Estas são algumas das canções que cantamos nas nossas actividades:
Músicas Escutistas
Ao redor da Fogueira
Sobem as chamas
A Flôr da Fragância
Pedacinho de Deus
Impele a tua própria Canoa
Dar Mais
Músicas Ligeiras
Mafalda Veiga - Velho
Mafalda Veiga - Restolho
Ao redor da Fogueira
Ao redor da fogueira Vimos ouvir os conselhos Que nos dão os nossos chefes Nossos irmãos mais velhos
Oh luz beleza, clara certeza, Rumo do nosso ideal Bendita seja a luz benfazeja A tua chama no ar
Alumina e aquece O fogo tem graça e côr Simbolo da vida que cresce Simbolo de paz e amor
Sobem as Chamas
Sobem as chamas, sobem as chamas Mais alto, mais alto Iluminam e aquecem nossas vidas, nossas almas.
Flôr da Fragância
Somos a flor da fragância Que se difunde à distância Pulsa-nos dentro do peito Um coração que anda afeito
Aos heróicos sacrifícios De vencer paixões e vícios E à mais renhida peleja Pela pátria, e pela igreja!
Nos combates da virtude Conquistamos a saúde E ganhamos em cada dia O doce pão da alegria Temos alma no olhar Limpidamente a brilhar, Encantadora, A sorrir Bela aurora do porvir
Bandos de aves que esvoaçam A nossa falanje passa Pelos campos pelos montes Para largos horizontes. Com a cruz da flor de lis Luminosa directriz De renuncia de pureza De graça, e fortaleza
Pedacinho de Deus
Se sentes dentro de ti A vontade de amar Em gestos que criem fontes A audácia de sonhar Mais longínquos horizontes E o apelo a escalar Cada vez mais altos montes Cada vez mais altos montes Então ...
Tens em ti um pedacinho de Deus Tens rumos certos no coração Desperta o sonho. Tens em ti os céus
Liberta a vida da palma da mão Faz desses os caminhos teus De B.P. recebeste esta missão.
Se sentes dentro de ti Sempre a sede de gritar Em nome da liberdade A coragem de falar A palavra da verdade E a servir participar Na construção da cidade Na construção da cidade Então ...
Se sentes dentro de ti O silêncio inspirar A paz ao teu coração Chamando-te a enfrentar A vida com decisão
E teimas acreditar Na esperança de um mundo bom Na esperança de um mundo bom Então ...
Impele a tua própria Canoa
Não deixes cair teus olhos Não te deixes enganar Olha de frente os escolhos, olha Podes encalhar
É urgente estar atento Ver p'ra onde corre a maré Ver p'ra onde sopra o vento, Não vás, tu perder o pé
B.P. é quem to diz, oh oh Impele a tua própria canoa Se queres mesmo ser feliz Não te deixes ir à toa
Impele a tua própria canoa Impele a tua própria canoa
A vida não é um deserto Não queiras ficar no cais Lenço rubro é o rumo certo Decide tu, aonde vais Não queiras ficar no cais
Dar Mais
Se a tua voz Trouxer mil vozes pra cantar Vais descobrir Mil harmonias Que ao Céu hão-de chegar
Fica mais rica a alma De quem dá Chega mais alto o hino De quem vive a partilhar
Tu tens que dar um pouco mais do que tens Tens de deixar um pouco mais do que há Se vais ficar muito orgulhoso, vê bem, Tens de te lembrar:
És um grãozinho de uma praia maior E deves dar tudo o que tens de melhor Pr'a avaliar a tua Alma: há leis! Tu tens de dar um pouco mais do que tens!
Olhou p'ró Céu Sentiu que a sorte estava ali E com valor Foi conseguindo Tornar bom o qu'até era mau
E grão a grão construiu O seu poder E pouco a pouco subiu a escadaria do Amor
O tempo vai E de um rapaz um homem vem Sem medo, vê O teu Destino Vai em frente p'ra servir o bem
É tão profunda a mensagem que chegou São tão seguras e largas As pontes qu'Ele deixou!
Mafalda Veiga - Velho
Parado e atento à raiva do silêncio De um relógio partido e gasto pelo tempo Estava um velho sentado num banco de um jardim A recordar fragmentos do passado
Na telefonia tocava uma velha canção E um jovem cantor falava da solidão Que sabes tu do canto de estar só assim Só e abandonado como o velho do jardim
O olhar triste e cansado procurando alguém E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém Sabes eu acho que todos fogem de ti p'ra não ver
A imagem, da solidão, que irão viver, Quando forem como tu Um velho sentado no jardim
Passam os dias e sentes que és um perdedor Já não consegues saber o que tem ou não valor O teu caminho parece estar mesmo a chegar ao fim P'ra dares lugar a outro, no teu banco de jardim
O olhar triste e cansado procurando alguém E a gente passa ao teu lado a olhár-te com desdém Sabes eu acho que todos fogem de ti p'ra não ver A imagem, da solidão, que irão viver, Quando forem como tu Um resto de tudo o que existiu... Quando forem como tu Um velho sentado no jardim
Mafalda Veiga - Restolho
Geme o restolho triste e solitário A embalar a noite, escura e fria E a perder-se no olhar da ventania Que toca ao tom do velho campanário
Geme o restolho, preso de saudade Esquecido, enlouquecido, dominado Escondido entre as sombras do montado Sem forças e sem côr e sem vontade
Geme o restolho, a transpirar de chuva Nos campos que a ceifeira mutilou Dormindo em velhos sonhos que sonhou Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
Mas é preciso morrer e nascer de novo Semear no pó e voltar a colher Há que ser trigo, depois ser restolho Há que penar p'ra aprender a viver
E a vida não é existir sem mais nada A vida não é dia sim, dia não É feita em cada entrega alucinada A receber daquilo que aumenta o coração
Geme o restolho, a transpirar de chuva Nos campos que a ceifeira mutilou Dormindo em velhos sonhos que sonhou Na alma a mágoa enorme, intensa, aguda
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