TEXTOS PARA REFLEXÃO
O
CEGO E O PUBLICITÁRIO
O RATO
A PONTE
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O CEGO E
O PUBLICITÁRIO
Havia um cego sentado na calçada em Paris,
com um boné a seus pés e um
pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:
"Por favor, ajude-me, sou cego".
Um publicitário da área de criação, que passava
em frente a ele,
parou e viu umas poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu
outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia
esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e o perfume e lhe perguntou se
havia sido ele quem reescreveu seu cartaz,
sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.
O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com
outras palavras".
Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Mudar a estratégia quando as coisas não acontecem como o esperado
pode
nos trazer novas perspectivas
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Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa
abrindo
um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou
aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa."
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
"Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para
o senhor,
mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o cordeiro e disse a ele:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira."
"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer,
a não ser orar.
Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:
"O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar
a
ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.
A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre,
nada melhor que uma canja.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal -
a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está
diante de um problema e
acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando
há uma
ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
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A PONTE
Faça agora! Não espere.
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas,
separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a
lado.
Mas agora tudo havia mudado.
O que começou com um pequeno mal entendido,
finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas,
seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem a sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele.
Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além
do riacho?
É do meu vizinho.
Na realidade do meu irmão mais novo.
Nós brigamos e não posso mais suporta- lo.
Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro?
Pois use para construir uma cerca bem alta.
Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca,
uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam ai.
Ao olhar novamente para a ponte viu o
seu irmão se aproximando de braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo
esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso,
o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se,
chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você, disse o
fazendeiro.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se
parássemos de construir cercas e muros e
passássemos a construir pontes com nossos familiares,
amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...
O que você está esperando?
Comece agora, a vida não espera.
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