SUMARIO

A FESTA DE SANTO REIS UM OFERECIMENTO DO BAR DO TONINHO EM SAPEZAL

de Reis é uma manifestação da religiosidade popular que se caracteriza como mistura de danças, encenações, cantorias, violas e declamações de trovas. Um tempo de festa que ocorre no final e início de cada ano, tendo como ponto culminante o Dia  Santos Reis, seis de janeiro, ainda dia Santo de Guarda para todos que mantêm a tradição da Folia. Da encenação participam diversos componentes, com algumas personagens fantasiadas, como os três reis magos, os pajens, o alferes, dois mordomos, os fidalgos que representam a corte real, os "espantalhos", além dos violeiros e cantores.
À frente da folia, enquanto peregrinam ou quando cantam, um festeiro carrega a bandeira dos Santos Reis (ou da representação do presépio). A figura do Divino Espírito Santo também é ali representada pela pomba. Há ainda uma pequena varinha (o cetro real) que é enfeitada com muitas fitas coloridas, além da coroa. Tudo é muito colorido e alegre, pois a alegria é uma marca constante da peregrinação. Os foliões caminham cantando, dançando e rezando ao som de instrumentos como violas, violões, cavaquinhos, tambores, sanfonas, caixas e pandeiros.
Nalgumas regiões é comum chamarem o evento da folia como Reisado. Reisado é o mesmo que Folia de Reis, que pode também ser chamada de de Ranchos, Trios, Grupos de cantores e acompanhamento dos Três Reis Santos, segundo a modalidade em se desenvolvem os festejos. Da mesma natureza nós temos, pelo Brasil afora, os dançarinos que costumam sair pelas ruas das cidades, principalmente nas periferias e também no meio rural, anunciando o nascimento de Jesus com graça e alegria. Esses grupos folclóricos usam muitos adereços e roupas coloridas, parando de casa em casa para apresentar seu número de canto e pedir uma oferenda. Há, portanto uma variedade de manifestação de fé, tendo como referência a Folia de Reis, em torno do nascimento de Jesus. Dentro deste contexto escolhemos o tema "A Expressão da Fé na Folia de Reis", objetivando resgatar a memória de uma das festas mais significativas dentro da religiosidade popular, onde, os jovens, as crianças, e os adultos participam com prazer e alegria, misturando a fé a uma manifestação artística e folclórica que apresenta o nascimento do Salvador. Pois foi quando o menino Jesus nasceu, que os três reis saíram e peregrinaram, levando a eles os seus presentes.
E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, perguntando: onde está o recém-nascido rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo (Mt 2, 1-2).
Por aquele tempo correu a notícia do nascimento do Salvador, que levou os três reis magos, Gaspar, Belchior e Baltazar a fazerem uma peregrinação, uma longa viagem, guiados por uma estrela. Chegando em Belém da Judéia, numa manjedoura, lá encontraram José, Maria e o menino Jesus, eles então o adoram e oferecem-lhe presentes: ouro, incenso e mirra.
Desde então a prática da Caminhada dos três Reis Santos perpetua até os dias de hoje. O grupo de foliões faz suas caminhadas a procura do presépio, levando as figuras de José, Maria e Jesus, estampadas numa bandeira de pano. Os foliões fazem suas louvações com músicas, rezas e danças, entoando ladainhas com muita demonstração de fé. Cada grupo ao seu modo, mas com a mesma devoção: venerar, adorar o Salvador recém-nascido e anunciar o seu nascimento a todos os homens e mulheres de fé. São, assim, a seu modo, evangelizadores, pois anunciam, de casa em casa, a boa notícia trazida pelo anjo do Evangelho de Lucas, capitulo 2, versos 10-12:
Porém o anjo disse-lhes: Não temais porque eis que vos anuncio uma boa-nova, que será de grande alegria para todo o povo: Nasceu-vos hoje na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. Eis o sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado em uma manjedoura.
 
 

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