Imigração finge ser coiote e prende mineiro na fronteira
Ele estava com mais quatro pessoas. O grupo foi surpreendido por um oficial de imigração que, dirigindo um carro, fingiu ser um “coiote” e propôs a auxiliar a travessia dos imigrantes. Além do mineiro, foram presos um casal de hispânicos, um outro brasileiro de 53 anos, cujo nome não foi revelado, e uma mulher mexicana.
Danilo, que já havia sido deportado dos EUA em março deste ano, tentava nova entrada clandestina no país. Depois de passar um mês no Canadá, por meio de um intercâmbio de curso de inglês, ele planejou a viagem com a ajuda de um ‘coiote’, que cruzaria a fronteira atravessando, de carro, uma plantação de milho.
“Eles combinaram com um ‘coiote’, mas, quando viram o veículo estacionado, suspeitaram, porque o carro não estava parado no local planejado”, contou Michelle Platz, namorada de Danilo e que tem conversado com ele por telefone. Segundo ela, o verdadeiro ‘coiote’ teria sido preso por agentes da imigração.
“Danilo disse que sentiu uma sensação estranha, porque o motorista era um homem branco, e não parecia ser descendente de hispânicos. Mas, ainda assim, entrou no veículo’, disse Michelle. Ao atravessarem a fronteira, os imigrantes teriam comemorado, dentro do carro. “Eles estavam felizes, porque acreditavam que tudo tinha dado certo”, contou a namorada.
O motorista havia orientado a todos para que se escondessem dentro do carro, quando passassem perto do prédio da imigração. Assim, eles não viram que o carro entrava na garagem do edifício, onde vários policiais já aguardavam sua chegada. Nessa altura, helicópteros já sobrevoavam a área. E o motorista, finalmente, se identificou para os emigrantes como um oficial da fronteira.
Mesmo preso, Danilo teve direito de usar o telefone. Ele ligou para Michelle, que mora na cidade de Danbury, estado de Connecticut. Em seguida, ligou para os pais, Iris e Jurandir Assunção, que estavam no Brasil, onde permanecem.
Atualmente na cadeia de Washington County, na cidade de Fort Edward, Danilo tem falado com a namorada diariamente, por telefone. Ele diz estar sendo bem tratado na prisão, recebendo boa alimentação e tendo acesso ao dinheiro enviado pela família, para comprar alimentos que complementam as três refeições diárias que recebe. As reclamações do mineiro se restringem ao frio durante a noite e à superlotação da cela. |