Palavras do autor
Quero agradecer aos amigos e amigas que já adquiriram um exemplar do meu livro. O livro não tem um objetivo comercial, portanto, dependo da sua venda para quitar os custos da sua confecção (e eles não são pequenos), e cada exemplar vendido tem para mim um valor inestimável. O livro está sendo pago e divulgado apenas com o meu suor e com a solidariedade de todos e todas que me querem bem (ou não me querem mal). Os apoios recebidos foram apenas para custear parte (e não todas) das despesas do evento de lançamento. Portanto, não existe nenhum político influente me bancando em troca de um possível ganho político-eleitoral advindo desta publicação. Muitos adquiriram minha obra não por concordarem com minhas idéias ou por nutrirem o gosto pela leitura, mas para incentivarem um trabalho nascido e criado aqui, um trabalho que tem entre os seus objetivos despertar outros talentos e outras visões sobre o Herval. Outros adquiriram o livro pela amizade e carinho que me dispensam, como foi o caso de muitos amigos e colegas de trabalho. Embora muitos e muitas ainda estejam em débito comigo! Não concordo com as idéias do Pedro Simon, mas o considero um dos políticos mais honrados do Brasil. Nunca fui fã de carteirinha do Leonel Brizola, mas não deixo de reconhecer a sua importância para a democracia e para a luta do povo pobre deste imenso país. E somente me julgo capaz de manifestar esta minha opinião sobre eles, porque estive e estou aberto a conhecer um pouco sobre suas vidas, ao menos sobre seus ditos e feitos na vida pública. Infelizmente, nem todos sabem conviver ou aceitar as diferenças e os diferentes, nem as opiniões contrárias aos seus interesses ou pontos de vista. Já começo a escutar pelos cantos os comentários maldosos, mesquinhos e maliciosos daquela turma que não leu (e nunca vai ler) e não gostou do meu livro. Ou aqueles que leram apenas uma ou duas páginas e acabaram resumindo todo o conteúdo de uma obra de mais de 100 páginas a poucas e porcas linhas, lidas provavelmente com pressa ou com uma carga enorme de pré-conceitos. E olha que estamos falando de um trabalho que se propõe a analisar a nossa cultura, a nossa economia, a nossa política em diferentes momentos e governos, fazendo-o com todo o rigor literário e científico, segundo a opinião de quem conhece o assunto, ou que leu o livro despido de qualquer pré-conceito ou paixonite partidária aguda. Também tem aqueles que imaginam que ao comprar meu livro estarão impulsionando minha suposta candidatura nas eleições do ano que vem. Em meio a tanto trabalho e tantas contas à pagar, nem sequer pensei nas eleições do ano que vem, até porque sei separar uma coisa da outra. Nem sei se estarei nestes pagos gelados pelo minuano e pelo desamor humano até lá! Não sou de sair por aí falando mal de algo só pelo gosto de falar mal, nem atiro pedras no que não conheço. Posso até atirar pedras (que ninguém é de ferro), mas primeiro busco conhecer bem o meu alvo. Não julgo pessoas, debato idéias e defendo princípios. Não atribuo a ninguém coisas por ela nunca feitas, ditas, escritas ou pensadas. Não escrevo para ser aplaudido, mas também não escrevo para ser difamado, e pelas costas. Eis aqui o meu desabafo e a minha indignação com esta mania mesquinha de colocar tudo e todos no baixo nível da disputa entre os partidos. Uma disputa cada vez mais limitada e limitadora, num mundo cegamente devotado ao poder do dinheiro e ao dinheiro do poder. A vida é maior, mais longe e mais fundo do que os partidos. Talvez por isso é que ela sempre redunde num interminável nada (um nada que dói). Mas, o importante é tocar pra frente, pois como bem ensinou o poeta Mario Quintana: Todos estes que aí estão/ Atravancando o meu caminho/ Eles passarão/ Eu passarinho!
Um beijo em seus corações amantes e amorosos!
Luiz Antonio Garcia Veleda