A Pequena Sereia

 

 

Era uma vez uma sereia que vivia nas profundezas do mar com seu pai, o rei Tritão, e suas irmãs. As sereias eram desaconselhadas a conhecerem a superfície até completarem 15 anos, quando finalmente podiam fazer uma visita ao reino terrestre.

A pequena sereia vivia ansiosa, esperando o momento em que conheceria os seres humanos. Assim, colecionava objetos caídos de embarcações e vivia a imaginar como seria em terra firme.

Assim que fez 15 anos, a jovem vai até a superfície e fica encantada observando um príncipe que estava em um navio. Ela vê o momento em que se inicia uma tempestade, colocando a tripulação em perigo e derrubando o príncipe no mar.

Com muita agilidade, a sereia se apressa em salvá-lo, levando-o para a praia. Quando o jovem desperta, vê e escuta a sereia cantando uma doce melodia. Mas ela logo entra no mar e volta para seu reino.

A pequena sereia se apaixona pelo príncipe e decide fazer o possível para viver em terra firme e se casar com ele. Assim, procura a bruxa do mar e pede ajuda. A bruxa a adverte, dizendo que talvez não seja uma boa ideia. Mas, devido a insistência da sereiazinha, elas fazem um acordo.

A sereia poderia deixar a cauda e viver no mundo terreno desde que perdesse sua voz. Ela também teria a missão de se casar com o príncipe. Se ele se casasse com outra moça, a pequena sereia desapareceria, sendo transformada em espuma do mar.

Trato feito, a jovem ganhou pernas e voltou à superfície em busca do amado.

Na manhã seguinte, o príncipe caminhava na praia e viu a sereia caída e desacordada na areia. Ele a resgatou e a levou para o castelo.

Os dois desenvolveram uma afeição, mas o príncipe estava comprometido com uma princesa do reino vizinho.

Sem outra alternativa, a pequena sereia assiste o casamento do amado com outra moça e lamenta pelo seu destino.

Suas irmãs, entretanto, surgem das águas e dizem que pediram ajuda à bruxa do mar, que lhes concedeu uma adaga. Elas entregam a adaga à pequena sereia e dizem que ela deveria matar o príncipe, só assim poderia ter sua cauda novamente e retornar ao seu reino de origem.

Mas a sereiazinha não tem coragem de fazer mal ao príncipe. Ela caminha em direção ao mar e desaparece nas ondas, se convertendo em espuma. Seu pai, Tritão, intervém, transformando-a também em um espírito protetor dos amores verdadeiros.

 

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