Protetores das crianças; Padroeiro dos médicos e farmacêuticos
Data de comemoração: 27 de Setembro
Seu dia é o domingo.

Suas cores são rosa-claro, azul-claro e branco.
Seus locais preferidos são os jardins, árvores ou parques.
Sua função é dar recados, amenizar o impacto das incorporações, alegrar os corações, diminuir as tensões, ajudar nas soluções dos problemas mais difíceis.

História

São Cosme e Damião eram irmãos gêmeos e nasceram na Arábia por volta do século III, em meio a uma nobre família. Estudaram medicina na Síria, e depois foram para Egéia. Circunstâncias desconhecidas os colocaram em contato com o Cristianismo e se tornaram animados discípulos de Cristo.

Aproveitando da sua arte médica, mas confiando muito mais no poder da oração e na confiança em Deus, os dois irmãos continuavam a exercer a medicina, conseguindo êxito extraordinário. Não recebiam pagamento por seus serviços médicos -- daí serem chamados "anárgiros", ou seja, que "não são comprados por dinheiro" -- porque seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã. De fato, conseguiram deitar a semente cristã em muitos corações e numerosas foram as conversões.

Assim viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. No entanto, esta atividade devia chamar a atenção das autoridades, ainda mais que tinha estourado a terrível perseguição do Imperador Diocleciano contra os cristãos, por volta do ano 300. O Governo Imperial, então, ordenou a prisão dos dois médicos, sob acusação de inimigos dos deuses pagãos.

Perante o tribunal, o governador os interpelou sobre sua pátria e religião. Acusados de se entregarem a feitiçarias e usar meios diabólicos para disfarçar as próprias curas, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". "É preciso que adoreis os deuses, sob pena de cruel tortura", disse o governador. Ao que eles responderam: "Teus deuses não têm poder algum; nós adoramos o Criador do Céu e da Terra !"

Como se recusassem a renunciar a seus princípios religiosos, o governador mandou aplicar-lhes tormentos bárbaros. Vendo, porém, que estes processos eram inúteis, deu ordem para que fossem decapitados. Cosme e Damião morreram mártires em 303, na Egéia.

Seus restos mortais foram transportados para Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. Uma parte das relíquias foi levada, no século VI, à Roma, e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. No Brasil, em 1530 construiu-se uma igreja em Igaraçu PE, em honra aos santos Cosme e Damião.

São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos. Por causa da sua simplicidade e inocência, são invocados também como protetores das crianças.

Tiveram seus nomes incluídos no Cânon da Missa e são invocados como protetores contra as doenças do corpo e da alma.

Umbanda e Candomblé

São considerados, no candomblé, filhos do orixá Oxum. Na umbanda, esta sincretizado com São Cosme e São Damião. No candomblé, os Erês têm função importantíssima, pois, durante a iniciação, são eles que se apresentam para participar das tarefas mais árduas, amenizando os longos dias de iniciação, ajudando o iniciado a se adaptar aos costumes do candomblé.

Na umbanda, vem na sua gira, sempre infantil e brincalhão. Assim como todo indivíduo tem seu Exu, tem também seu Erê ou Ibeji, que deve sempre estar de acordo com o orixá.

Todo orixá tem seu Erê, que o segue. Na língua iorubá, a palavra Erê siginifica estátua, podendo, também, designar pequenos seres.

As crianças, Erês ou Ibejis, gostam de brinquedos, doces, frutas e comidas, muitas vezes picantes. São irreverentes, maliciosos e brincalhões. Quando são levados a sério, conseguim solicionar problemas e ajudar as pessoas.

Enquanto na umbanda dá-se nome às crianças, de acordo com o universo social dos indivíduos, no candomblé elas são batizadas ou se intitulam dependendo sa origem de seu orixá, mostrando, assim, sua raiz natural e tribal.

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