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n.18 ano III - 13/08/2002

(próxima edição: 20/08/2002)

 

/+/ COMEÇOU A FESTA!!!

 

"Deu pra sentir que o VASCO será um time com muita garra neste Brasileirão." (Antônio Lopes, após a vitória de 2x0 sobre o Figueirense)

 

"O mais importante são os 3 pontos". Frase clássica, corriqueira até neste mundão do chamado futebol de resultados que, mais do que resumir que o time saiu-se vencedor em mais um combate antológico, é sempre a melhor (e única) "desculpa" pra se evitar que os cronistas fiquem horas e horas detonando a pífia atuação do time. Jogou mal MAS saiu com 3 pontos embaixo do braço e deu um salto importante na tábua de  classificação. O resto são flores de velório e fim de papo.

 

Pois bem, começamos bem o Brasileirão detonando o Figueirense na estréia e já tivemos uma boa panorâmica do que será o esquadrão vascaíno nesta temporada: um time raçudo, guerreiro, onde a força prevalecerá sobre a técnica, o esquema prevalecerá sobre o craque, e os 3 pontos prevalecerão sobre qualquer coisa. Inclusive, nada mais profético (só pra plagiar aquele comercial do Romário promovendo a sua estréia no tricolor) do que o fato de que a primeira bola tocada por um jogador vascaíno neste campeonato tenha caído justamente nos pés do glorioso Darth Geder que, pra mostrar a especialidade da casa, isolou a criança lá nas cadeiras das sociais!!! E como "Deus está nas coincidências", como já dizia aquele personagem na série "Engraçadinha", pra variar a segunda bola foi cair nos pés do valente Emerson que, a exemplo do Geder, também a mandou quase lá na Lua!!! Pois é, HAJA CORAÇÃO!!!

 

E nesse esquema de "bola pro mato que o jogo é de campeonato", o VASCO não teve muitos problemas pra liquidar o "poderosíssimo" Figueirense e quebrar o jejum de vitórias em estréias nos últimos 6 anos. Mas, se o jogo serviu pra mostrar que este time ainda está "verde" mas já é de fato um esquadrão guerreiro, com todo mundo marcando o tempo todo e em todos os lugares do campo, serviu também pra mostrar que quem conhece, conhece. E o bravo Ramón, "O Senhor da Colina", sobrou na turma levando essa galera nas costas, dando passes magistrais e açucarados, tabelando com Deus e o mundo, e balançando a rede com a velha categoria que só os últimos dos moicanos do puro futebol-arte conseguem fazer. Inclusive, só pela atuação dele já valeu o ingresso pois, mais do que ver um time brigador que corre e funga no cangote do adversário durante os 90 minutos, a torcida quer espetáculo. E o Ramón, com toda certeza, é a garantia de espetáculo.

 

Enfim, o grande Lopes (que não é meu pai) já conseguiu promover a união no grupo, já implementou o espírito guerreiro na rapaziada e também já conseguiu montar um esquema tático sólido, o que não é pouca coisa!!! Além disso, se o Ramón continuar jogando o que sabe e o Léo Lima manter a regularidade jogando, no mínimo, o que jogou na estréia, já temos meio caminho andado pra classificarmos entre os 8. Acreditem: esse time, quando ficar entrosado e os jovens jogadores ganharem um pouco mais de experiência, vai dar trabalho!!! VAMOS APOIAR!!!

 

EM TEMPO: do time da estréia, todas as "caras novas" jogaram bem com destaque para o Siston, Haroldo e o Wellington. O Souza também foi bem apesar de ter entrado numa roubado tremenda já que só recebia bola isolada na frente e por isso cansou de bater cabeça com a zaga catarinense. Mas nas duas únicas bolas recebidas com açúcar, deu uma arrancada sensacional que acabou no segundo gol e fez um corta-luz a la Rivaldo no primeiro gol. Boto muita fé. Já no lado negativo está o Jorginho, verdadeiro clone do Paulo Miranda, que literalmente apanhou da bola e só matou a criança na canela. Vai ver que era porque jogou no sacrifício mas a galera já está de olho!!! Sinistro!!!

 

EM TEMPO I: e por falar na galera, que maravilha foi ter visto São Januário lotado para um jogo de estréia com um time praticamente sem estrelas. Como mulheres e crianças não pagavam, a verdadeira família vascaína entupiu o estádio e pode assistir a um bom jogo. Foi bom também porque os jogadores já começaram a se acostumar com a pressão da torcida e serviu pra mostrar pro restante do Brasil que o "velho caldeirão de 1997" está de volta!!! Não é mole não, aqui no RJ ninguém vai ganhar do VASCÃO!!!

 

EM TEMPO II: com relação à nossa zaga, pesadelo de 16 em cada 10 vascaínos, tanto o Geder quanto o Emerson foram bem. E como ouvi de um torcedor na saída do estádio: "agora a zaga está mais firme". Pois é, o que era uma água, agora é uma gelatina!!!

 

EM TEMPO III: e o Romário, hein? Lá foi ele pros microfones na quarta-feira, ao saber que haveria venda antecipada de ingressos, pra dizer que "a torcida podia invadir o Maracanã que ele garantia a festa". Dito e feito: estádio lotado, ele marca 2 gols, o tricolor dá espetáculo e a Força Jovem ainda acha que ele não joga nada. Fala sério... Aliás, já começou a provocação e eu, por razões óbvias, AGORA participarei ativamente: "tricolor otário, quem tem Ramón não precisa de Romário"!!!

 

EM TEMPO IV: ainda falando no Baixinho, o que não é a presença de um CRAQUE no time. O espaço no jornal, que antes era minúsculo, agora é só foto colorida gigante na última página. Sem falar nas centenas de camisas cheirando a naftalina que os tricolores resolveram desencavar do armário e tantas outras que eles estão comprando a rodo... Realmente, como já dizia o sábio chinês, no futebol o craque pode até nem ser tudo, mas com certeza é 100%.

 

EM TEMPO V: e como Deus castiga, olhem este trecho da coluna do grande "Apolinho" Washington Rodrigues no Jornal dos Sports na semana passada: "lembram quando caiu uma parte da grade que separa a arquibancada do gramado de São Januário? O incidente, corriqueiro em campos de futebol, foi rotulado como "Tragédia de São Januário" com polícia, bombeiros, helicópteros, cães farejadores, o diabo em campo. Antônio Calçada, então presidente, ameaçado de prisão por permitir superlotação do estádio, e Eurico Miranda caçado como se tivesse pessoalmente derrubado a cerca. O inquérito ainda está em andamento. Agora, muito provavelmente por excesso de lotação, desaba o palanque onde discursavam Anthony Garotinho e sua esposa Rosinha, e o fato foi considerado como um simples acidente." Pois é, dois pesos e duas medidas, como sempre.

 

EM TEMPO VI: os cães ladram e a CARAVELA passa...

 

E DÁ-LHE VASCO!!!

www.turmadafuzarca.com

 

 

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