Thallen Galandernoff
vulgo "Corsário"
 

Raça: Humano

Classe: Guerreiro

Sexo: Masculino

Nível: 1

Tendência: Espírito Livre

Idade: 25 anos

Altura: 1,75 m

Divindade: Ornub

Cabelo: Negro

Pele: Branca

Peso: 70 kg

Olhos: Castanhos

Traços: Thallen usa roupas finas e é educado, Já o Corsário usa uma máscara e vive a falar galanteios

     Thallen é filho de Thales e Lucila Galandernoff, uma importante familia de um reino de cultura bélica. Seu pai é um homem tolerante e adepto de uma filosofia mais pacifista, logo achou que seu filho viraria um daqueles homens que infestavam o reino com a sua ignorância, preferindo a espada ao diálogo, se permanecesse ali. Tomou a decisão de mandar seu filho estudar em outros lugares, para aprender todos os tipos de culturas existentes e quem sabe um dia ser um tipo de embaixador do seu amado reino, mostrando como a cultura é algo superior. Lógico que está atitude nunca foi bem vista pelos outros nobres, grandes guerreiros e cavaleiros, mas esses nada falavam contra um outro nobre, porém seu filho em nada se agradou desta decisão.
Thallen andou por todos os reinos possíveis e sempre era expulso dos principais colégios por brigar e humilhar os outros alunos, além de suas saídas a noite, onde ele desafiava outros guerreiros para lutar, afinal ele era melhor que os outros...
    Até que um dia ele teve que ir para o reino-capital, onde se portou de maneira esnobe e irritantemente mal educada, mas uma coisa tinha de admitir, mesmo que negasse até a morte, que os mestres em esgrima de lá eram tão bons, ou quem sabe até melhores que os de seu.
     Lá sempre tentava mostrar a sua superioridade, mas fora derrotado diversas vezes por seus mentores e por um aluno, um elfo, filho de um nobre de lá, fato que lhe envergonhava, mas do que qualquer derrota, afinal em seu reino, um elfo não é um oponente a altura de um homem de verdade. Seu ódio era tanto que pensou em se matar várias vezes e no dia que tomou coragem para realizar o intento apareceu um ser coberto por um pesado manto negro, envolto em uma espécie de neblina, ele lhe fez uma proposta: lhe ensinaria esgrima, e ele seria o maior espadachim do mundo por um favor que ele pediria mais tarde. A raiva turvava sua mente, e ele aceitou sem pensar o que aquele ser pediria em troca. Isso aconteceu com Thallen gozando dos seus 15 anos.

     Durante os seis anos que aquele ser misterioso o treinava nas artes da peleja, treinava-o também nas artes filosóficas e estratégicas. Enquanto isso no Liceu do reino-capital, Thallen começava a se destacar como um aluno aplicado, deixará de ser tão prepotente, tornara-se até suportável pelos colegas.
Tempos depois, durante mais alguns anos de treinamento, Thallen então começou a se integrar mais ainda aos outros, de uma certa maneira se tornando alguém mais compreensivo e tolerante, alguém querido pelos outros e alguém que aprendia com seus erros, mas mesmo assim, nunca conseguira derrotar o jovem elfo.
     Estava já Thallen com 23 anos, quando aquele ser disse para Thallen que agora ele teria que enfrentar seu último desafio, para torna-se o melhor espadachim do mundo, Thallen fez um sinal positivo com a cabeça e com um gesto, o seu mentor faz aparecer o jovem elfo, Thallen fica nervoso, afinal em quase 10 anos ainda não tinha nem ao menos dado trabalho ao espadachim a sua frente, sem dar oportunidade de reação por parte do oponente, o elfo veio correndo na direçãode Thallen, que se encontrava paralisado, quando ele ouviu a voz de seu mestre dizendo que ele deveria se concentrar e confiar no seu treinamento, ele se encheu de confiança e usou todos os golpes que aprenderá, quase nenhum surtiu efeito, como se o elfo conhecesse os golpes, então o elfo conseguiu tirar-lhe o sabre da mão, desarmado e acuado, Thallen olhou para o seu mestre com as mãos trêmulas e os olhos molhados, sentia que sua vida dependia daquele último golpe, o outro então o vendo nessa situação começou a se gabar e brincar com ele, cortou-lhe alguns pedaços de roupas, deixando seu belo traje em farrapos, Thallen viu naquele espadachim ele mesmo anos antes e sabia qual era seu ponto fraco, com uma
determinação titânica em seus olhos, ele começou a zombar do elfo que enfureceu-se de maneira que agia por puro instinto, Thallen então utilizou esse momento de fraqueza e finalmente o desarmou.
     Agora era apenas os dois, desarmados e cansados, pois a luta parecia que estava sendo realizada a horas, concordaram que pegariam os sabres novamente e iniciariam o duelo, Thallen estava agora mais confiante, estava começando a perceber as falhas de seu adversário, estava decidido... Aquele seria o último ataque de ambos, dali sairia o vencedor!
O ar parecia que estava parado, o olhar atento do único espectador parecia já saber quem ganharia o duelo... E os dois começaram a avançar em direção um do outro, sabres em riste, determinação no olhar... A vitória ou nada!
Thallen vê a espada a três, quem sabe dois centímetros de seu rosto, enquanto sua espada está no peito do elfo, este cai inerte no chão, Thallen cai de joelhos sentindo uma enorme dor no corpo, seu mentor vem em sua direção e lhe perguntou se por acaso ele se sentia o maior espadachim do mundo,      Thallen levantou os olhos com lagrimas rolando em sua face e disse que ele seria o maior espadachim do mundo se houvesse derrotado-o sem tê-lo matado, o mentor sorriu de satisfação, com um gesto o elfo estava de pé e sorriu para eles e depois sumiu em pleno ar, Thallen não entendia nada, mas o mestre explicou que ele passará no seu último teste, pois o melhor espadachim não é aquele que mata por perícia, mas aquele que trata a esgrima como arte e só mata para auto-defesa, se nada mais poder ser feito, que a maior força de um espadachim é a humildade e não a soberba e que ele poderia provar essas palavras derrotando o verdadeiro elfo, dentro de dois anos, quando acabasse seus estudos e voltasse para sua cidade natal, Thallen sorriu e concordou, com esse acordo seu misterioso mestre disse que seu treinamento havia terminado, e que dentro de dois anos voltaria para pedir seu
pagamento.
     Dois anos se passaram e Thallen era de longe o rapaz mais popular do Liceu, não lembrava em nada o homem que fora, nos exames finais se graduou com louvor em todas as matérias, e só faltava esgrima, escolheu como desafiante seu amigo Kelnithas, o jovem elfo que já ganhara de muitos alunos e que se tornara o que Thallen já foi, um tolo prepotente, começaram o duelo, e o que deveria durar dez minutos estendeu-se por três horas, todos os alunos se acotovelavam para ver aqueles dois lutando, o suor escorria pela face dos dois, mas nenhum queria se dar por vencido e demonstrar um sinal de fraqueza. Até que num lance decisivo, Thallen desarma o seu adversário, todos já davam-no como vencedor quando viram atônitos, ele jogar sua espada dizendo que ainda não era hora de acabar e com um sorriso nos lábios, retribuídos pelo elfo, se engataram numa luta corpo a corpo e está durou mais meia hora, até que ambos, já sem forças se arrastam para suas espadas e decidem que aquele será o último duelo entre eles e que aquele golpe definiria a luta, Thallen lembra do desfecho da sua ultima luta e promete a si mesmo que aquela morte não aconteceria novamente. Os dois avançam, todos prendem a respiração, como se aquele momento fosse uma luta entre dois deuses decidindo qual seria o senhor da guerra. De repente uma espada sai pelos ares, partida em três pedaços...
Kelnithas ajoelhado, mas com um sorriso no rosto, dar-se por vencido enquanto Thallen estende a mão ao seu oponente, os dois saem aplaudidos como sendo os maiores guerreiros do mundo, após se despedir de todos os professores e dos colegas, Thallen foi arrumar suas coisas, em seu quarto estava o ser envolto, como sempre no seu misterioso manto negro, ele dizia que vinha cobrar seu pagamento, Thallen era um homem de palavra e lhe perguntou quanto ouro queria, o homem riu dizendo que dinheiro era uma futilidade inventada por fracos, mas que infelizmente muitos tinham que tê-lo para sobreviver.
     Mas ele explicou a seu discípulo que seu pagamento consistia que ele deveria lutar contra a injustiça que estava ocorrendo no mundo e em seu próprio reino, onde o povo era massacrado e humilhado por aqueles que deveriam protegê-los. Thallen sabia que era verdade e aceitou essa incumbência, mas sabia que fazer isso publicamente seria um motivo de ruína para sua família, como se lendo os pensamentos de seu discípulo, o ser faz um gesto e aparece uma roupa simples como a de um camponês, só que feita de um material resistente, ele estava já envolto em nevoa quando dizia: cumpra seu destino, seja ele qual for! E após dizer isso sumiu.
     Thallen voltou a casa de seus pais com alegria no coração, mas foi no caminho que ele foi se dando conta do trabalho que teria como defensor do seu vilarejo, olhando a situação do povo, toda aquela intolerância, coisa que via muito pouco no reino-capital, vendo essas cenas sua determinação apenas aumentou, chegando em sua casa, é recebido pelos pais e pessoas, que após breve apresentação revelam-se seus novos vizinhos, após uma semana se adaptando novamente em sua cidade, ele se depara com um verdadeiro anjo, seu nome era lady Lyana, era filha de seus vizinhos, mas viu que
seria difícil chegar perto dela, já que o comandante-chefe da milícia local, Falcony Austerion, a cortejava incessantemente, dois dias após identificar os cantos de dia, era hora de conhecê-los a noite, com a sua roupa de vigilante, Thallen saiu noite afora e sua primeira parada foi a mansão dos Montantes, queria ver o que a sua amada lady fazia... Mas quando ia saindo da árvore, que era seu esconderijo, foi pego por Falcony, que estava em mais uma infrutífera tentativa de conquista. Thallen fugiu, sendo perseguido pelo comandante, acabou entrando na casa dos Montante, justamente no quarto de Lyana, ela olhava horrorizada para aquele homem em seu quarto, mas Thallen fez uma leve reverência, pegou sua mão e a beijou e com um sorriso furtivo declarou-se, vendo nos olhos dela a mesma paixão que ele mesmo sentia. Foi quando Falcony enfiou o pé na porta e o misterioso ladrão surpreendido ao lado de Lady Lyana, sai correndo e pula a janela, Falcony vai atrás mais para na sacada, vendo aquele ser indo de cavalo para a propriedade dos Galandernoff.
     No dia seguinte Falcony chega na casa dos Galandernoff e intima o dono da casa a entregar aquele ser desprezível, que invadira o quarto de Lady Lyana e o escapara por pouco, Thales ficou furioso com as especulações do comandante e disse que a única pessoa que tinha chegado recentemente em sua casa era o filho Thallen, Falcony mandou chamá-lo, assim Thallen sabendo do que se tratava, lembrou de um ensinamento de seu mestre, onde às vezes, se fazer de fraco é a única maneira de enfrentar o forte. E decidiu que fingiria ser um completo ignorante em lutas e amante da paz, o que em sua
casa não seria motivo de vergonha. Mesmo assim, estava decidido, a partir daquele dia ele seria duas pessoas: uma seria o bondoso nobre, que ajudaria o povo com seu dinheiro e suas idéias o outro seria o bravo espadachim, que lutaria contra a tirania das autoridades.
Quando desceu Thallen se apresentou e foi desafiado por Falcony, que garantia ele sendo o ordinário invasor do quarto de Lyana, Thallen disse que como não sabia manejar uma espada não poderia duelar, Falcony não acreditou e ameaçou a família dele, sem escolha ele teve de lutar e se portou como se fosse o pior espadachim de todo mundo, Falcony se espantou e riu ao ver um homem nascido naquele reino que não sabia nem segurar uma espada. E foi embora procurando o gatuno.
     Assim, naquela mesma noite, como em todas as que vieram depois dessa, surgia um novo herói para o povo: O Corsário, que irá libertá-los da tirania e conquistar secretamente o coração de Lyana, enquanto de dia, cada vez mais crescia a simpatia do povo (e de uma certa dama, agora dividida entre dois amores, que são só um!) por um homem aparentemente fraco, mas de pulso e idéias afiadas como navalhas.
E assim segue seus dias, no seu reino ou onde necessitem de sua ajuda, cumprindo a promessa de seguir o seu destino, seja ele qual for!


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