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Será que complicamos o que poderia ser simples? Sexo é simples, amor é simples, mas porque se relacionar é tão complexo? Será que o problema é essa outra pessoa? Ou somos nós mesmos? O quanto colocamos de paranóias em cada novo relacionamento amoroso e o quanto trazemos de relacionamentos velhos...?
Essas
e outras questões estão em Todo
Mundo Amplia A paranóia Que Cria, espetáculo que estréia dia 1 de setembro no
Café Cultural para uma curta temporada de quatro semanas. O texto é uma
bem-humorada crônica sobre as relações humanas, escrito pelo paraense Raul
Franco e dirigido pela veterana Maria Cristina Gatti (Trófeu Mambembe –
categoria Melhor espetáculo/95 por produzir e dirigir La
Fontaine em fábulas). No elenco, na produção e na direção de arte
está parte dos atores que
integraram o recém encenado espetáculo Multimídia
Viagem ao centro da terra.
Escrito sob a forma de esquetes cômicos,
o texto apresenta uma galeria de personagens que, isolados em seu próprio
universo, vão gradativamente se interligando. Apesar de serem
caricaturados, todos esses tipos possuem questões bastante
humanas e universais sobre o binômio amor/sexo.
É o caso de personagens como Cinderela, Branca de Neve e Rapunzel,
que aparecem mostrando o que aconteceu depois do “Felizes para
sempre”; de Agenor e Florisbela, um moderníssimo casal de amantes no século
XVIII; de Alfredão um compulsivo
praticante de sexo, da assexuada
empresária Marisa e de um casal de mulheres que no ano 2500 redescobrem o amor,
um sentimento ultrapassado. Sem maniqueísmos machistas ou feministas o texto
traça um panorama do amor e da
sexualidade (hétero e homosexual) através dos tempos, com um estilo de humor
inteligente e refinado.
O escritor Raul Franco,
é formado em Ciências Sociais pela Universidade da Amazônia (UNAMA).
No ano de 1996 publicou, em Belém do Pará,
o livro de poemas “Cicatrizes”. É autor também de outros textos
teatrais como Casal-consumo, encenado
em espaços culturais do Rio de Janeiro como o Espaço Café do Planetário e o
Teatro Galeria. Atualmente reside no Rio de Janeiro e cursa Artes cênicas,
na UNI-Rio, Universidade do Rio de
Janeiro.
Foi dentro da atmosfera de Viagem ao
centro da terra (III Expedição experimental multimídia) que o núcleo de
atores se conheceu e resolveu prosseguir trabalhando
junto em um outro projeto. Carine Quadros e Márcia Liedke descobriram o texto,
e o projeto ganhou a direção Maria Cristina Gatti. Walter Rosa foi chamado
para atuar e Patrícia Costa assina a direção de arte. A equipe completou-se
com Tâmara Reys, Fábio Zambroni e
Marco Americano.
"Dirigir o texto de um jovem autor, convidada por um elenco igualmente
jovem, é com certeza, um dos motivos que me levam a abraçar essa montagem”. (Maria
Cristina Gatti)
Gatti,
começou a fazer Teatro aos 9 anos. Entrou para O Tablado, em 1976, onde foi
dirigida por Maria Clara Machado em três espetáculos. Mais tarde trabalho como
atriz em montagens dirigidas por Carlos Wilson Damião, Luíz Mendonça, Eduardo
Wotzik e Bibi Ferreira. Em televisão atuou em Perigosas Peruas, Mulheres de
Areia, Meu Bem Meu Mal, A Viagem, Pecado
Capital, Uga-Uga, etc..., e nas séries O Primo Basílio, Delegacia de Mulheres,
Comédia da Vida Privada, A Vida Como Ela É..., Mulher, Brava Gente Brasileira,
dentre outras. Como diretora estreou
em 1991, produzindo e dirigindo a peça infantil La
Fontaine em fábulas, no Rio de
Janeiro, onde foi indicada para o Prêmio Coca-cola de Melhor direção. Em
1993, produz e dirige o espetáculo infantil A
Fada Mofada e em 1995 é convidada para dirigir La Fontaine em Fábulas, com ficha técnica daquela cidade, e onde o
espetáculo ganhou o Trófeu Mambembe de Melhor Espetáculo. Recentemente
participou com atriz convidada da III
Experiência Experimental Multimídia Viagem ao Centro da Terra, produzida por
Marcelo Serrado.
A diretora de Arte Patrícia Costa, criou uma estética em que todos os
objetos de cena e móveis (poltronas e camas) serão feitos de plástico.
Cortinas de banheiro, meias-calças
e até uma piscina de Motel de plástico transparente também fazem parte do cenário
que ambienta a intimidade dos personagens em exposição no palco.
Na platéia do Café
Cultural que possui apenas 50 lugares, serão espalhadas várias almofadas no
lugar das cadeiras extras e essências cheirosas, que reproduzem um antigo harém.
O público vai ser convidado a interagir retirando os sapatos para assistir a peça
mais relaxado.
OS
ESQUETES:
CONFISSÕES – quatro monólogos
apresentando o universo de personagens distintos: Alfredão - o machão; Adélia
- a&nbssp; recém-separada; Marisa - a
executiva bem-sucedida e independente, e Eriberto - o rapaz
sensível.
EM FRENTE AO ESPELHO – Um casal - Marcos e Mônica
- está num motel. Depois de terem feito amor, Mônica inicia um diálogo,
tocando em assuntos bem íntimos seus, como o desconforto com o próprio corpo,
o que leva Marcos a se irritar um pouco com as paranóias da namorada.
DEPOIS DO FINAL FELIZ – Cinderela, Branca-de-Neve e Rapunzel reencontram-se após
muito tempo sem se ver e compartilham
suas trajetórias após o “felizes para sempre’’.
OS DEPENDENTES – Após anos de ativa performance sexual, Lucrécio, através
de reflexões filosóficas, discute com seu amigo Gastão sua nova fase de abstinência.
O AMOR NO TEMPO DA INOCÊNCIA – é uma brincadeira com um possível diálogo
no século XVIII, entre uma aparente donzela e um nobre respeitador. Mas a
donzela surpreende ao mostrar a sua verdadeira face - que nada tem de inocente.
SERVIÇO:
ESTRÉIA:
DIA 1 DE SETEMBRO (Sábado)
End.:
Rua São Clemente, 409 – Botafogo
Tel.:
2286-2648/2535-6338
Dias
e Horários: Sábados às 21:00h
Domingo às 20:00h
Preço
do ingresso: 10 reais (50% de desconto para maiores de 65 anos e estudantes)
Lotação do Teatro: 50 lugares (s/ cadeiras extras)