais a frente, criando boas oportunidades de gol. Assim como o Edinho, que assim que pôs a cabeça no lugar e deixou de cair na pilha da torcida, já começou a jogar mais solto, se apresentar mais e partir pra cima dos zagueiros, além de fechar melhor os espaços lá atrás. Nenhum dos dois fizeram partidas fantásticas, mas em algumas oportunidades apareceram muito bem. São boas peças pra composição do elenco.

 

EM TEMPO III: na cabeça de área, o Henrique surpreendeu e fez boas partidas. Marca bem e não pensa duas vezes em partir em direção ao ataque. Ligou bons contra-ataques e trabalhou bem como cão de guarda. Será uma boa se ficar. Já o Rodrigo Souto estranhamente não rendeu 1/100 do que sabe e talvez o fato de ter pego um banco em praticamente todos os jogos tenha lhe feito bem pra colocar a cabeça no lugar. No ano que vem tem tudo pra arrebentar porque jogar bola ele sabe.

 

EM TEMPO IV: o Léo Lima, bom, o Léo Lima é craque. Vinha jogando mal até o Lopes colocá-lo como segundo homem de meio-de-campo. Aí o talento dele apareceu. Ajudou bem na defesa, disputou (e ganhou) com raça várias bolas lá trás e facilitou tudo lá na frente servindo com passes magistrais tanto o Petkovic como o Ramon. Fez uma partida fantástica no showcolate contra o Vitória e teve também outras excelente exibições. Se continuar jogando o que jogou nos últimos 5 jogos, será destaque fácil no ano que vem. É só esquecer a máscara.

 

EM TEMPO V: Ramon foi o destaque absoluto do Brasileirão e, mesmo jogando apenas 16 jogos, fez 15 gols - que nem é a especialidade dele! Sua presença no elenco é imprescindível e ele será o encarregado de levantar as taças no ano que vem. Aliás, uma ele já vai levantar que é o troféu Bola de Ouro Vascaíno (http://boladeouro.cjb.net ), que ele conquistou por ter sido escolhido no voto da nação vascaína como o melhor jogador vascaíno neste campeonato. Inclusive, se a paulistada da revista Placar não armar, ele também vai levar o Bola de Ouro da revista porque o Kaká, que a cada partida vem jogando menos (contribuindo assim pra cair sua média), era o líder com 0,33 pontos na frente dele...

 

EM TEMPO VI: já o Petkovic, como é sabido de todos, demora a entrar em forma (ainda mais nesse campeonato onde ele vinha de 5 meses parado) mas, do show contra a flamengada pra cá, fez boas partidas e a toda hora colocou o pessoal na cara do gol. Fez apenas 2 gols mas o seu rendimento estava subindo jogo a jogo. Ano que vem a tendência é que os espetáculos voltem a aparecer.

 

EM TEMPO VII: e o Valdir, pra quem estava parado há um ano, arrebentou. Fez o possível e o impossível, injetou sangue no time e contagiou a todos (torcida e jogadores) com a sua garra inigualável. Jogou sempre pro time, se sacrificou em todos os jogos e teve presença destacada na campanha vascaína. Com mais um atacante rápido ali na frente pra jogar ao seu lado, teremos um caminhão de gols.

 

EM TEMPO VIII: e o Romário... ôpa, mas o Romário não é mais do VASCO! Mas enfim, o Baixinho continua calando a boca dos inimigos do puro futebol-arte e, mesmo sem treinar durante a semana, botou o Flu na segunda fase com um gol antológico contra a Ponte e tirou 3 coelhos da cartola no primeiro jogo contra o São Caetano. Ele é inigualável. Só mesmo os recalcados, os invejosos e os inimigos do futebol-arte pra não reconhecerem que ele, com 300 anos, ainda é a diferença.

 

EM TEMPO IX: falando no tricolor, minha tia, que é fonoaudióloga, na semana passada (do nada) recebeu em seu consultório a visita do técnico tricolor, o Renato Gaúcho. Tirando a marra, o sujeito não tirou os óculos escuros DENTRO da sala de consulta, o "maluco" foi lá porque está preocupado com uma roquidão crônica que está lhe incomodando. Também pudera, com o Fabinho no time e uma defesa das mais vazadas do campeonato, ele queria o quê?

 

EM TEMPO X: e o VASCO, mesmo com todos os problemas, foi lá pra Campos e bateu o Automóvel Clube, na prorrogação, por 76x74 e se sagrou Tricampeão Estadual de Basquete Feminino Juvenil. CASACA!

 

EM TEMPO XI: os cães ladram e a Caravela passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.turmadafuzarca.com

 

 

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