![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| A RAPOSA E O LENHADOR |
| Existiu um lenhador que acordava �s 6 da manh� e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e s� parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses, e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estima��o e de sua total confian�a. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa tomando conta do seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertaram que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, n�o era confi�vel. Quando ela sentisse fome, ela comeria a crian�a. O Lenhador sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: - Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. - Quando sentir fome, comer� seu filho! Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado destes coment�rios - ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada. O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes, acertou o machado na cabe�a da raposa... Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no ber�o dormindo tranquilamente e ao lado do ber�o uma cobra morta... O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos. Se voc� confia em algu�m, n�o importa o que os outros pensam a respeito, siga sempre o seu caminho e n�o se deixe influenciar..., mas principalmente, nunca tome decis�es precipitadas... |
| O SOLID�RIO E O SOLIT�RIO |
| Dizia uma lenda chinesa... Naquele tempo, um disc�pulo perguntou ao vidente: - Mestre, qual � a diferen�a entre o c�u e o inferno? E o vidente respondeu: - Ela � muito pequena, contudo, com grandes consequ�ncias. Vi um grande monte de arroz cozido e preparado com alimento. Ao redor, muitos homens famintos quase a morrer. N�o podiam se aproximar do monte de arroz, pois possuiam longos palitos de dois � tr�s metros de comprimento. Os chineses naquele tempo j� comiam arroz com palitos. Apanhavam o arroz, mas n�o conseguiam lev�-lo a pr�pria boca, porque os palitos em suas m�os eram muito longos, e assim, famintos e moribundos, juntos mas solit�rios, permaneciam curtindo uma fome eterna, diante de uma fartura inesgot�vel. Vi outro monte de arroz, cozido e preparado com alimento. Ao redor, homens famintos, mas cheios de vitalidade. N�o podiam se aproximar do monte de arroz, pois possu�am palitos de dois a tr�s metros de comprimento. Apanhavam o arroz, mas n�o conseguiam lev�-lo a pr�pria boca, porque os palitos em suas m�os eram muito longos. Mas, com seus longos palitos, em vez de lev�-los � pr�pria boca, serviam-se uns aos outros o arroz. Numa grande comunh�o fraterna, juntos e solid�rios gozando a excel�ncia dos homens e das coisas. Isso era o c�u. |
![]() |
![]() |