Nova tendência está
permitindo a revitalização total dos prédios antigos, por meio de mudanças,
adequações e restauros
 Modelo de instalação segura, após revisão |
As
edificações sofrem desgastes com o passar do tempo, e quanto mais velhas
ficam, maior é a necessidade de um check-up. Uma análise cuidadosa das
condições de um imóvel contribui para a valorização deste patrimônio e
garante que ele seja seguro para toda a comunidade.
A época de se começar
estes exames é relativa, mas certamente a primeira checagem deve acontecer
até os dez anos. Nesta fase é importante observar a parte “estética” da
construção (pintura, acabamentos) e verificar se as instalações elétricas
ainda atendem à demanda dos usuários. A partir de então o controle deve ser
periódico, a cada cinco anos, mais ou menos.
Atualmente, qualquer
imóvel com mais de vinte anos precisa passar por uma análise criteriosa,
sendo os circuitos elétricos uma das prioridades. Em geral, eles não foram
dimensionados para as atuais necessidades de consumo e muitas vezes estão em
estado precário. “O envelhecimento das instalações elétricas, que geralmente
tem como grave conseqüência o aumento das situações de choques elétricos e
incêndios, é um dos principais causadores dos desperdícios de energia
elétrica”, avalia o engenheiro eletricista Hilton Moreno. Mas ele defende
que este problema pode ser resolvido com um retrofit adequado.
Outro tipo de
instalação que merece uma atenção especial é a rede hidráulica. “Muitas
vezes o que está lá dentro da parede é esquecido, e quando ocorrem os
problemas são os revestimentos caríssimos que sofrerão as conseqüências”,
afirma o engenheiro civil João Guilherme Aguiar. Ele explica que muitas
obras executadas há mais de vinte anos apresentam problemas de vazamentos,
entupimentos, deterioração e apodrecimento das instalações de água e esgoto,
o que é causado principalmente pelo uso de materiais que não conseguem
absorver a ação degenerativa do tempo.
Defasagem e desperdício
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“Gambiarras”
são as principais causas de incêndios e desperdícios de energia,
e devem ser substituídas por
instalações dentro das normas ABNT
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Sistemas elétricos
envelhecem e podem tornar-se sobrecarregados. Com o passar dos anos,
lâmpadas, dispositivos e equipamentos são acrescentados, as instalações se
tornam ultrapassadas e os problemas aparecem. Para entender a defasagem das
instalações elétricas, basta fazer uma simples comparação. Quantos
equipamentos elétricos você tinha em sua casa em 1985 e como está isso
agora? Notou a diferença?
As conseqüências disso
são bem claras: fusíveis e disjuntores queimam ou desarmam freqüentemente,
interruptores e tomadas aquecem, a intensidade das lâmpadas varia muito com
o funcionamento de outros aparelhos, o uso de “extensões” e “benjamins”
torna-se uma prática constante... “Nestes casos a instalação elétrica deve
ser revista o mais breve possível, sempre por um profissional qualificado e
habilitado”, aconselha o engenheiro eletricista Edson Martinho.
As estatísticas do
Corpo de Bombeiros apontam: as instalações elétricas inadequadas aparecem
como uma das principais causas de incêndio no País. “É importante destacar o
perigo que o aumento de cargas durante os anos pode causar nos fios,
ocasionando até mesmo incêndios”, ressalta Antonio Maschietto,
diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Cobre. “Nunca é demais afirmar
que a estrutura dos sistemas elétricos merece ser cuidadosamente observada,
para minimizar riscos e economizar energia”, acrescenta.
É por isso que o
profissional da área elétrica deve estar atento a esta realidade e
contribuir para a conscientização do consumidor, não só visando novos
trabalhos, mas também garantindo instalações elétricas eficientes e seguras.
Unindo o setor
Para promover o uso
racional e seguro da energia, o Procobre (Instituto Brasileiro do Cobre)
inicia este ano um trabalho de incentivo ao retrofit, atuando em conjunto
com entidades do setor da construção civil, órgãos do governo e outros
organismos ligados a esta área. Nas próximas edições você acompanhará com
mais detalhes os resultados destas ações.
Para saber
mais sobre o Procobre e os artigos técnicos publicados pela instituição
acesse o site:
www.procobre.org/br
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Principais problemas em instalações elétricas
Sobrecargas -
Ocorrem sobretudo pela utilização de muitos aparelhos ligados na mesma
tomada, pelo uso de aparelhos de potência muito elevada em redes
elétricas que não estavam preparadas para isso e por improvisações
executadas por pessoal não qualificado.
Falta de
manutenção -
Assim como um automóvel precisa ser revisado com certa freqüência, as
instalações elétricas residenciais também precisam de um check-up a cada
10 anos, pelo menos.
Extensão
solta pelo piso - Outra causa freqüente de acidentes, que deve ser eliminada e em
seu lugar executada uma instalação definitiva. O uso de canaletas
aparentes é permitido e seguro nestes casos. Improvisações -
“Gambiarras” são estopins de grandes tragédias.
Materiais
e produtos duvidosos - A qualidade sempre será uma garantia de instalações
seguras.
Falta de
profissionalismo - Ainda existe a cultura de se contratar o famoso “faz-tudo”.
Ausência
de dispositivos de proteção - Muitos projetos não empregam o DR (contra choques) e
também deixam de lado o aterramento.
Dimensionamento –
Alguns profissionais cometem o “pecado” de aumentar a capacidade dos
disjuntores para mascarar um dimensionamento insuficiente dos cabos.
Outros “errinhos comuns” são a união de circuitos de iluminação e
tomadas e o uso do fio neutro (azul) como fio terra.
Quadro de
luz –
muitas vezes não estão limpos, são instalados em locais inapropriados
(com pouca ventilação, próximos a botijões de gás) ou apresentam partes
feitas com materiais combustíveis (como madeira). |
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