Ao analisarmos as informações que respondem às principais questões relacionadas a esta entidade terapêutica surge uma nova dúvida:

Será que este tratamento é válido e viável para nossa realidade?

Para responder tal questionamento realizamos um trabalho de qualidade de vida pós TMO e analisamos 90 pacientes submetidos a transplante de medula óssea alogênico no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Os resultados mostraram que dos 54% que foram avaliáveis, 65% dos pacientes voltaram a vida normal e 55% retornaram ao trabalho em 16 meses após o procedimento. Lembrando que estes indivíduos eram portadores de doenças letais, estes dados nos permitem concluir que este procedimento é válido e necessário, principalmente na região nordeste. Para exemplificar tal afirmação, cerca de 36% dos pacientes transplantados em 1997, no Hospital das Clínicas em São Paulo, eram oriundos desta região.

Hoje Salvador esta apta a possuir um centro de transplante, o exemplo disto foi a realização, com sucesso, em fevereiro de 2000 de um transplante de medula óssea alogênico no Hospital Professor Jorge Valente. Este evento pioneiro abriu espaço para a instalação definitiva desta opção terapêutica tão importante para a realidade de um grande centro como Salvador. Em agosto de 2000 ocorreu a assinatura do convênio entre a SESAB, Hospital Português e HEMOBA que permitirá que este tratamento seja realizado pelo SUS.

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