Windël Whendi
"Moça dos olhos azuis-cinzentos"
 

Raça: Elfa

Classe: Druida

Especialização: Terra

Sexo: Feminino

Nível: 1

Tedência: Bondosa

Idade: 120 anos

Altura: 1,69 m

Divindade: Laila

Cabelo: Negro

Pele: Branca

Peso: 50 kg

Olhos: Azuis

Traços: Rosto delicado, boca carnuda, olhos penetrantes, azuis-cinzentos muito brilhantes, que expressam pureza e bondade.


História

 

     Windël vivia numa comunidade élfica na Floresta das Sombras, ou Taurelilómëa, como os elfos chamavam. Seus pais, Angor e Élian, eram druidas elfos, e ensinavam seu modo de vida para a filha.

     Certa noite, num espaço aberto da floresta, Angor estava deitado na relva observando as lindas estrelas com Élian em seus braços, e Windël, ainda criança, estava sentada perto dos pais, brincando com alguns galhos no chão. De repente, Angor ouviu passos na escuridão. Angor levantou-se rapidamente e preparou seu arco. De repente, orcs surgiram de trás das árvores, e vinham em sua direção. Élian agarrou a menina, e correndo, levou-a para trás de uma árvore, e ficou aflita gritando o nome do marido para que ele fugisse com elas. Mas Angor era valente e não sucumbiu. Em vez disso, mirou sua flecha e acertou o coração do líder dos orcs. Ao invés de fugirem assombrados, os orcs se revoltaram e atacaram com toda sua fúria, matando
Angor. Diante daquela cena e tampando os olhos da filha com seus longos dedos, Élian chorou em pavor, e fez um chamado deseperado para sua égua, Cristalina e preparava-se para correr, quando os Orcs ouviram seu som e vieram em sua direção. Cristalina, porém, era a mais veloz de todas as éguas da floresta, e veio como um raio de luz buscar sua ama. Élian pôs a menina encima da égua e quando subia, foi atingida por um flecha envenenada. Caindo no chão, Élian apenas conseguiu ordenar que Cristalina fugisse com sua criança, quando os Orcs chegaram e puseram fogo em seu corpo.
     Desta forma, Windël foi levada para o abrigo dos elfos, e daí em diante foi criada por eles, e tinha Cristalina, a mais branca e veloz das éguas, como uma grande amiga, sua salvadora, e um presente de sua mãe. Windël cresceu, e se tornou uma bela Elfa que amava acima de tudo a natureza, tinha longos cabelos negros e olhos azuis-cinzentos, e aprendeu a cavalgar e a usar a espada e o arco. Ela sempre cavalgava em Cristalina pela floresta, com vestes azuis, um arco, uma aljava com flechas élficas e uma espada, Hyanda, a espada que herdou de seu pai. Apesar de amiga dos elfos druidas da floresta, ela mais vivia solitária, ou com Cristalina e conversando com os pássaros do que com os próprios elfos.
     Freqüentemente, Windël sentia medo e pavor, pois vinham à sua mente a imagem clara da última vez que viu sua mãe, queimando em fogo. Ela chorava pelos bosques, e lamentava a Laila seu destino. Tinha muito medo do fogo, de tal forma que não podia nem mesmo ver uma fogueira que entrava em pânico. Windël não gostava de homens, achava que eles não conseguiam fazer nada direito, e muito menos gostava das outras raças que não eram elfos, especialmente anões. Ela odiava os orcs acima de tudo, e com a ajuda de Hyanda derramou o sangue de vários deles, jurando a cada um a vingança por Angor e Élian.
     Certa manhã, Windël saiu sozinha para buscar algumas folhas de uma planta medicinal, pois um elfo de sua comunidade estava ferido. Antes de sair, acariciou Cristalina e disse que voltava logo. A erva não ficava tão próxima, e Windël demorou cerca de 40 minutos para encontrá-la. Quando enfim retornou, levou as folhas da planta para que os amigos cuidassem do elfo, e depois de tomar uma refeição, saiu para ver Cristalina. Quando chegou no lugar onde Cristalina ficava, não a encontrou. Tomada de um repentino medo, a elfa tentou aliviar-se, e continuou a procurar Cristalina, presumindo que a égua havia ido dar uma volta pela floresta, mesmo que nunca havia feito isso sem o conhecimento da dona. Windël procurou pela floresta, questionou os elfos, perguntou aos pássaros e ninguém sabia da Égua. Horas se passaram e então Windël estava apavorada, tomada de intensa tristeza e chorando. Ela não sabia mais o que fazer, Cristalina não estava em lugar algum. Windël começava a recear que agora, além de ter perdido seus pais, havia perdido sua preciosa égua, e não suportava pensar nisso.
     A noite chegou. As estrelas mal brilhavam no céu acinzentado. Windël quis agir. Pegou suas coisas e resolveu ir embora, em busca de sua égua. O que seria dela sem Cristalina? Jamais conseguiria ser feliz novamente sem sua companheira. Ela disse aos Elfos que não a esperassem, que não voltaria sem
Cristalina, e então partiu.
     Windël mergulhou floresta adentro na escuridão, chamando por Cristalina. (Cristalina atendia a um chamado especial dela, o mesmo que a mãe de Windël usava). Depois de uma triste jornada entre as árvores, o sol já se aprontava para aparecer, e nenhum sinal da égua. Windël estava exausta, e precisava descansar. Mesmo contra sua vontade, jogou-se no gramado, fez uma refeição e pôs-se a dormir. Quando acordou já era tarde novamente. Ela resolveu não prosseguir durante a noite, pois agora estava numa região perigosa nos limites da Floresta das Sombras. Subiu em uma árvore e ficou por um bom tempo vigiando. Depois, ajeitou-se entre os galhos e, pensando nos atributos de Cristalina, conseguiu retomar suas esperanças. "Ela é forte e esperta demais para ser vencida" - pensava.
     Windël não conseguiu dormir, mas já havia descansado bastante no dia anterior. Logo que amanheceu, ela pegou suas coisas e continuou andando, indo cada vez mais longe. Algumas horas depois, Windël achou um lago e banhou-se. Comeu alguns frutos de uma árvore próxima e motivada por uma inesgotável força interior, continuou andando sem rumo, apenas com um sólido objetivo. Ela continuou assim por dias, até sair finalmente da área das florestas onde ficava a Floresta Sombreada.
     A elfa a cada dia ficava mais confusa, e ao mesmo tempo a cada dia tomava mais coragem. Ela sentia que Cristalina estava viva, em algum lugar, e o desejo de encontrá-la era como uma chama acesa em seu coração, e ela não conseguia parar. Desta forma, continuou vagando, e ao mesmo tempo que conhecia um mundo obscuro e maligno que existia além da graça dos elfos, ela também descobria a beleza das terras distantes. Windël enfrentou muitos perigos, e o desafio da sobrevivência, mas mesmo assim estava gostando de conhecer lugares novos. Agora, ela estava em busca de aventuras, e de amigos, e queria tentar ser feliz, queria um novo lar, ou, se fosse pra continuar com sua vida nômade, que pelo menos não continuasse sozinha. Agora, Windël tinha planos para sua vida, pensava em si mesma, mas jamais poderia esquecer seus pais, sua amada floresta ou Cristalina.

 

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