|
Evolução das linguagens e interfaces | ||||||||||||||||||||
|
As
técnicas de programação percorreram um longo caminho desde a introdução
do computador. Conforme mostra a Figura 1.1, primeiramente a programação
passou pela Era do Caos, quando os programas eram construídos usando-se
instruções de desvio como
“ADD AX,5” e “JMP Error”. Desnecessário dizer
que a Era do Caos não durou muito e a maioria dos programadores
recebeu de braços abertos a evolução que começou nos anos 60 -- a Era
da Estruturação. Essa nova era introduziu linguagens de programação --
como o Pascal, C e Ada -- e outras ferramentas que ajudaram a colocar
ordem na caótica atividade de programação.
UM
BREVE HISTÓRICO DO BASIC A linguagem Basic foi criada em 1963 por John kemeny e Thomas kurtz no Dartmouth college. Eles criaram com propósito de ensinar conceitos de programação, enfatizando a clareza, em prejuízo da velocidade e eficiência. Isto foi feito sem o emprego de linguagens de controle de tarefa e os passos compilação/ligação requeridos para criar programas em linguagens como FORTRAN E Assembly. Como resultado, o Basic foi a primeira linguagem fácil de usar que permitia ao usuário concentrar-se nos métodos algoritmos para resolver tarefas de programação, em vez de se preocupar com métodos e algoritmos exigidos pela máquina para construir e depurar os programas. Diversas
características das primeiras versões do basic são dignas de nota. Cada
linha de um programa começava com um número de linha, e as intruções
geralmente não erm endentadas (como freqüentemente é feito hoje para
facilitar a legibilidade ou clarificar a estrutura). Todos os caracteres
eram digitados e exibidos em letras maiúsculas. As instruções GOTO E
GOSUB, que permitiam ao programa desviar a execução para qualquer linha,
utilizavam os números de linha como destino.
Estas
características levaram à criação de “código-espaguete”- assim
chamado porque a seqüência lógica dos programas, freqüentemente
ramificada e torcida, lembrava um prato cheio de espaguete cozido
–bastante difícil de seguir. A Figura 1.1 mostra um típico programa
nesse estilo. Você pode facilmente perder-se tentando acompanhar o código,
mesmo num programa curto como esse. Felizmente, o Basic se afastou
bastante de como era naqueles dias.
As primeiras versões do Basic ganharam a reputação de ser
linguagens não-profissionais. Todavia, o Basic evoluiu através dos anos
de uma lenta linguageminterpretada para uma rápida e estruturada
linguagem compilada, adequada para criação de uma grande variedade de
aplicações. A Hewlett-Packard, a Microsoft e diversas outras companhias
criaram versões aprimoradas do Basic com muitos recursos avançados. Se
você não tem usado o Basic ultimamente, é hora de verificar como está
a linguagem hoje.
Figura1.1 Um programa Basic antigo que exemplifica o “código-espeguete”. O BASIC CONTINUA SE DESENVOLVENDOO
progresso do Basic seguiu de perto a revolução do computador pessoal .
em meados dos anos 70, a Microsoft iniciou a introdução de um Basic
interpretado residente em ROM para os primeiros computadores pessoais
baseados em microprocessadores. O Radio Shack TRS-80, por exemplo,
introduziu o Basic (e o conceito do computador pessoal) para muitos de nós.
Esta versão original do Microsoft Basic está ainda hoje no nosso meio,
sem muitas modificações, na forma do GW-BASIC, o interpretador Basic
incluído nas versões 4.01 e anteriores do sistema operacional MS-DOS.
Embora o GW-BASIC seja uma ferramenta para
executar pequenos cálculos e tarefas simples, ele se enquadra na
classificação de uma linguagem não-profissional. Nenhum programador sério
consideraria hoje comercializar um software escrito em GW-BASIC, pelas
mesmas razões que os utilitários do MS-DOS não são escritos e
comercializados na forma de arquivos de lote. Em ambos os casos os
programas seriam muito lentos, o código original precisaria ser fornecido
ao usuário, e muitos caminhos melhores existem para criar esses
programas. Breve história das interfaces com o usuárioNos
primórdios da informática (nos idos dos
anos 50), usar um computador significava abrir o computador a
reorganizar alguns fios. Para usar um computador, você precisava não
apenas saber como programá-lo, como também conectar sua fiação sem
morrer eletrocutado durante o
processo.
Para
usar um computador nos anos 60, era necessário digitar comandos para
perfurar cartões e depois alimentar o computador com a pilha de cartões perfurados. Como digitar comandos com
perfeição nos cartões não era uma tarefa das mais empolgantes para a
maioria das pessoas, o uso do computador era lento, chato e cansativo. Nos
anos 70, os cientistas conectaram um
aparelho de TV ao computador e deram ao conjunto o nome de terminal
de computador. Pela primeira vez, era possível digitar um comando
diretamente no computador e receber
uma resposta imediata. Essa foi a primeira
tentativa no sentido de criar uma interface com o usuário que as pessoas
pudessem realmente usar e entender. É claro que as primeiras interfaces rudimentares com o usuário não consistiam em nada além de uma tela em branco como um ponto luminoso piscante, denominado cursor. Para instruir o computador a fazer qualquer coisa que fosse, era preciso digitar os comandos apropriados. Infelizmente, se você não soubesse quais comandos digitar, o computador se recusava a trabalhar e você ficava se sentindo um burro. Mais uma vez, o uso do computador tornou-se lento, chato e cansativo. Numa tentativa desesperada de simplificar o uso dos computadores, os programadores logo inventaram uma coisa chamada interface gráfica com o usuário ou GUI (acrônimo de graphical user interface). Basicamente, uma interface gráfica com o usuário exibe menus e ícones que o usuário pode escolher clicando nos comandos com o mouse. A
Apple Computer criou a primeira GUI comercial quando lançou no mercado o
Macintosh, mas a Microsoft rapidamente criou sua própria GUI (apelidada
de Microsoft Windows). Infelizmente, as GUIs ainda são capazes de tomar o
computador lento, chato e cansativo de usar, portanto, quando isso
acontecer, a culpa é da indústria da informática. Isso não resolve
nenhum dos problemas mas, pelo menos pode fazer você se sentir melhor
emocionalmente por um ou dois
minutos. |
|||||||||||||||||||||
| Retornar | |||||||||||||||||||||