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| TODA ESCOLA |
| Moeda de troca As transformações ocorridas dentro do sistema mercantil sempre visaram a lucratividade do sistema. Tudo foi feito para beneficiar a valorização do capital. Nessa lógica entra o conhecimento. Ele nunca foi tratado com carinho. Preocupar-se com o conhecimento significou treinar gente, adestrar pessoas para funcionar para o capital, valorizando-o. A escola funcionou como um departamento fabril do sistema, mesmo que se afirme algo contrário disso. Toda a falação em torno disso foi para engambelar e maquiar as reais intenções. Educar jamais foi uma preocupação sincera em elevar intelectualmente, culturalmente e humanamente as pessoas. A escola cumpriu seu papel em adestrar mão-de-obra para o capital. A sirene da escola é um exemplo fordista-taylorista do adestramento efetuado pelo sistema. Nada mais fabril do que aquele barulho. A criança desde pequena vai se “industrializando”. Podemos ver o funcionamento da mídia, o modismo entre as pessoas como um fenômeno extremamente industrializado. Padronizaram tudo. O conhecimento foi visto como moeda de troca. A pessoa freqüentava a escola depois de adquirir certo adestramento já podia participar do mercado de trabalho. Isso significava mergulhar no mundo do conhecimento. Essa função foi desempenhada pelo conhecimento durante o século 20, período em que as forças produtivas atingiam alto grau de progresso técnico e tecnológico. Com todo esse progresso técnico e tecnológico, o capital reduz bruscamente sua necessidade de mão-de-obra treinada e barata. Esgotou-se a necessidade de utilização de gente em quantidade no processo de valorização do capital. Agora, surge violentamente a crise do emprego. Mais gente fica desempregada. Com o desemprego estrutural crescente e crescendo, torna-se inviável investir em escola, em formação das pessoas. A razão mercantil manda o estado redirecionar os investimentos porque gastar dinheiro com formação das crianças dá prejuízo. Sendo assim, a escola torna-se parte integrante do arsenal assistencial dos governos de plantão. O conhecimento dentro da lógica mercantil perdeu sua função, virou moeda morta. Peça museológica. Com ele não é possível trocar rigorosamente mais nada. A tecnologia sofisticada ocupa o lugar do ser humano e ele também definitivamente para o sistema, é descartável. |