A Nossa Parte
Um poeta foi para a sua casa de praia buscar inspira��o para escrever um novo livro. Seu h�bito era passear pela areia toda manh� e a tarde escrevia. Numa dessas caminhadas visualizou ao longe, um homem que se abaixava, apanhava alguma coisa na areia e a arremessava ao mar. No dia seguinte, em seu passeio, observou novamente, o poeta, o jovem a repetir a mesma cena do dia anterior. Abaixava-se, apanhava algo na areia e arremessava ao mar. Na terceira manh�, ante a repeti��o da mesma cena, o poeta, intrigado, achegou-se ao jovem e perguntou:
- O que fazes meu jovem?
- Estou jogando estas estrelas-do-mar de volta ao oceano para elas n�o morrerem na praia - respondeu o jovem.
- Mas por que voc� faz isso se milh�es de estrelas-do-mar est�o morrendo nas areias nesse mesmo momento e n�o vai fazer nenhuma diferen�a voc� salvar uma, duas ou tr�s delas?
Ao que o jovem respondeu:
- Para essas duas ou tr�s faz muita diferen�a.

A partir desse dia, toda manh�, um jovem e um poeta ocupavam parte de seu tempo, arremesando de volta ao mar, estrelas-do-mar.
Aprendendo a escrever na areia
Era uma vez dois amigos que viajavam pelas montanhas da P�rsia. Certa manh� chegaram �s margens de um grande rio. Ao tentar atravess�-lo, o jovem Mussa caiu em suas �guas e como n�o sabia nadar, come�ou a se afogar. Ao ver o amigo naquela situa��o, Nagib atirou-se na correnteza e conseguiu salv�-lo. Logo que se recuperou do susto, Mussa chamou os seus ajudantes e ordenou que escrevessem na maior pedra do lugar esta legenda:
"Viajante, nesse lugra, durante uma viagem, Nagib salvou heroicamente seu amigo Mussa."
A viagem continuou e meses depois quando regressavam e atravessavam o mesmo rio, resolveram passar ali a noite. Sentados na areia, puseram-se a conversar. De repente surgiu uma desaven�a e uma discuss�o come�ou.
Nagib exaltado, num �mpeto de c�lera, esbofeteou o amigo. Mussa tomou o bast�o e escreveu na areia ao p� da grande pedra: "Viajante, neste lugar, durante uma viagem, Nagib por motivo f�til injuriou gravemente o amigo Mussa."
Surpreso e irritado, um dos seus ajudantes comentou: "Senhor, na primeira vez, para exaltar a abnega��o de Nagib, o senhor mandou gravar para sempre na pedra, o feito her�ico. E agora que ele acaba de ofender-vos, vos limitais a escrever na areia incerta o ato de covardia?
A primeira legenda ficar� para sempre, mas esta, antes do despertar do dia, j� ter� desaparecido com o vento..." Mussa respondeu: "� que o benef�cio que recebi permancer� para sempre em mim, mas a inj�ria, escrevo-a na areia para que, quando depressa apagar-se, depressa tamb�m desaparecer� da minha lembran�a."
Hosted by www.Geocities.ws

1