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| TODA ESCOLA |
| Nós, nós corremos velozmente para o futuro Pedro Luiz da Silva Século 21. Século de bruscas transformações tecnológicas e cientificas. Acontece na nossa cara um tsunami tecnológico e científico em todas as áreas do pensamento humano. É necessário controle social. É necessário estudar todo esse processo para podermos dar respostas. O ser humano é transformador, porém suas realizações estão dentro da lógica da mercadoria, controladas pelo sistema coercivo que massacra e tutela as pessoas. Na microeletrônica as mudanças são enormes e grandiosas e mexem com a vida de todos nós. O ser humano é capaz de reduzir tudo a tamanhos extremamente minúsculos, aumentando sua capacidade de interferência na natureza e na sociedade. Isso ocorre também na medicina, na biologia. Esse processo acontece apesar das emboscadas nas avenidas, apesar dos bombardeios no Iraque, apesar dos saques nos cofres públicos, fenômeno corriqueiro da vida brasileira, apesar da desumanidade do sistema mercantil. Diante de todas essas transformações é importante destacar que a sociedade deve controlar decisivamente os avanços tecnológicos e científicos. A sociedade deve estimular sempre as pesquisas científicas. É fundamental estimular sempre o progresso tecnológico e científico controlado pela sociedade. Fazer com que o estado estimule e invista sempre em novas pesquisas para que a vida de todos seja confortável e agradável e humana. Ao mesmo tempo em que transformamos a sociedade, também cuidemos da natureza, que ela seja rejuvenescida e preservada humanamente. Juntamente, bem juntamente com todo esse movimento de transformação se reduza bruscamente a carga horária de trabalho diário das pessoas e ao mesmo tempo distribua rendas, e é claro, incluindo mais gente no sistema produtivo e nas atividades econômicas. A redução da carga deve ser buscada insistentemente a cada novo avanço tecnológico e científico. É totalmente desnecessário alguém trabalhar tanto, quando já sabemos que a tecnologia atual pode fazer pelo ser humano. A automatização e a robótica encontram-se em um nível tal que eliminam gente do processo de valorização do capital. Diante desse avanço científico e tecnológico pode-se tranqüilamente reduzir a jornada de trabalho. Estimular a educação e a cultura. Em vez dos governantes medir sua competência pelo metro cúbico de cimento, areia, cal e pedra consumidos, eles dimensionarão sua gestão pelo grau de elevação intelectual, cultural e humana das pessoas. Assim eles não terão a mínima necessidade de construir presídios. Nem jogar dinheiro em segurança pública, na verdade, aqui entre nós, a segurança não é pública, é privada. É que eles sempre mascaram o que dizem. Eles não param com a rebolação verbal. Ah, é claro que eles não deverão roubar mais. Devemos controlá-los. Investimentos em educação, em cultura. Levar teatro para todos os lugares, levar danças de todos os cantos do mundo, levar música para as crianças, em vez de desses pacotes assistências abjetos. Redução da jornada de trabalho e distribuição de rendas. Isso nos moverá a partir de agora. Podemos começar reduzindo para 4 (quatro) horas diárias, a jornada de trabalho. É absolutamente imoral alguém fazer tantas atividades repetitivas e burras quando isso pode ser feito por máquinas e equipamentos sofisticados. A lucratividade dos bancos e das empresas no Brasil é gigantesca, enquanto isso a população passa fome e embrutece assustadoramente. O sistema encontra-se numa situação de demência absoluta. O acúmulo cresce velozmente beneficiando alguns, bem poucos; do outro lado também cresce, uma desumanidade triste e desoladora. Fome, infelicidade, rancor, loucura. Devemos continuamente estimular o progresso tecnológico e científico, exigir que ele chegue a todas as pessoas e controlado pela sociedade. Reduzir a jornada de trabalho – 4 horas por dia -, investir em cultura e educação, distribuir rendas. Assim, construiremos uma sociedade em que todos possam se realizar como gente e é claro, elevar o nível intelectual, cultural e humano. Fora disso, teremos uma sociedade em que alguns continuaram saqueando os cofres públicos, maquiando seus discursos privados e mercantis com uma rebolação verbal com fumos de social. |