APRENDA COM AS CRIANÇAS                                          

 Há muitos anos, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menina, Marina, que sofria de uma terrível e rara doença.

         A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão dela que, milagrosamente,
tinha sobrevivido  à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la.

O médico explicou toda a situação para o garoto e perguntou se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã

Eu vi ele hesitar um pouco, mas depois de uma profunda respira?o, ele disse:
 - Tá certo, eu topo, já que é para salvá-la...

         À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como n? também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor.
          De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu.
          Ele olhou para o médico e perguntou com voz trêmula:
        - Eu vou começar a morrer logo, logo, doutor?

          Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã. 
 

MORAL DA HISTÓRIA:
Por que quando criança somos capazes de grande gestos e com o passar da idade passamos a ser cada vez mais egoístas e arrumamos desculpas para justificarmos os nossos atos e omissões?

 
Pense nisso, pois compreensão, atitude, generosidade, doação e amor, são coisas que nos fazem realmente seres humanos.

 

A PARTE MAIS IMPORTANTE

 Quando eu era muito jovem, minha mãe me perguntou qual era a parte mais importante do corpo humano.
 Eu achava que o som era muito importante para nós, seres humanos, então eu disse:
 - Minhas orelhas, mãe.
 Ela disse que não, pois muitas pessoas eram surdas.
 Mas, que continuasse pensando sobre esse assunto, que em outra
oportunidade voltaria a me perguntar.
 Algum tempo se passou até que minha mãe tocou no assunto outra vez.
 Desde que fiz minha primeira tentativa, eu imaginava ter encontrado a resposta correta.
 Assim, desta vez eu lhe disse:
 - Mãe, a visão é muito importante para todos, então devem ser nossos olhos.
 Ela me olhou e disse:
 - Você está aprendendo rápido, mas a resposta ainda não está correta porque há muitas pessoas que são cegas.
 Não consegui acertar de novo.
 Mesmo assim, não desisti e continuei minha busca por conhecimento ao longo do tempo.
 Minha mãe fez a mesma pergunta outras vezes e até ali eu nunca havia conseguido acertar a resposta.
 Mas ela dizia que eu estava ficando mais esperto a cada ano e que não desanimasse.
 Então, num verão, meu avô morreu.
 Todos estavam tristes.
 Todos choravam.
 Até mesmo meu pai chorou.
 Eu me recordo bem porque tinha sido apenas a segunda vez que eu o via chorar.
 Minha mãe olhou para mim quando fui dar o meu adeus final ao vovô e me perguntou:
 - Você já sabe qual é a parte do corpo mais importante, meu filho?
 Eu fiquei meio chocado por ela me fazer aquela pergunta naquele momento.
 Sempre achei que era apenas um jogo entre ela e eu.
 Observando que eu estava confuso ela me disse:
 - Esta pergunta é muito importante. Mostra como você viveu realmente a sua vida. Para cada parte do corpo que você citou no passado, eu lhe disse que sua resposta estava errada e lhe dei um exemplo que justificava o que eu dizia. Mas, hoje é o dia que você necessita aprender esta importante lição.
 Ela me olhou de um jeito que somente uma mãe pode fazer e vi lágrimas em seus olhos.
 Ela disse:
 - Meu querido, a parte do corpo mais importante é seu ombro.
 E eu perguntei:
 - Porque eles sustentam minha cabeça?

 E ela respondeu:
 - Não, é porque você pode apoiar a cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram. Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento da vida, meu querido. E eu espero que você tenha bastante amor e amigos, e que você tenha sempre um ombro para oferecer quando algum deles precisar.
 Então, eu descobri que a parte do corpo mais importante é não ser egoísta.
 É ser "simpático" à dor dos outros.
 E, para completar, em algum lugar eu li:
 "As pessoas se esquecerão do que você disse...
 As pessoas se esquecerão do que você fez...
 Mas as pessoas nunca se esquecerão de como você as fez sentir."

 

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