"As coisas que não têm nome assustam,

escravizam-nos, devoram-nos..."

Mário Quintana

 

SÃO PEDRO DA ALDEIA – RJ

 

I - IDENTIFICAÇÃO:

Entidade: Prefeitura Municipal de São Pedro da Aldeia

Secretaria Municipal de Educação

Prefeito: Paulo Roberto Ramos Lobo

Secretário de Educação: Evaldo de Souza Bittencourt

Coordenadora do Projeto: Maria Regina da Silveira Rosa

Área de Abrangência: Escolas Municipais e Associações de Moradores

Clientela Atingida: Alunos do 1º e 2º Segmentos do Ensino Fundamental e da Educação Especial, Pais , Educadores e Funcionários da Escola.

II- JUSTIFICATIVA:

Ao falar sobre drogas e sexualidade os pais e educadores expressam suas preocupações, pois a popularidade das drogas, o índice de portadores de DST/AIDS, o número de adolescentes que apresentam gravidez precoce e indesejada e aborto são cada vez maiores. Dessa forma, vemos os nossos jovens expostos ao perigo que muitas vezes provoca danos irreversíveis, destruindo famílias, amizades e vidas.

Sabemos que os nossos jovens são os que mais fazem parte dos fatores de risco neste momento, já que possuem informações inadequadas, insatisfações com a qualidade de vida, personalidade vulnerável ou mal integrada e ainda, o fácil acesso às drogas.

A preocupação torna-se maior quando o consumo de drogas, principalmente o álcool e o tabaco (chamadas de drogas lícitas), faz parte do nosso dia quando, mesmo sabendo dos danos que as referidas drogas causam à saúde, são plenamente aceitos pela sociedade, uma vez que seu uso é considerado prova de virilidade, personalidade ou de poder. Uma vez drogados, os jovens expõem-se a outros tipos de perigos como as DST/AIDS e a gravidez indesejada.

Este trabalho justifica-se pela necessidade de modificar a abordagem sobre questões que envolvem a descoberta da sexualidade e do uso abusivo de drogas em nossas crianças e adolescentes, reparar o papel da escola nesse processo e alertar jovens, pais e educadores a respeito do esclarecimento sobre tais questões. Não se pode negar ou simplesmente ignorar a sexualidade e a popularidade das drogas. Elas existem, fazem parte do nosso dia-a-dia, e estão inseridas nas sociedades do mundo inteiro, sob diversas formas. Para que a orientação nesta área seja realmente útil, é preciso fornecê-la antes que as pressões sobre os nossos jovens sejam grandes demais, antes que o desejo natural e a curiosidade sejam supridos com informações distorcidas, encontradas aleatoriamente no meio ambiente. É preciso não só para impedir algum problema sério, como também e, principalmente, para encaminhá-los em direção a opções mais conscientes e sadias. Quando a falta de orientação adequada deixa de ser apenas uma deficiência em nossa sociedade, ela se transforma num problema que exige soluções urgentes. A gravidez indesejada entre adolescentes ocorre cada vez com mais freqüência no Brasil. Só no ano de 2000 foram um milhão e setecentos mil casos de mães adolescentes com idades entre 11 e 18 anos; abortos feitos clandestinamente, cujas conseqüências são trágicas; o alto índice de DST, incluindo o alastramento da AIDS, com pesquisas que informam 123 jovens com idade de 13 a 19 anos diagnosticados como portadores do vírus HIV no ano de 2000 na cidade do Rio de Janeiro e, ainda, o acréscimo de jovens dependentes químicos de drogas, entre as quais álcool, tabaco, maconha e cocaína.

Se a escola não tratar das questões que envolvem a sexualidade e o uso de drogas, estará transmitindo aos alunos a noção que o assunto não é tão importante, que a sexualidade é mesmo tabu, sobre o qual não se pode falar, ou ainda, se trata de algo que não é objeto de conhecimento sério, não faz parte da educação e se aprende na rua com os colegas, ou através dos meios de comunicação. Não há como escapar. Mesmo que a escola se omita, estará acontecendo algum tipo de educação sexual, cultural ou social. Provavelmente repressiva, inadequada e deformadora. Não há garantia de que se venha a receber na rua ou através da mídia as informações necessárias para uma vida afetiva, sexual e social harmoniosa.

Nós educadores, temos grandes oportunidades de lidar com crianças e jovens todos os dias, e isso é uma grande felicidade, pois a partir daí conhecemos mais individualmente cada um e então podemos chegar à conclusão de que a crise econômica, o desemprego, a violência dentro e fora de casa, a dificuldade do acesso à educação e à saúde, e a falta de perspectivas de um futuro melhor, deixam nossas crianças e adolescentes com a auto – estima reduzida, estando assim, mais vulneráveis ao meio. Esta realidade está sendo responsável pelo processo de exclusão social dos mais pobres e dos mais miseráveis. Estas populações certamente são o segmento social mais preocupante e carente de apoio e orientação. A vulnerabilidade biológica e psicológica, a pressão social e econômica que sofrem, levam-nos à necessidade de fazer chegar a informação e a educação preventiva, a fim de permitir nossas crianças e adolescentes a adotarem condutas positivas e se formarem cidadãos plenos.

Diante de tais fatos se faz urgente e necessário um trabalho de orientação preventiva e permanente, com espírito solidário e respeito à cidadania e aos direitos humanos, onde à escola não pode fugir de sua responsabilidade, já que cabe a ela orientar, capacitar e formar cidadãos críticos, reflexivos e conscientes para a vida.

III - OBJETIVO GERAL:

Estabelecer programas de informação e prevenção preenchendo as lacunas, erradicando tabus e preconceitos, abrindo discussões sobre emoções e valores, propiciando uma visão ampla, profunda e diversificada acerca da sexualidade e do uso abusivo de drogas.

IV- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 

V- METODOLOGIA

  1. O Projeto acontece na escola, em três momentos:

    1º Momento: Apresentação do Projeto à Equipe da Escola;

    Oficinas com professores e demais funcionários

    05 Encontros de 4h – Carga horária total: 20 h

    2º Momento: Apresentação do Projeto à Comunidade.

    Oficinas com pais e responsáveis

    02 Encontros de 4h – carga horária – 8 h

    Nesses dois momentos trabalhamos toda a questão envolvendo a sexualidade através de dinâmicas, discussão em grupo, troca de experiências, leitura de textos, vídeos, músicas, transparências e depoimentos, entre outros, fazendo com que os tabus e preconceitos sejam quebrados, a fim de que possamos lidar melhor com a nossa própria sexualidade e conseqüentemente, contribuir como multiplicadores nesse processo.

    Esses encontros acontecem uma vez por semana no horário sugerido pela escola.

    3º Momento: Apresentação do Projeto aos Alunos

    Oficinas com os alunos.

    Nesse momento, temos 01 Encontro com os alunos uma vez por semana com duração de 60 minutos durante 15 semanas consecutivas. Abrimos nesses encontros um canal de discussão onde os alunos possam ter liberdade de questionar , colocar suas dúvidas, e até mesmo suas angústias e experiências em relação aos temas envolvendo a sexualidade e o uso de drogas.

    Durante os encontros, trabalhamos com atividades variadas como: dinâmicas, pintura, produção de textos, músicas, dramatizações, vídeos, entre outras, para que possamos de uma maneira descontraída e interessante lidar com a sexualidade e as drogas de uma forma séria e natural.

    No primeiro encontro após a Apresentação do Projeto, realizamos com os alunos o preenchimento de um questionário individual e pessoal sem a necessidade de identificação, dessa forma, poderemos conhecer a realidade da turma sem constrangi-la e, assim, tentar suprir as necessidades. Após cada encontro solicitamos aos alunos uma atividade dentro do tema trabalhado, a qual servirá como avaliação do trabalho e material para a culminância do projeto.

    Os encontros acontecem na sala de aula, onde o professor daquele horário participará efetivamente do projeto. Fazemos um rodízio de dias da semana para que possamos atingir o maior número de professores.

    Os trabalhos solicitados durante o projeto, servem de material para a Culminância que acontecerá no 16º Encontro. Durante esse trabalho, observamos um professor da escola que possa vir a ser o professor - multiplicador: o que apresentar os requisitos necessários, tiver interesse e disponibilidade é convidado a participar de um curso de Capacitação e, logo após, terá uma vez por semana a incumbência de dar continuidade ao projeto na escola, sendo regularmente orientado pela coordenação do projeto. Pretendemos valorizar o trabalho do professor – multiplicador com remuneração através de hora extra.

    Atingimos no mínimo de 05 escolas por semestre e a partir daí, o professor-multiplicador dará continuidade ao projeto, que deverá ser apresentado em outras unidades escolares. E de acordo com as necessidades damos apoio através de palestras em outras escolas.

    VI - RECURSOS:

Humanos: 01 Especialista e professores das unidades escolares.

Necessitamos com urgência de técnicos, pois a demanda tem a cada dia aumentado e o número de profissionais envolvidas é mínimo.

Temos necessidades urgentes de contratar pessoal, mas a Prefeitura encontra-se em estado de contenção de despesas.

Materiais: tv, vídeo cassete, máquina fotográfica, filme fotográfico, filmadora, cartucho de tinta para impressora, som, retroprojetor, transparências, fitas cassetes, fitas de vídeo, CDs, disquetes, papel madeira, papel ofício, papel vergê, papel silhueta, papel camurça, papel celofane, papel cartãozinho, cartolina, canetas, caixas box, pasta grossa com elástico, hidrográficas, giz de cera , pilot, fitas adesivas, barbantes , quadro- negro, pelve de acrílico , prótese peniana, camisinhas (masculinas e femininas), preservativos de um modo geral.

 

VII - DURAÇÃO:

A longo prazo. É realizado no decorrer de cada ano para que possa haver uma continuidade e maior resultado na prevenção.

VIII - AVALIAÇÃO:

No decorrer do trabalho através de pré-testes, pró-testes, debates , relatórios e outras atividades solicitadas.

IX- TEMAS TRABALHADOS:

IMPORTANTE:

Trabalhamos sempre a auto-estima, a valorização da vida e o resgate de valores, pois vemos que o ser humano precisa se amar e se conhecer muito para se respeitarem e buscarem bons caminhos.

X – ABRANGÊNCIA:

O Projeto nasceu em março de 2001 e passou a ser atuante a partir de agosto desse ano, até novembro/2003 atingimos:

XI – RESULTADOS:

 

Maria Regina da Silveira Rosa

Coordenadora


OFICINAS COM PAIS E RESPONSÁVEIS

 

PAIS TÊM A OPORTUNIDADE DE OBTER CONHECIMENTOS ACERCAS DAS QUESTÕES ENVOLVENDO SEXUALIDADE E PREVENÇÃO ÀS DROGAS

 

PAIS SÃO SENSIBILIZADOS A PROMOVER LAÇOS DE PROTEÇÃO AOS JOVENS

OFICINAS COM PROFESSORES

CURSO "VIVA LEGAL"

 

TROCAS DE EXPERIÊNCIAS

 

 

CONHECENDO A SI MESMO PARA CONHECER O OUTRO

 

 

"VIVER NA CERTEZA DE SER UM ETERNO APRENDIZ"

 

OFICINAS COM ALUNOS

 

 

EDUCAÇÃO – JOVENS E ADULTOS – EJA

ENSINO FUNDAMENTAL – REGULAR

ENSINO FUNDAMENTAL – REGULAR

 

"QUEM ESPERA QUE A VIDA SEJA FEITA DE ILUSÃO" (...).

"É PRECISO SABER VIVER"

 

CULMINÂNCIAS

ARTEJOVEM

 

 

DRAMATIZAÇÃO

 

COREOGRAFIA

 

DESCOBERTA DE TALENTOS

 

PRESENÇA DO SECRETARIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

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