LIBERDADE E NECESSIDADE                                                                
Fazendo uma reflex�o sobre o que aborda o texto de Renata Aparecida Paupitz Dranka, publicado na Internet, analisando algumas categorias do texto, uma delas quando afirma que Vygotsky tem como base da sua teoria o Materialismo Dial�tico de Marx e Engels, levando-se em conta que esta categoria foi desgastada pela leitura dos sovi�ticos principalmente pelo estalinismo. Devemos ressaltar que Vygotsky n�o entra no rol dessa m� leitura. Sua leitura est� muito mais pr�xima do marxismo que a dos seus compatriotas. A m� leitura do marxismo pelos sovi�ticos foi dominante principalmente ap�s a segunda guerra mundial de onde sa�ram fortalecidos moralmente. Mas com o correr do tempo at� o final do s�culo onde o seu capitalismo de estado desmoronou, e os conceitos foram se desgastando e muitos deles sofrem s�rios preju�zos nos dias de hoje. Exemplo: defender, hoje, o materialismo dial�tico � motivo para sofrer um questionamento rigoroso e insustent�vel se estivermos mal preparados para o debate. Conv�m explicar que n�o partiu de Marx a denomina��o da sua teoria de Materialismo Dial�tico e sim de Engels. Marx a usou poucas vezes e Engels algumas vezes mais, por�m os sovi�ticos abusaram no seu uso. A teoria, ou aquilo que � chamado de marxismo e foi denominado por Engels de Materialismo Dial�tico � toda uma concep��o filos�fica do mundo e principalmente da sociedade humana. A hist�ria dessa categoria ou concep��o de mundo marxista se origina na cr�tica da proposi��o de Hegel que afirma:
�O mundo pode ser racionalizado�. Ele quer dizer que a realidade ou ess�ncia do mundo poder� ser capturada pela raz�o humana. Ele vai mais adiante ao esquematizar essa declara��o ou como acontece essa captura. Constru��o que vai ser a sua famosa concep��o da Hist�ria que � a seguinte: �Uma id�ia absoluta paira no espa�o e no seu vir a ser produz cultura e ao mesmo tempo observa esta produ��o ou atividade, ao perceb�-la e entend�-la toma consci�ncia destas atividades e de si mesma e se torna esp�rito absoluto�. Foi mais ou menos assim a formula��o de Hegel sobre como racionalizar o mundo. Uma breve interpreta��o deste pequeno texto deve ser feita. observem que com esta descri��o ele est� elaborando o trajeto, isto �, a Hist�ria do Esp�rito. Para ele esse � um trajeto dial�tico cheio de transforma��es e saltos qualitativos, produzindo avan�os libert�rios. Por que Isto acontece? Para ele liberdade � a necessidade trazida � compreens�o, a saber, � avan�o do conhecimento, � produ��o de cultura � aquisi��o da raz�o mediada pela educa��o �, portanto, humaniza��o. Todo este processo acontece na rela��o do Eu e o Outro, isto �, nas suas rela��es sociais. Podemos perceber que apesar do seu idealismo, que parte da id�ia para entender o mundo e n�o deste para a id�ia, portanto invertido, mas quando sai das id�ias e chega no mundo concreto da realidade ele se torna mais real e concreto do que muita gente. � ele mesmo que declara: �S� o real � racional, mas ele n�o � racional pelo simples fato de existir, ele tem que ser necess�rio�. � idealista apenas no ponto de partida. Mas... � do Materialismo Dial�tico, ou in�cio de nosso assunto que estamos � Partindo da proposi��o de Hegel: �O mundo pode ser racionalizado, sim!�, Causou de imediato a rea��o dos seus jovens disc�pulos de esquerda, sendo de Ludwig Feuerbach o primeiro a retrucar:  "Sim! O mundo pode ser racionalizado, por�m partindo dele mesmo e n�o de qualquer id�ia por mais absoluta que seja�. Todos os disc�pulos de esquerda de Hegel concordaram com Feuerbach. O mais importante deles foi Karl Marx, concordou com a obje��o mas n�o desqualificou a proposi��o de Hegel naquilo que descrevia o processo de evolu��o do Esp�rito que achou perfeita, desde que fosse colocado no lugar do esp�rito a esp�cie humana. Hegel acabava de propor uma concep��o perfeita da Hist�ria Humana. Para os jovens hegelianos de esquerda, incluindo Marx, concordavam com Feuerbach que temos que partir do mundo real que � concreto e � material para descrev�-lo racionalmente. Essa descri��o, acrescentava Marx, dever� seguir pelo caminho da Dial�tica. Por isso Engels criou essa categoria Materialismo Dial�tico que durante o s�culo XX foi deturpada e ganhou as �aspas� o mesmo aconteceu com as categorias: Socialismo e Comunismo hoje totalmente desgastados.
VOLTAR
Hosted by www.Geocities.ws

1