Estrutura e Aspectos Financeiros:

Estrutura:

Como parte do projeto para o estádio de futebol em si, está previsto que serão instalados dois telões, a distância para o gramado será de 10 a 12 metros da linha lateral até o primeiro lance de cadeiras, existirá fosso, que no futuro poderá ser coberto, a capacidade será de 60.700 pessoas e as arquibancadas terão a inclinação máxima permitida pela FIFA, o que impossibilita futuras ampliações. Todos os lugares serão cobertos e sentados.

Haverá quatro lances de arquibancada: a baixa com cadeiras (inferior), média baixa com camarotes (gold), média alta com cadeiras (vip) e a mais alta também com cadeiras (superior). O lance de arquibancadas mais próximo ao campo ficará a 14,7 metros do gramado, contrastando com os 40,7 do Olímpico Monumental.

A área comercial disponível será de 28.000 m², sendo que a propriedade da Arena será do Grêmio somente vinte anos após a conclusão da obra. Haverá 5,6 mil vagas de estacionamento. Também estão previstos escritórios de uso corporativo. O clube também terá direito a receber R$7 milhões mais 100% do fluxo de caixa livre da SPE Gestora. Porém, pelos primeiros vinte anos, o clube receberá R$14 milhões anuais mais 65% do lucro da supracitada.

O custo estimado é de R$ 307 milhões, todo pago pela OAS, que explorará a Arena por vinte anos, arrecadando 35% das receitas do estádio.

O entorno do estádio terá um complexo residencial com 67,6 mil m², 2.130 apartamentos e 2,596 vagas de estacionamento; um centro empresarial com 480 salas em dezenove pavimentos, com estacionamento de 2,492 vagas; um hotel com 180 quartos e 180 vagas no estacionamento; um centro comercial com três pavimentos; um centro de eventos com três pavimentos; um estacionamento com 2,231 vagas. O Grêmio terá participação apenas nas rendas geradas pela Arena, e não pelo entorno do estádio.

O local onde está situado o estádio Olímpico será transferido para a posse da OAS, que pretende construir prédios comerciais e residenciais.

Aspectos financeiros:

A Arena está orçada em cerca de 400 milhões de reais. Destes, 55% serão bancados pela construtora OAS e o resto financiado. O clube ainda esperava, em setembro de 2010, por um financiamento do BNDES de aproximadamente 180 milhões de reais para a obra. Após a conclusão da obra, o Grêmio terá uma receita fixa de sete milhões de reais e o lucro líquido gerado somente pela Arena (retirados encargos com o financiamento e despesas de manutenção), por sete anos.

A renda prevista é de cerca de 25 milhões de reais ao ano. Nos treze anos posteriores, a renda fixa do clube dobrará, mas o lucro líquido da Arena não ficará integralmente com o Grêmio, sendo destinados 65% para o clube. Mesmo assim, a previsão da direção é de lucro de 32 milhões de reais por ano com o estádio.