Eu
vivo como um ser humano
com erros, falhas, imperfeições
com acertos e qualidades.
Mas, serei eu deste mundo?!
Eu vivo
em um mundo onde sou
uma estranha, estrangeira,
forasteira.
Nasci,
cresci
e continuarei crescendo
nesse mundo.
Nele não
há tempo para
sentimentalismos, emoções,
atos de bondade, de humanidade.
Crianças
morrem,
velhos são esquecidos
países fuzilados pela cólera do poder.
Nele as
pessoas correm,
correm e não tem aonde ir
são engolidas pela frenética
competição - era globalização.
Não
há tempo para simples gestos
que muito significam
Obrigada! Bom Dia! Com Licença... Por favor!
Para sorrisos abertos, sinceros...
Nele os
seres humanos, que assim se consideram,
com as qualidades e defeitos próprios de sua existência,
parecem não se incomodar com a exacerbação de maldades,
omissões, dissimulações.
Afinal
são fatores necessários para
viver nesse mundo
Um mundo onde culturas são
disseminadas, dignidades usurpadas,
verdades maculadas
Então, serei eu desse mundo?!
Talvez
não, mas comigo há outros forasteiros
E conosco a esperança de fazer desse mundo
Uma centelha daquele idealizado por Deus
a nós, suas imagens e semelhanças.
Obrigada
(pela atenção)!
Um bom dia (a todos)!
E, por favor, (sorriam)!
Érika
Domingues Marques