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Est� p�gina foi atualizada pela �ltima vez em:  26-abr-2001.

 

 

ONDE FICA O TIMOR ?

� uma ilha da Oceania, no Arquip�lago Malaio, a maior e mais oriental das Pequenas Sondas, Localizada entre os paralelos 8O. 20` 15`` e 10O. 22` 19`` de latitude Leste os meridianos 123O. 37`34`` e 127O. 0` 32`` de longitude Leste do Meridiano de Greenwich. A sua forma oblonga, em ferro de lan�a, orienta-se na dire��o Sudoeste/Nordeste, desalinhada sensivelmente e como que desgarrada, em �ngulo agudo, ao Sul de Flores e a Leste de Sumba, da cadeia de grandes e pequenas ilhas do extenso Arquip�lago das Sondas que em arco de circulo quase regular, se estende desde Sumatra at� ao Mar de Banda. A sua ponta Sudoeste fica a 1.000 Km em linha reta, a Leste do extenso Sudeste, da ilha de Java, e por ser a mais pr�xima do Continente Australiano, apenas cerca de 500 Km. Do seu Cabo Bougainville. Ao Sul e Leste � banhada pelo Oceano �ndico (Mar de Timor); ao Norte pelo Mar de Banda. Est� rodeada pelas ilhas Rotti e Saval, sobre o estreito de Rotti, pelas ilhas de Lomblem Pantar e Alor ou Ombai, sobre o estreito de Ombai, pelas ilhas Pulo-Cambing (Ata�ro) e Wetter sobre o estreito do mesmo nome, e na extrema oriental pelo ilh�u Kissar.

QUAL O SEU TAMANHO?

Mede cerca de 450 Km, no seu eixo maior e uns 100 Km, na maior largura. A sua �rea total � de cerca de 32.350 km2.

O QUE SIGNIFICA TIMOR?

Nome, de origem malaia, significa "Oriente", diferen�ando-se dos ilh�us mais a Leste pela designa��o de Timor Tesar (Oriente Grande ).

COMO SURGIU O TIMOR LESTE?

Ap�s uma longa disputa. Pelo tratado de 20/04/1859 a ilha de Timor foi definitivamente dividida entre Portugal e a Holanda - reservada a Portugal a banda oriental (regi�o dos Belos), com um pequeno enclave, Ambeno (Ocussi), e a ilha Pulo-Cambing numa �rea total de 16.250 km2., e reconhecida � Holanda a metade ocidental (regi�o de Servi�o), de �rea um pouco menor, com 16.100 Km2. Essa partilha foi retificada mais tarde, em 1902, por nova linha de fronteiras que reconheceu a Portugal 16.384 Km2. De territ�rio e o restante � Holanda que depois de 1949 passou a fazer parte dos Estados Unidos da Indon�sia. A parte portuguesa, com o enclave de Ambeno e a ilha Pulo-Cambing, tem a capital em Dili e contava com cerca de 450.000 habitantes; o resto da ilha que pertencia � Holanda e agora � Indon�sia, tem a capital em Cup�o (Cupang).

COMO � O SEU LITORAL?

As ribas do mar s�o escarpadas em muralha alterosa. A costa Sul, sobre o Oceano �ndico - banda de fora - muito mais regular que a do Norte - banda de dentro - � batida pelos grandes vagalh�es que se arremessam contra as suas escarpas, oferece poucos e seguros abrigos � navega��o; na costa Norte, o Mar de Banda, muito mais tranq�ilo, permite a navega��o das pequenas embarca��es, por oferecer mais f�ceis abrigos. Todo o litoral � por vezes eri�ado de recifes de coral, o que o torna pouco hospitaleiro.

QUAL A ORIGEM DA ILHA DE TIMOR?

De forma��o vulc�nica, como todo o arquip�lago, a sua estrutura tect�nica � em parte de xistos argilosos, gredas e calc�rios; numa e noutra banda depositaram-se nas rochas sedimentares coberturas mais recentes de calc�rios e argila de forma��es secund�rias (jur�ssico e tri�dico), sendo as camadas argilosas muito espessas. Nas mesetas da regi�o oriental assinalam-se os calc�rios e forma��es terci�rias. Tanto os montes centrais, como os da periferia, s�o de natureza vulc�nica, mas n�o h� em Timor vulc�es em atividade, nem mesmo o Pico Turiscain (Lacubar) donde se exalam apenas vapores inflam�veis. Teria havido uma irrup��o vulc�nica em 1856, na montanha llumbano, e no ano seguinte o Bilibuto teria tamb�m expelido cinzas que seriam apenas lodo.

H� VEST�GIOS DE ATIVIDADE VULC�NICA?

Os vest�gios mais antigos de atividade vulc�nica encontram-se na vertente Norte, a meio da ilha. Em v�rias zonas de p�rfiros, os quartzo e as serpentinas atravessam as rochas sedimentares. S�o freq�entes os sismos, sobretudo no sentido longitudinal ou eixo da ilha.

QUAL O PONTO CULMINANTE DO TIMOR LESTE?

O Ramelau, com 2.950 m. de altitude.

QUANDO A ILHA DE TIMOR FOI DESCOBERTA PELOS EUROPEUS?

O seu descobrimento e ocupa��o pelos portugueses, ocorreu no primeiro quartel do s�c.XVI, em data que n�o se p�de ser ainda exatamente averiguada. Presume-se que se trata, no fundo de um dos in�meros e banais epis�dios da livre explora��o dos mares do Extremo Oriente por mercadores e mareantes portugueses do s�c. XVI, depois de conquistada Malaca em 1.511.

QUAIS S�O OS LIMITES GEOGR�FICO DO TIMOR LESTE?

Em 1902 uma comiss�o luso-holandesas de fronteiras reuniu-se em Haia para estudar nova linha de fronteira, com permuta de v�rios  enclaves. O conv�nio, aprovado e ratificado pelos governos dos dois pa�ses, manteve para Portugal o enclave Ocussi-Ambeno, a ilhota Pulo-Cambing e os ilh�us Ata�ro e Jac�, e fixou a nova linha divis�ria de limites, assinalada por acidentes naturais de terreno: Ribeira Bicu - We Bedaire - Ribeira Asudaat - vertentes dos Montes Cacatum - talvegue da Ribeira Sorum e Tua Naruc at� �s Ribeiras Telau e Maliboca - Mantibe e Pepies at� ao Monte Bulo-Hulo e Carava Cotum - Ribeira Lolu e Tafara at� � Ribeira Tiburo� - Monte Dato Miet - talvegue das ribeiras Alum, Sucaer e Bancama at� � foz do Calau F�han, continuando pelos Montes Tali F�u, Fato Suta, Fato Rusa, Uas Lulic, conflu�ncia das ribeiras We Meroc e We Nu, at� � pedra Fate-Rocon - Montes Fitu Monu, Delan Cansabac, Ainim Maton, Lao Fuin - conflu�ncia da ribeira Hali Salme e Hatiboi at� � sua origem - nascente da ribeira Bebela at� � sua conflu�ncia com We Diec - montes Ai Cacar - toquis - ribeira de Masin ao mar na embocadura Mata Talas. O enclave Ocussi-Ambeno ficou tendo por limites: ribeira Noel B�si - Noel Niena - Bidjael Sunan - Noel Min Navo - montes Banat e Quinta - Nivo Nun P� - ribeiras Nono Boni - Passab, Novo Susu - montes Celus e Subina - ribeiras Faru Basin Qu�n Na e Nai Nan - Tut Nomic - Noel Bilomi - O� Sunan e Noel Meto at� ao mar.

COMO � A OROGRAFIA DO TIMOR?

Como no resto da ilha o revelo do solo � extremamente atormentado e caprichoso. Um linha cont�nua de cristas, desde a Ponta Jaco, constitui, como na vizinha Flores, a espinha dorsal da ilha. As orlas litor�neas s�o verdadeiras muralhas - ao Norte os merl�es de Sarau, Laga, Bicoque, Manatuto e Maubara; ao Sul os Bau-Lobo, Nau-Cau, Uata, Manupai e Naucatar. O p�ncaro Ramelau, na cordilheira, atinge 2.950 m. de altitude. Transpostos os r�pidos declives da periferia para o centro, entra-se no planalto, donde emergem outros picos, como torres de vigia que no sentido longitudinal s�o os Teta-mailau, Cabelac, Mata-bia, Cailaco, Laclubar, Mundo Perdido e Laritane, com plat�s como os de Baucau e Tuilaro, donde rompem as ribeiras de regime torrencial, em fundos vales de eros�o, como em Cabo Verde e S�o Tom�, derivando do talude plan�tico em leitos contorcidos at� ao mar. Irrompem da espinha dorsal, como p�ncaros dominantes, o Ramelau (2.950 m.) de onde nascem as ribeiras (motas) Balmou e Libata que formam depois o Mata Marobo, afluente da ribeira Lois na Costa Oeste e a ribeira U�bulique que corre para a Costa Sul; seguem-se outros picos de cota superior a 2.000 m., o Abla� (2.340 m.), o Mancoil (2.300 m.) e uma s�rie de cumeadas de 2.500 m. que na dire��o SO., do Ramelau vai terminar no pico Duralau (2.322 m.), fazendo parte da divis�ria das �guas entre as Costa Norte e Sul, compreendida entre as regi�es de Cablaque, Mano Tasi, Atsalei e Leimean.
Mais para Oeste, a atingir a fronteira indon�sia, a espinha dorsal atinge ainda alturas respeit�veis, como as do centro de Lamaquitos, como pontos dominantes (picos Leo-Hito de 1.925 m. e Lacos de 1.916 m.) que dividem as �guas correntes para a ribeira Lobo Mean, e seguindo ao Sul dos que correm para a ribeira Malibaco, que se dirige para Norte a engrossar a ribeira Lois, se d�vida a maior bacia hidrogr�fica da prov�ncia a SO., destas alturas, em Fobo-Lefai�que, envolvidos por dois bra�os da Ribeira Tafara que corre ao Sul, eleva-se outra serra de que fazem parte os picos Taroman (1.744 m.) e Sabi(1.662). A Norte de Lamaquitos pelo reino de Cailaco, alonga-se outra serra, incidindo sobre a linha dorsal da ilha, onde se erguem ainda cumes como Fatu-Lulique (1.235 m.) e Ra�laco (1.916 m.) a separarem os ribeiros Marobo e Beba, que a Norte se juntam para formarem a famosa ribeira Lois. N�o faltam pois as grandes altitudes que tanto contribuem para a salubridade e formosura alpestre do interior, em contraste coma regi�o baixa, palustre, insalubre e sufocante, na orla do mar.

COMO � A HIDROGRAFIA DO TIMOR?

�  da cordilheira central que irrompem as principais ribeiras que na �poca seca s�o simples veios da �gua entre cavados sulcos e na �poca das chuvas s�o caudais impetuosos. N�o h� em todo o territ�rio do Timor Leste rios ou ribeiras importantes, naveg�veis. A maior das ribeiras � a do Lois que de modo nenhum � naveg�vel. Nasce nas alturas de Fatu-Mean, corre a Norte e a Nordeste, volta para Oeste, perto j� da foz, e des�gua na Costa Norte, entre os reinos de Maubara e Atabai, tendo por principais afluentes da margem direita, a partir do Sul, as ribeiras (ou motas) Malibaco e Mazobo e a ribeira Lan-Ile que nasce perto de Salvi a 1.320 m., pois desde a origem, consoante as regi�es que atravessa � chamada no seu curso superior Mota Bancama e no curso m�dio Taibu e B�ba. Al�m desta h�, as ribeiras C�mor, a leste de Dili, que separa os reinos de Matabel, C�moro e Tibai, recebendo �guas do monte Soloi e do Fatu-Masin pela ribeira Hare e desaguando na costa Norte a 6 Km de Dili; a ribeira ou Mota Lacl� que nasce na lagoa Bericute, ao sul de Dili, corre a Nordeste e vai sair no mar entre a ponta de Subaio e a ba�a de Lanessana; a ribeira ou Mota Vemor com as nascentes no monte Uataca, atravessa os reinos de Cairubu e de Laleia e des�gua na costa Norte, junto de Matebalo(Laleia). Na costa Sul des�guam outras pequenas motas ou ribeiras de menor import�ncia e regime torrencial.

COMO � O CLIMA NO TIMOR?

Clima � muito irregular e vari�vel em todo o territ�rio, desde as regi�es baixas, pal�dicas, at� ao interior montanhoso. Em Dili a temperatura m�dia � de 26o.C., que se mant�m que se mant�m quase todo o ano, por n�o oscilarem as diferen�as al�m de 1o. grau para mais ou menos, de m�s a m�s. Manatuto (27o.) e Barique (27o.) em m�dia, tem constantes t�rmicas pouco superiores � m�dia anual de 26o.. Hatoba (24o.) e Raimera (24o.) podem tamb�m equipara-se. A mesma const�ncia t�rmica se verifica em todas as regi�es baixas ou de altitude m�dia. Nas de altitude acima de 800 m., as constantes s�o mais baixas. Em Aileu(866 m.) a temperatura m�dia de 22o.C., a m�xima 23o. em Dezembro, e a m�nima 20o. em Junho; em Suri (130 m.) s�o da mesma ordem as m�dias de temperatura e suas variantes. A umidade do ar em Dili e nas zonas baixas � em m�dia de 69o. e a quantidade de chuva 810 mm., com excep��o de Julho a Setembro. O m�ximo de chuva mensal cai em Abril. As remiss�es de chuva t�m lugar de Junho a fins de Outubro, exceto em Raimera, de Agosto a princ�pios de Novembro, em que a quantidade de chuva anual � de 3.283 mm. Trata-se pois de um clima equatorial constante, moderado na zona baixa, quase temperado e constante na zona acima de 800 m., e regularmente chuvoso. A sua m� reputa��o prov�m-lhe da p�ssima situa��o da sede do governo - Dili. N�o se deve, por�m, generalizar, porque logo a poucos quil�metros de Dili, para Sul, nas abas da regi�o central montanhosa, o clima � relativamente saud�vel, mais seco, menos quente. Como na �ndia e em Macau, as esta��es do ano s�o caracterizadas pelo regime de mon��es - a de Oeste, do mar, e de Leste ou terral. A de Oeste ou do mar - de Novembro a Maio - � a de fortes ventanias, trovoadas e grandes chuvas, em que mais se sente a temperatura pela densa umidade do ar e n�o soprar o vento terral. A mon��o de Leste ou terral - de Junho a Outubro - � a dos ventos moderados, da Austr�lia, quase secos, com poucas chuvas e frescos, que refrescam a const�ncia de altas temperaturas, sobretudo � noite.

OBS: ESTAMOS PROVIDENCIANDO PARA BREVE A ATUALIZA��O DESTA P�GINA.
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