| Saques Decomposição, promiscuidade e safadeza generalizadas compõem a situação em que se encontra o sistema mercantil brasileiro. Ele faliu. As notícias publicadas diariamente pela imprensa ilustram bem tudo isso. O mundo passa por transformações profundas, fantásticas e emocionantes. Presenciamos um crescente crescendo e decisivo desenvolvimento das forças produtivas que não param. Nem devem. Os processos de produção e de consumo renovam-se violentamente sem volta. O que se vê é um mundo totalmente mudado. Um mundo rodeado de equipamentos sofisticados, máquinas automáticas e muitas pessoas descartáveis e morrendo de fome. Um mundo grita por uma revolução. Um mundo que quer uma nova organização social. Organização em bases novas e justas. O sistema poderá mais, muito mais, com menos gente trabalhando. Se venderá as mercadorias é outra pergunta que ele não quer pensar em responder. A busca por lucratividade e a vitória na concorrência obrigam os empresários a introduzirem novas e sofisticadas tecnologias no processo e valorização do capital. Para se conseguir esses objetivos serão introduzidos novos equipamentos, máquinas sofisticadas e robôs dando continuidade ao “progresso” da humanidade. Outro momento fundamental da vida atual diz respeito aos espaços econômicos, produtivos e financeiros já invadidos totalmente e controlados privadamente. As grandes empresas controlam toda a produção e a circulação das mercadorias. Elas estão em todas as áreas do processo de organização produtiva, econômica, social e cultural. Os bancos concentram as dívidas dos governos e monitoram toda a circulação do dinheiro. Esses grandes grupos econômicos e financeiros controlam a vida econômica, produtiva e financeira do país. Nada passa sem que eles ponham os olhos. A política econômica é orientada por eles. O governo segue suas definições e se encaixa nos objetivos já definidos por eles. O banco Itaú obteve no trimestre de 2007, lucro líquido, - dinheiro no bolso -, de 1 bilhão e 700 milhões de reais. Como vimos o sistema já está organizado, controlado e azeitado. Para aqueles que chegam a possibilidade de enriquecimento via exploração clássica da mão-de-obra barata tornou-se impossível. A extração da mais valia virou ficção para os atrasados da ordem econômica mercantil. Todos os lugares já estão ocupados e o progresso tecnológico impõe novas formas de organização produtiva e social. Essas novas formas de organização custam caro. O novo ciclo econômico exige muita injeção de capital em novas tecnologias. E os atrasados trabalham contra o tempo. Assim sendo, aqueles que buscam o enriquecimento e o sucesso dentro deste sistema já controlado, partem para o roubo e os saques dos cofres públicos. Esses saques são feitos sem pudor, brigam para carregar o máximo possível em um curto espaço de tempo. Os saques não são algo estranho, mas regra, porque hoje enriquecer dentro do sistema mercantil ficou impossível em virtude da concentração, da centralização e do controle exercido pelo capital e sua lógica cruel e desumana. Hoje, é necessário propor uma saída nova. Não é mais possível negociar com os agentes e os oficiais do capital. Hoje, é fundamental uma proposta fora da lógica do sistema mercantil. Não há o que negociar. O sistema não pode negociar. Ele pode somente ser substituído. O grau de desenvolvimento das forças produtivas chegou a tal ponto que é primordial mudar também as relações sociais. |
![]() |
| TODA ESCOLA |