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É com prazer que a Toca do Sax publica uma entrevista exclusiva
que Benny Golson gentilmente me concedeu:
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Hello Leonardo,
I hope my answers below will satisfy your needs. Thank you for
your confidence in me. I appreciate it very much.
With best regards,
Benny Golson
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1 - Em seu novo CD nós temos dois velhos
standards, inclusive "Cherry" de Don Redman. Poderia
nos falar sobre este CD e sobre os músicos que trabalharam com
o Sr?
Este CD,
"TERMINAL 1" surgiu como resultado de um convite que
STEVEN SPIELBERG me fez para participar de seu último filme com
Tom Hanks chamado “Terminal”. Após completar minha parte,
eu entretanto achei uma boa idéia gravar um CD para comemorar o
filme, daí meu título "TERMINAL
1”.
"CHERRY" é uma melodia que eu
costumava ouvir quando criança em meu bairro na Philadelphia
… Minha mãe sempre a cantava. Um velho líder de banda
chamado DON REDMAN a escreveu.
Eu usei meu quarteto regular, mas
adicionei EDDIE HENDERSON para a gravação porquê eu sabia que
ele iria acrescentar muito ao CD devido ao seu estilo único de
tocar. E ele acrescentou!
2-
Nos fale sobre seus trabalhos em filmes e televisão.
Eu
deixei a cidade de New York em 1967 para ir para Hollywood
escrever para televisão e filmes. Eu tinha estado estudando técnicas
que teriam sido bastante difíceis de serem somente empregadas
como um escritor de jazz. Eu precisei de uma avenida muito mais
larga de expressão ... Hollywood era isto. Eu escrevi músicas
para todos os tipos de shows que existiam, inclusive comédia.
Eu escrevi música para “M*A*S*H”
por três anos, e também fiz "MISSION IMPOSSIBLE" e
"THE PARTRIDGE FAMILY" entre muitos outros.
3- Como você e Coltrane se conheceram e como você o
definiria?
John
e eu nos conhecemos quando eu tinha dezesseis anos de idade e
ele tinha dezoito. John era musicalmente inquieto; ele nunca
estava satisfeito com o que ele havia realizado porquê ele
sempre queria ir além, o que ele sempre fez em toda sua
carreira como músico. Ele não era um seguidor, mas um líder
criativo.
4-
Em sua página na internet existe uma história sobre você,
John Coltrane e sua mãe. Qual era a canção favorita de sua mãe?
Quando eu conheci John ele estava tocando saxofone alto e tocava
exatamente igual a JOHNNY HODGES. Quando ele veio à minha casa
pela primeira vez ele tocou "ON THE SUNNYSIDE OF THE
STREET." Minha mãe o ouviu e o amou. Depois disto, cada
vez que ele vinha à minha casa para as minhas JAM SESSIONS ele
tinha que tocar aquela música. Nós rimos sobre isto muitos
anos depois.
5- Existe
uma febre mundial pelo Selmer Mark VI. Todo saxofonista
iniciante deseja ter um, pois este ganhou a fama de melhor sax
do mundo. Qual sua
opinião sobre o MKVI? Realmente merece esta fama ou é exagero?
Para
mim o Mark VI não era meu modelo favorito. Eu pessoalmente
preferi o velho BALANCED ACTION, e anos depois o modelo “A”,
e finalmente hoje o REFERENCE 34, o qual considero o saxofone
definitivo no planeta. Mas esta é somente minha opinião.
6-
Que tipo de equipamento (Saxofone, boquilha, presilha) o Sr. está
usando atualmente?
Eu
tenho o saxofone Reference 36 da Selmer. Uma velha OTTO LINK que
o Sr. Link fez especialmente para mim muitos anos atrás. Uma
presilha OLEGG a qual faz maravilhas pra mim. E a RICO REED
COMPANY em Los Angeles produz palhetas especialmente para mim,
as quais a dureza vai além da fabricada para o público em
geral. Eu uso uma palheta muito dura.
7- Qual conselho daria a quem está
iniciando no sax?
Minha recomendação
seria, para aqueles que ainda estão se desenvolvendo, tentar se
tornar e permanecer sendo um indivíduo enquanto se desenvolve .
. . sem tentar soar parecido com mais ninguém. O seu som deve
identificá-lo e não a qualquer outro. Um diamante tem mais
valor que uma cópia de um diamante.
8-
Quais seus projetos futuros?
Eu não sei, porquê dia
após dia minha mente está sempre trabalhando. O amanhã sempre
revela onde eu deveria ir e o que eu deveria fazer quando eu
chego lá. É uma aventura real que entra na escuridão do
desconhecido. Nós freqüentemente encontramos coisas esperando
por serem descobertas, coisas que nós normalmente não vemos na
nossa frente.
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