Samurais 



     Origens da vida dos peixes e dos mamíferos


Há um antigo ensinamento chinês, do filósofo Chuang Tsé (século IV a. C.), que diz: "Todos os seres vieram do ser, o ser tem origem no não ser". Pensadores de todos os tempos discutiram e discutem essa idéia.

Pensar isso ajuda a responder às perguntas: "Como surgiu a vida no planeta Terra? Qual a origem do Universo? Na história da ciência, a resposta da biologia é a teoria da evolução. Na física é a teoria do Big Bang. Teorias são explicações científicas que traduzem o que observamos no mundo.

Para os ocidentais o Universo, com todas as estrelas e planetas, começou numa grande explosão, chamada de Big Bang. Milhões de anos depois, surgiram, pouco a pouco, todas as formas de vida. 

As diferentes formas de vida se multiplicaram e viraram populações de várias espécies. Para sobreviver, esses seres vivos adaptaram-se à terra e representam a biodiversidade:  milhões de seres vivos que incluem as plantas e os animais, entre eles os humanos. 

As diferentes espécies

Existem 400 espécies de tubarões, duzentas espécies de primatas mas, só existe uma espécie humana, o Homo sapiens. Entre os primatas da espécie humana, existem variedades que podem ser atribuídas à sua adaptação aos diferentes climas da terra durante os milhares de anos de sua existência. Essas variedades são chamadas de raças. Identifica-se pelo menos quatro raças: negra, amarela, branca e ameríndia.

A diferença entre uma raça e uma espécie, é que, ao contrário das raças, as espécies tornaram-se tão diferentes uma das outras que, quando cruzam entre si, não têm descendentes férteis, ou seja nascem filhos que não podem ter filhos.  Por exemplo, a égua (Equus caballus)  e o jumento (Equus asinus) são duas espécies diferentes, quando cruzam entre si nascem as mulas ou burros que por sua vez são estéreis, ou seja, que não podem ter filhos, o mesmo não acontece com as raças de bois, de cães e nem com as raças humanas. 

Cruzando diferentes raças de caninos ou de bovinos seus descendentes podem continuar a ter descendentes mestiços e férteis, melhor seria se fossem chamadas de variedades da espécie. Contudo, a palavra raça é ainda utilizada e deve continuar a ser, principalmente na espécie humana, até o dia que a reparação das injustiças superem o ódio racial e interesses mesquinhos do racismo. 

Explicações científicas

Para melhor entender a origem dos seres vivos, os cientistas imaginam o passado a partir do que observam no presente e nos achados fósseis. Toda vez que fazem descobertas, elas mudam explicações anteriores. É um quebra-cabeça organizar a série de acontecimentos, desde a origem da Terra até a formação de cada espécie e cada raça de animais. Uma linha imaginária traduz a sucessão de eventos que deu origem ao nosso mundo atual.

 

Quebra-cabeça da  linha do tempo

0 - origem no Big Bang
5.000.000.000 de anos depois - origem da Terra e do Sol  
3.000.000.000 de anos - primeiras formas de vida 

400.000.000 - peixes com esqueleto feito de cartilagem, como arraias e tubarões
350.000.000 - início da era dos dinossauros 
135.000.000 - surgimento das primeiras aves 
220.000.000 - primeiros mamíferos 
70.000.000 - extinção dos dinossauros. Expansão dos mamíferos atuais. Surgimento dos primatas
40.000.000 - primeiros primatas antropóides

20.000.000 a 2.000.000 - surgimento dos hominídeos (
Australopithecus)

1.800.000 a 1.300.000 - surgimento dos Homo gracilis,Homo afarensis, Homo robustus, Homo habilis,  Homo erectus

500.000 - surgimento dos Homo sapiens e
Homo sapiens neanderthalensis

 

Depois  de a espécie Homo sapiens ter surgido, formaram-se as raças humanas. Os cientistas não conhecem as datas precisas desse aparecimento. As raças, ou variedades do H. sapiens, se formam quando populações de indivíduos se separam, se tornam isoladas por longo tempo e adaptam-se a diferentes tipos de climas e altitudes.

A separação é chamada de dispersão. Caso duas raças voltem a se relacionar por migração, comércio ou qualquer outro motivo, acontecem novos casamentos e misturas de raças novamente.

Povoar e miscigenar

A necessidade de alimentação obriga a conquista de novos territórios. Isso ocorreu com todas as raças humanas e, assim, a Terra foi povoada. Pense agora na história da raça amarela, também conhecida por mongólica e da qual se originou a raça vermelha, ou ameríndia. Para alguns pesquisadores, a raça mongólica inclui todos os povos que não são chamados de brancos nem de negros. 

A quantidade de melanina, que dá a cor da pele, é uma das principais diferenças entre os tipos humanos. Ficam muitas dúvidas e questões sem respostas exatas sobre suas diferenças genéticas. Uma das questões mais discutidas é a diferença dos australianos e negros ou australianos e melanésios.  Porque apesar dos melanésios possuírem  pele escura sendo inclusive chamados de negróides, os melanésios, possuem muitas semelhanças com os polinésios.  

América, Oceania

A raça mongólica, por exemplo, deu origem à raça de pele vermelha, ou ameríndia, há algumas dezenas de milhares de anos. Essa diferenciação ocorreu porque os povos da raça mongólica se dividiram. Um grupo ficou na região onde vivia, na Ásia, e outro foi povoar as Américas e a Oceania. os antropólogos até hoje estudam as diferenças entre os asiáticos, indígenas americanos e habitantes da Oceania, o estudo dos idiomas e lendas também pode auxiliar a compreender as diferenças e semelhanças entre esses povos.


SAIBA MAIS
SOBRE AS LÍNGUAS QUE
SE FALAM NO MUNDO

CONHEÇA A POLINÉSIA


Na Oceania, mais especificamente, nas ilhas da Melanésia, pode ser, que os amarelos tenham se misturado com negros. Os antropólogos deduzem essas relações entre esses povos, principalmente, pela cor da pele mais escura e pela habilidade de usar barcos. A possibilidade de travessia a pé, nas eras glaciárias, tal como aconteceu nas Américas é bem menor, considerando a maior distância da Austrália e das demais ilhas para o continente asiático.

Um outro exemplo. Nas ilhas Filipinas, encontram-se: pigmeus  negritos, negros (Andamanes ) e mongolóides. Será que houve casamentos entre raças?. No caso das Filipinas, onde se encontram raças bem distintas, ainda convivendo, tudo indica que sim.

Algumas datas

Calcula-se que o povoamento das Ilhas da Melanésia ocorreu há 30.000 anos, como também pode-se estimar que entre 40 mil e 60 mil anos o início da colonização da Austrália. É possível que para essa conquista tenha se utilizado pequenos barcos feito o dos esquimós (ver: mapa)

Ameríndios chegaram à América do Norte 40.000 atrás; à América do Sul, há 30 mil ou 20.000 anos, andando através do estreito de Bering, congelado na última Idade do Gelo. Contudo nada impede que lá também tenham chegado alguns representantes da raça mongólica, que já vinha povoando as ilhas da Oceania até a ilha de Páscoa, chegando na costa do Pácífico do continente americano utilizando embarcações.

Japoneses, chineses, mongóis, tibetanos e coreanos 

Na Ásia a dispersão da raça mongólica também formou os chineses, os mongóis da Mongólia, os tibetanos, os coreanos e os japoneses. As diferenças entre esses povos são menores e portanto mais recentes que as diferenças que marcam a separação dos ameríndios e dos melanésios. Pode-se calcular que a dispersão polinésica dos povos do Pacífico ocorreu por volta de 10.000 a.C. e se originou na China. A colonização chinesa do Vale do Rio Amarelo ocorreu há pelo menos 4.000 anos (40 séculos). 

 

Entre os japoneses, há quem diga que o povo japonês se originou 100.000 anos atrás. A maioria dos pesquisadores situa entre 10 mil e 30 mil anos o início da ocupação do Japão, em plena era glacial. Com certeza foi durante a evolução da cultura japonesa que se formaram uma das mais temidas classe de guerreiros que já existiu - os samurais.

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          Os Samurais

Os samurais, figuras lendárias que vemos em filmes americanos como heróis, não são tudo isso que os estúdios hollywoodianos retratam. Eles eram, acima de tudo, servos de um daimyo (senhor feudal japonês). A palavra samurai significa "aquele que serve". Porém os samurais eram servos especiais porque possuíam destrezas nas artes marciais. Dessa forma ajudavam ao seu senhor em guerras  e na administração de suas propriedades.

 

Os samurais também eram guerreiros especiais pelo fato de possuírem um código de honra que não era escrito, o bushidô (“caminho do guerreiro”). Por esse código, nenhum samurai podia demonstrar medo, em nenhuma hipótese. 

Os guerreiros samurais não se preocupavam muito com suas vidas. Para eles o mais importante era preservar a honra, pois, ao contrário da vida, que é limitada, através da honra podiam entrar para a história e preservar o nome de seus ancestrais. Não pestanejavam também em dar a vida em defesa de sua família. 

Os samurais nunca fugiam de uma batalha para a qual fossem desafiados. Era comum em duelos o samurai perdedor realizar o ritual seppuku, ou haraquiri, em que o guerreiro se matava com um corte estomacal. Tinha, assim, morte lenta e dolorosa, porém muito honrosa. Enquanto o samurai agonizava, ele devia demonstrar força e autocontrole para as pessoas que assistiam ao ritual.

Hoje a gente sabe que honra é enfrentar as dificuldades naturais da vida com resignação, humildade e esforço para corrigir os próprios erros. 

Os samurais se formaram no Japão do século X e existiram até o século XIX. No começo qualquer pessoa podia se tornar um samurai, bastava apenas ter estudado artes marcais. Com o passar do tempo e a facilidade de aprender ofícios com os pais, o título de samurai foi passando de pai para filho. 

Os samurais tinham a obrigação de carregar consigo um par de espadas: uma curta, de 40 cm e chamada wakizashi, e uma grande, de 60 cm, a katana. Esses guerreiros tinham também o domínio do arco-e-flecha, do bastão e de outras armas orientais.

 

Os samurais destacavam-se ainda pela variedade de habilidades que apresentavam fora de combate. Eles se dedicavam tanto às artes como à esgrima e tinham que se alfabetizar obrigatoriamente para se tornar um samurai. Muitos eram poetas, calígrafos, pintores e escultores.

Algumas formas de arte, como a ikebana (artes dos arranjos florais) e a chanoyu (arte do chá), eram também consideradas artes marcias, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.

Ideogramas chineses de: HOMEM, CORAÇÃO, PENSAMENTO e  CORAGEM

 

Grande parte dos samurais procurava um caminho espiritual e se dedicava ao budismo como forma de chegar à calma e à harmonia.

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Matsuó Bashô (1644 - 1694) - Ueno - Japão

Filho de samurai, e portanto também samurai, designado pelo pai desde os nove anos para auxiliar na tarefa de servir a família "Todo". Foi o pajem de Yoshitada Todo, herdeiro da família de quem se torna amigo e companheiro na prática da arte da  poesia.

Leia agora  algumas das poesias que o poeta samurai escreveu durante uma viagem que fez através do Japão.  Nesses poemas, chamados de haikai, por sua forma inconfundível com versos de 3 linhas, Bashô, nos descreve o que sentiu, contemplando o litoral e a vida dos pescadores japoneses.


  o mar escurece
a voz das gaivotas
quase branca

 

  relâmpago
o grito da garça
esgarça o escuro



peixes voadores
          ao golpe do ouro solar
estala em estilhaço o vidro do mar

 


Na casa do pescador 

a sombra fresca do entardecer 

na porta, o sol, ao sol se por
          

    Ninho de águia
              que o mar não molha
                                          marulhinho

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Do código do guerreiro,  Bushido
o último samurai - the last samurai

  • Respeitar o dever filial
  • Respeitar as hierarquias de comando
  • Permanecer sempre alerta, esperando o perigo
  • Estudar e praticar meditação
  • Zelar pela justiça e conduta correta
  • Cultivar a lealdade, valor
  • Estudar e praticar artes militares - arco, equitação
  • Zelar pela boa convivência familiar, pais, parentes
  • Sempre manter a sobriedade (moderação)
  • Zelar pela boa aparência de sua casa
  • Buscar o domínio das armas
  • Zelar pela confiança e amizade
  • Cultuar a coragem (aprender)
  • Resignar-se para aceitar dor e morte
  • Estar sempre pronto para o trabalho.
  • Sempre defender o uso correto da autoridade 

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    Bibliografia O último samurai Tom Cruise

Costa, Moises Almeida Pinto Rodrigues. Colaboração especial  [ [email protected] ]
Daidoji Yuzam. Bushido
Leminski, Paulo. Matsuó, Bashô. Ed. Brasiliense?
Verçosa, Carlos. Sendas de Oku. Ba, Edição do Autor
Hiernaux, J. A diversidade biológica humana, Lisboa, Calouste Gulbenkian, 1980
Hiernaux, J. Raças humanas e racismo, RJ, Salvat do Brasil, 1981
Polynesia, Hawaii: Postcards and Picture Galleries http://www.janeresture.com/hawaii/postcards.htm
Jane's Tahiti Home Page http://www.janeresture.com/tahitihome/tahiti.htm 
Oceania Postcards and Picture Galleries  http://www.janesoceania.com 
Hawaiian Style Travel  http://www.hawaiianstyletravel.com

 

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