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| Uma mercadoria chamado Sabrina Fernando Leit�o Rocha Junior Para del�rio de muitos que esperavam ansiosamente, o n�mero de maio da revista Masculina Playboy, materializa este sonho de consumo, a sensa��o do Big Bother Brasil 3, a garota Sabrina. Num universo permeado pela crescente mercantiliza��o da vida, o consumo da imagem � a mais perfeito exemplo da reifica��o, j� dizia Pirre Bordie no seu famoso texto sobre o mercado de bens simb�licos. Para os punheteiros em plant�o se materializou o desejo de possuir Sabrina, o ensaio fotogr�fico de 22 p�ginas realizados pela garota faz o deleite dos masturbadores. Mas, ...Quem � Sabrina? Ainda ontem, uma menina qualquer. Mas, o todo poderoso Capital materializou novamente a hist�ria da carochinha com direito a ab�boras, pr�ncipe encantado e carruagem. No auge dos seus 22 aninhos, esta nissei ganhou fama ao participar do besteriol- Big Brother Brasil 3. Um programa babaca, que contudo foi um estouro de audi�ncia, a Globo conseguiu mobilizar um ma�i�o n�mero de tele-espectadores. A ent�o jovem aparecia em ardentes cenas com um idiota chamado Dhomini. Este fato despertou o desejo de milh�es e tamb�m do Capital. Logo, por um cach� nada modesto Sabrina posa nua na Playboy. Para n�s, resta fazer uma pergunta. Como estar� Sabrina daqui h� 20 anos? Provavelmente, levando aquela �vidinha miser�vel�, se perguntando porque a vida � assim. Ontem, um passado de gl�ria e glamour, Hoje, um presente de solid�o e desprezo, longe da fama, vivendo das gl�rias do passado. Isso nos lembra muito um filme chamado Amores Peros, onde � narrada a hist�ria de uma bela modelo, famosa, capa de revistas e outdoors, que ap�s um terr�vel acidente tem que amputar uma perna, neste momento descobre que n�o passava de uma simples mercadoria descart�vel para o capital. Para oxigenar a nossa id�ias, o capital sempre criou v�rias �Sabrinas�, a l�gica da Industria Cultural t�o bem salientada por Frederic Jameson nunca esteve t�o atuante despertando o desejo e o sonho de consumo de muitos de pessoas. V�rias �sabrinas� desfilaram pelas p�ginas da revista durante os anos 80, e hoje em dia, ningu�m sabe onde elas est�o. Ideologicamente, nos anos 80, o bumbum era a prefer�ncia nacional, aliados a computa��o gr�fica transformavam qualquer uma em musa, criando belos corpos esculturais, melhores at� que a M�e natureza. Quem n�o se lembra da esquel�tica jogadora de basquetebol Hort�ncia, que ap�s uma maquilagem computadorizada se transformou numa beldade da natureza. No entanto, nos anos 90 com o crescente processo de americanalhiza��o como diz o cantor Alceu Valen�a, a tend�ncia se modifica, passa a se valorizar o busto, surge ent�o a era das turbinadas, das �Siliconadas�, uma altera��o est�tica imprignada pela l�gica do capital. Quem n�o se lembra do ef�mero reinado da Tiazinha e da Feiticeira, que renderam v�rios ensaios e n�meros especiais para a revista. Hoje, elas est�o sumidas, talvez vivendo das �gl�rias do passado� torrando os milhion�rios cach�s em cirurgias pl�sticas, para serem reaproveitadas pela l�gica do mercado . A l�gica consum�vel e descart�vel faz com que o capital esteja incessantemente criando e recriando novas Sabrinas. J� dizia Lavosier no s�culo XVIII que: na natureza nada se cria, tudo se copia, tudo se transforma. Seria c�mico e ir�nico se a onda fosse fotografar �jovens senhoras�, J� pensaram em uma Hebe Camargo, Dercy Gon�alves, Fernando Montenegro ou Laura Cardoso? Com certeza teria p�blico consumidor, que estimulados por orvedoses de viagras se deliciariam com esse prato cheio. Enfim, nada mais me espanta, no m�s passado todos devem se recorda quais eram as mulheres capas da revista. N�o se lembram? Era a garota e a princesinha de Ipanema, respectivamente M�e e filha, tudo em nome do bom e velho Capital. No mundo do capital, o show deve continuar, Guy Debord criou a sugestiva express�o � sociedade do espet�culo�. Assim, v�rias Sabrinas surgir�o pois, o espet�culo deve continuar! |
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