Em meados da década de 70 tais fenômenos se intensificaram tanto que, por pressão de autoridades políticas das pequenas cidades e vilas amazônicas (insufladas por suas populações que não sabiam mais o que fazer para se defenderem do ataque das “luzes”), o 1º COMAR resolveu agir e ir a campo verificar o que estava ocorrendo por trás de tão bizarras histórias onde figuravam luzes voadoras e uma espécie de desespero coletivo. As histórias de tão absurdas, mais se assemelhavam às criações do folclore local. Poderia parecer ridículo perante a opinião pública de outras regiões do país, o fato de um destacamento militar ter sido designado a verificar tais casos. A missão seria então, informal, até mesmo para não despertar interesse ou aumentar o temor das populações ribeirinhas.



O Comando designou então, o Coronel Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima para checar os locais de maiores incidências destas ocorrências. Com uma equipe de apenas três homens, munidos de muitos filmes, câmeras fotográficas filmadoras de 8 e 16mm, o Coronel partiu de Belém para a floresta no ano de 1977. Sua principal missão era coordenar, observar e registrar, de todas as formas possíveis, as estranhas e inexplicáveis manifestações relatadas pelos habitantes. Este trabalho de pesquisa de campo viria a ser denominado por Uyrangê Hollanda de Operação Prato, numa clara alusão aos supostos discos voadores que estariam agindo naquela região erma.
 
   




A operação durou pouco mais de quatro meses, sendo que, nos dois primeiros meses não foi registrado praticamente nada de substancial em termos de avistamentos. Porém, nos dois últimos meses da operação - conforme narrou o Coronel Hollanda em entrevista exclusiva concedida aos pesquisadores A. J. Gevaerd e Marco Antônio Petit em 1997 - viriam a se suceder as mais surpreendentes e descabidas manifestações de natureza desconhecida. Além de ter presenciado e registrado os intrépidos movimentos de pequenos objetos, tidos por ele como “sondas ufológicas”, o Coronel constatou também, pasmado, a presença de gigantescas aeronaves – segundo ele, com toda certeza, não terrestres - executando manobras inacreditáveis à sua frente, como se fosse um show de exibição particular! Dois agentes do SNI (Serviço Nacional de Informação, da Ditadura) tiveram a oportunidade de presenciar a mais esplêndida destas manifestações envolvendo objetos gigantes.



Juntos do Coronel e seus subordinados, os agentes federais puderam vislumbrar as mais incríveis manobras luminosas, acompanhadas por verdadeiro show de exibição de uma espaçonave com o formato de uma bola de futebol americano, porém, em pé, “da altura de um prédio de 30 andares”, como afirmou o Coronel aos seus entrevistadores. O coronel pôde fotografar e filmar diversos tipos de luzes, das mais diversas dimensões. Nuances cromáticas variadas foram observadas nestes objetos; ou sendo emanadas deles. Supunha-se que tais cores variavam de acordo com o tipo de função ou manobra que aquele “aparelho” praticava no momento que fora avistado. Histórias incríveis lhe foram narradas por moradores ribeirinhos, algumas, envolvendo seres saídos de dentro de estranhos objetos, portando estranhos poderes “luminosos” nas mãos. Eram luzes que arrebatavam pessoas como se tivesse algum tipo de constituição física. Outras destas luzes imobilizavam, feriam e sugavam o sangue das vítimas. E diga-se: na maioria dos episódios dessa natureza havia a presença de uma ou mais testemunhas por perto. O Coronel disse ter observado também, seguramente por mais de uma vez, as soltas e os recolhimentos de sondas pesquisadoras, através de naves-mãe.



ENTREVISTA - A revista Ufo nº 101 traz na íntegra, esta histórica e consistente entrevista reeditada de suas edições 54 e 55, publicadas em 1997, exatamente, cinco após o Coronel ter entrado para a reserva. Tudo o que foi narrado por Uyrangê nesta histórica entrevista poderia soar como fictício, “mal interpretado”, ou ter qualquer outra justificação plausível sugerida pelo plano cartesiano. Porém, o que foi contado não veio de uma pessoa qualquer, mas sim, do chefe de uma expedição do governo a um local de vasta casuística de natureza desconhecida. Uirangê Hollanda estava altamente credenciado para desenvolver a missão, já que a região já era de seu conhecimento e ao longo de sua carreira militar, desenvolvera diversos treinamentos em locais e situações inóspitas onde exigiria muita adrenalina e até um certo temor. Seus conhecimentos aeronáuticos também calhariam na interpretação dos fatos, sobretudo, com relação às dimensões, distancia, velocidade e intensidade das luzes. Não podem ser consideradas, portanto, declarações exageradas ou descabidas, são sim, desconcertantes, ainda mais partindo de quem as concedeu.



A Operação Prato realizada em 1977 nada mais era que uma precária expedição às regiões onde as populações mais se queixavam das agressões dessas estranhas luzes que provocavam queimaduras cutâneas semelhantes àquelas causadas por exposição aos altos níveis de radiação. Munidos apenas de equipamentos e sem nenhuma espécie de arma de fogo, o coronel declarou ter certeza de que “as luzes” sabiam que eles estavam ali, e para que estavam ali. Segundo o Coronel, nos dois primeiros meses “as luzes” se “esconderam” deles, para virem nos dois últimos, a lhes oferecer os mais diversos shows, onde quer que fossem. Há de se destacar a incrível variante das performances, cores, formatos e reações dessas luzes perante as pessoas. Tudo indica que dificilmente, todos estes objetos possam se originar de uma mesma fonte, sobretudo, pelo fato de se constatar os mais diversos tipos de interatividade destas “luzes” com as testemunhas. De dados concretos, a Operação Prato registrou em filmes de 8 e 16mm diversas imagens de movimentações luminosas na floresta e mais de 500 fotos de ufos de todas as estirpes. Segundo o Coronel Hollanda, todo este volumoso material estaria nos arquivos do 1º COMAR em Belém do Pará.
 






Findada a Operação Prato, Uyrangê Hollanda se tornou uma espécie de “ufófilo” vindo a se aproximar da comunidade ufológica e a ler livros especializados de autores brasileiros e estrangeiros, buscando a se interar cada vez mais, da natureza ufológica. “Ufologia para mim é assunto muito sério”, declarou o Coronel Hollanda a Petit e Gevaerd, acrescentando que “depois que vi uma nave-mãe, quis entender o fenômeno, e como oficial de operações de selva, quis tirar minhas próprias conclusões”. E suas conclusões são, em suma, de que estes seres extraterrestres, através dos Chupa-chupa (que nada mais seriam que sofisticadas máquinas voadoras), buscam nas pessoas daquela região, amostras dos diversos tipos de sangue e tecido humano. Segundo afirmou, este procedimento se daria porque "eles" teriam o intuito de desenvolverem um tipo de “antídoto” para que sua espécie pudesse a vir se interagir com a nossa, futuramente. É incrível como fica patente na entrevista, a certeza com que o Coronel afirmava tal possibilidade.



A entrevista de Uyrangê Hollanda à revista Ufo viria causar certo desconserto por parte das autoridades de Brasília, da FAB e, quiçá, estrangeiras, as quais certamente não esperavam que declarações de tamanho quilate viessem à tona, através de um Coronel afastado da vida militar. As autoridades agiram com indiferença às declarações do Coronel. Esta entrevista reveladora, certamente, tornou-se num dos maiores legados que a opinião pública pôde receber de um ex-militar sobre “verdades escondidas”. Fatidicamente, o Coronel Hollanda viria a falecer cerca de quatro meses após a publicação da primeira parte de sua entrevista na revista Ufo. Uyrangê Hollanda foi encontrado morto em seu apartamento na cidade de Cabo Frio/RJ. Segundo consta a versão oficial dos fatos, ele teria cometido suicídio, motivado pelo agravamento das fortes crises depressivas que vinha sofrendo nos últimos tempos. Sua morte, exatamente 20 anos após a Operação Prato, viera causar desentendimentos e acirradas discussões entre alguns pesquisadores, vindo a dividir a classe destes estudiosos em dois blocos distintos: o dos que acreditam no suicídio; e o dos que acreditam que o Coronel teria sido assassinado por ter tornado públicas as suas declarações sobre os fenômenos da Amazônia.



AMAZÔNIA - O Coronel cumpriu sua missão, mesmo da forma precária à época. Como precursor, trouxe uma série de dados concretos sobre as notórias ocorrências fenomenais em alguns pontos da Amazônia brasileira. Cabe no entanto, às autoridades, que afinal, foram quem desencadeou aquela operação, a busca da ciência às ocorrências levantadas e registradas pelo Coronel Uyangê.
 



Acreditamos que se fosse executado nos dias atuais, um projeto similar à Operação Prato; de posse da tecnologia que temos; com as informações adquiridas; somados ao afinco dos estudiosos, cientistas e demais pesquisadores do assunto, além, é claro, da essencial vontade política das nossas autoridades civis e militares em dirimir tais questões, poderíamos chegar à verdadeira compreensão acerca dos interesses e intenções destas misteriosas inteligências de natureza desconhecida que se manifestam através dos fenômenos verificados.



Sejam quais forem as fontes de origem desses objetos, parece certo que o interesse de seus comandantes, não se restringe apenas à coleta de pequenas amostras de sangue humano através dos feixes de luz do Chupa-chupa, mas, com certeza, estendem-se até os incontáveis e ricos mananciais biominerais localizados na região amazônica e  quiçá, até outros mananciais energéticos ou vitais, dos quais, nossa ciência e, conseqüentemente, consciência - por incapacidade biológica ou por limitações da natureza humana - nem dão conta de suas existências. Berço de “minerais do futuro”, como o urânio; além da vasta diversidade de suas plantas “milagrosas” e, possuindo a maior bacia hidrográfica do planeta, a Amazônia parece causar, literalmente, especulações até em “gente de outro mundo”.



Não podemos findar este trabalho, sem antes assinalar que, há décadas, certos laboratórios estrangeiros pesquisam flora e fauna da Amazônia. Certamente, muitas fórmulas medicinais tiveram por base as plantas endêmicas amazônicas e podem ter sido criadas através dos mais diversos tipos de espionagem, quanto ao recolhimento de amostras do DNA de plantas e animais nativos. Assinalemos também, que, se algumas nações contemporâneas possuem tecnologias para desenvolverem e enviarem robôs a outros planetas, elas já poderiam, certamente, possuírem também, tecnologia suficiente para se criar incríveis “sondas terrestres” que, teleguiadas, navegariam discretamente em nossa atmosfera,  executando as mais diversas funções pré-determinadas. Sabemos também, que alguns satélites internacionais pesquisam anonimamente, diversos aspectos do território amazônico (como também de outras regiões específicas do planeta) e poderiam muito bem, monitorar tais "sondas" das mais diversas formas (secretas) sem que jamais pudéssemos supor e, muito menos provar. Quiçá, haveria então tecnologia terrestre para teleguiar pequenos objetos se movimentando próximos à superfície?... Mas, por que tais objetos agiriam com tanta freqüência durante a noite, sendo que, qualquer trabalho de pesquisa de campo na Biologia sempre é feito à luz do dia? Tal comportamento poderia ser uma forma de camuflagem e disfarçamento? E, se agem durante a noite, não estariam também agindo durante o dia? Por que os objetos maiores, chamados de naves, executariam, por vezes, manobras de alto risco aéreo na escuridão ou sob chuva? De onde viria tanta certeza de que nunca se acidentariam em suas manobras? Estas são algumas das presentes incógnitas pós-Operação Prato...



Não desejamos cair no campo das suposições, mas é abrindo esta porta que poderemos dar os primeiros passos para verificarmos, de fato, qual é a verdade que “está lá dentro”. Pois, até então, o que temos são provas, indícios e muitas incógnitas. Por isso é que somos favoráveis à liberação de informações de cunho ufológico por parte do Governo Federal. No mais, porque entendemos que numa democracia não se pode esconder NADA da opinião pública.
OPERAÇÃO PRATO
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