| A CERCA Era uma vez um menininho que tinha um mau temperamento. O pai dele deu um saco de pregos a ele e disse que para cada vez que o menino perdesse a calma, ele deveria pregar um prego na cerca. No prmeiro dia, o menino pregou 17!!!!!!!! Nas semanas seguintes, como ele aprendeu a controlar seu temperamento, o n�mero de pregos pregados na cerca diminuiu gradativamente. Ele descobriu que era mais f�cil se segurar do que pregar os pregos na cerca. Finalmente chegou o dia em que o menino n�o perdeu a calma mesmo. Ele ent�o falou a seu pai sobre isso e o pai sugeriu que o menino agora tirasse da cerca, um prego por cada dia que ele n�o perdesse a calma. Os dias passaram e o menininho estava finalmente pronto pra dizer a seu pai que tinha retirado todos os pregos da cerca. O pai ent�o o pegou pela m�o e foram at� a cerca. O pai disse: "Voc� fez muito bem, meu filho, mas, veja s� os buracos que restaram na cerca. A cerca nunca mais ser� a mesma! Quando voc� fala algumas coisas com raiva, elas deixam cicatrizes como estas aqui. Voc� pode enfiar a faca em algu�m e retir�-la. N�o importa quantas vezes voc� pe�a perd�o, a ferida ainda est� l�. Um ferimento verbal � a mesma coisa que um ferimento f�sico. Amigos s�o como uma j�ia preciosa mesmo. Eles te fazem sorrir e te encorajam a seguir. Eles te escutam, te elogiam e sempre querem abrir seus cora��es para n�s." |
| A X�CARA |
| Quando eu era menina, costumava visitar minha av� nas tardes de s�bado. De certa feita fui v�-la, como de costume, por�m eu estava preocupada e aborrecida. Ela estava lidando com suas plantas, no jardim, e, ao ver-me, percebeu logo que alguma coisa estava acontecendo, interrompendo seus afazeres, convidou-me a entrar dizendo: - Vamos at� a cozinha, hoje fiz uma receita nova e quero que voc� a experimente. N�o me entusiasmei muito com o doce e terminei contando-lhe, muito queixosa, o uqe vinha me acontecendo. Segundo a minha narrativa, eu tivera uma grande decep��o que, provavelmente, iria estragar o resto da minha vida. Vov� ouviu-me atentamente, sem fazer nenhum coment�rio. Quando eu terminei, ela ergueu-se, tomou uma x�cara e encheu-a pela metade. Colocou-a � minha frente e me perguntou: - Diga-me minha filha, esta x�cara est� meio cheia ou meio vazia? - Est�... tanto uma coisa quanto outra, respondi devagar sem prever onde ela chegaria. - � isso mesmo. Tanto se pode dizer que est� cheia como vazia. Todos n�s temos o nosso quinh�o de tristezas e alegrias. Mas a nossa vida s� � feliz conforme a maneira pela qual encaramos as coisas. Tudo depende de n�s. Podemos estar sempre a lamentar porque a x�cara est� meio vazia, ou, pelo contr�rio, nos alegrarmos porque a x�cara est� meio cheia. E, at� hoje, quando sofro a tenta��o de queixar-me da sorte, lembro-me daquela x�cara da vov�, que me ensinou como encarar as coisas. Na vida, h� tristezas e alegrias, mas a x�cara nunca est� completamente cheia. Tudo depende de como a vemos... Extra�do de "E, para o resto da vida..." de wallace L. V. Rodrigues |
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