Como iniciar um grupo de jovens
Preparando o Terreno
Quem se dispõe a formar e acompanhar um novo grupo de jovens precisa
ter certa experiência prática e também conhecimento de
algumas coisas como:
* O objetivo da Pastoral da Juventude – para que criar grupos?
* As etapas de caminhada do grupo;
* O tipo de grupo que a PJ propõe;
* E principalmente: amor e confiança na juventude; saber como convocar
e reunir o pessoal e o que fazer para que o grupo se organize e se firme.
NOSSO OBJETIVO
A Pastoral da Juventude da Diocese tem como objetivo:
“A PJ quer ser Igreja como Sacramento do Cristo. Tendo
como meta levar o Jovem a se integrar na comunidade local”. (comunidade
intra e extra-eclesial).
A FORMAÇÃO TEM
QUE SER INTEGRAL
Para sermos homens livres e libertadores é preciso
que a formação nos ajude a desenvolver todas as dimensões
de nossa vida.
Formação integral é uma formação que atenda:
A dimensão afetiva, ajudando a pessoa;
A dimensão social, integrando a pessoa no grupo e na comunidade;
A dimensão espiritual, ajudando a crescer na fé;
A dimensão política, desenvolvendo o senso crítico e
ajudando a tornar-se sujeito transformador da história;
A dimensão técnica, capacitando para a liderança, planejamento
e organização participativos.
Essa formação vai acontecer através de
todas as atividades e durante o tempo de caminhada, para isso juntamos a teoria
e prática, reflexão e ação, reflexão da
realidade sobre a luz do Evangelho. Por isso, não aceitamos grupos
que só rezam, ou que se reúnem para discutir teoria, ou só
para realizar ações sem reflexão e planejamento.
CAMINHAMOS POR ETAPAS
Ninguém ser torna “homem novo”, comprometido
com o Projeto Libertador de Jesus, de uma hora para outra. Há um processo
a ser vivido e passos que precisam ser respeitados. Um grupo é como
a gente, formos planejados e chamamos á vida para o amor.
Com o acontece a mesma coisa:
1. Depois de que as
pessoas foram convidadas, leva um tempo de “gestação”
para ele nascer como um grupo verdadeiro. As pessoas vão se conhecendo,
se integrando, descobrindo o que é grupo, sua importância, como
organizá-lo e como trabalhar nele.
2. Quando o grupo está firme
e organizado começa um longo caminho no qual seus participantes vão
vivendo uma experiência participativa de formação até
chegarem a uma opção pessoal de compromisso com o Projeto de
Jesus. Essa caminhada é como um treinamento do compromisso cristão
ou como um ensaio da Nova Sociedade.
3. Os jovens que realizam esta caminhada
e tem uma ação comprometida por causa de sua fé, são
chamados de militantes. É uma nova situação de vida,
que exige novas formas de continuação de formação.
A REUNIÃO
A reunião é um momento importante
e fundamental na vida do grupo. É no processo de reunião que o
grupo nasce, cresce e amadurece. A reunião é como o “miolo”
da fruta, na formação integral do jovem que entra no processo.
1. ACOLHIDA: é o começo da reunião.
O(a) animador(a) dê atenção especial a este momento do encontro
e acolhida dos membros do grupo(de maneira a criar um clima de amizade e intimidade).
O local de encontro deve ser preparado antes, de modo a favorecer a comunicação,
o encontro com o outro; evitando dispersão ou a distração.
O(a) animador(a) deve dizer algumas palavras que sintetize o objetivo da reunião
para que todos estejam por dentro do conteúdo da reunião. A acolhida
inicia-se com uma recepção, oração inicial e a apresentação
de novos participantes, com uma saudação, um canto alegre e apropriado
para o encontro.
2. RELEMBRANDO O ENCONTRO ANTERIOR: é o momento
de fazer a memória do grupo. Lembrar os pontos mais importantes que foram
falados, lembrar as decisões tomadas e cobrar as atividades que foram
distribuídas para serem feitas pelos membros do grupo.
3. OLHANDO A NOSSA REALIDADE: considerando que a reunião
precisa partir sempre da vida concreta dos jovens, situados no bairro onde moram
com suas dificuldades e alegrias, o(a) animador(a) deve estar atento para ir
aos poucos trabalhando este aspecto nos participantes do grupo, “tirando
a trave dos olhos” para que eles tomem consciência de sua própria
realidade.
A metodologia: o objetivo da metodologia é
passar um conteúdo, uma idéia. Para isto o(a) animador(a) deve
ter claro aonde se quer chegar, isto depende do conhecimento, da preparação,
da execução e de sua aplicação ao tema proposto.
Avaliação da metodologia: o seu resultado
depende da avaliação do que foi feito, quando o grupo entende,
o conteúdo trabalhado e partilha os sentimentos vividos. Três elementos
são importantes nesta avaliação: Como foi o trabalho?(todos
se envolveram), Como se sentiram?, O que aprendemos como grupo da metodologia
aplicada.
Neste momento é importante o(a) animador(a) anotar todas as respostas
do grupo, apresentar uma síntese e ajudar a concluir essa parte, ligando
com a seguinte.
4. CONFRONTANDO COM A VIDA DE JESUS/PALAVRA DE DEUS: a
comparação bíblica, neste momento, ajuda o grupo a descobrir
atitudes de Jesus diante de uma situação semelhante à vivida
pelo jovem e introduz a oração que segue no final da reunião.
A iluminação bíblica é necessária para que
os jovens possam assumir os valores evangélicos comparando a sua vida
com a de Jesus. Nem sempre é fácil a aplicação da
Bíblia, uma vez que os jovens tem dela pouco conhecimento, é necessário
ir pensando com o grupo como estudá-la mais.
5. ASSUMINDO PEQUENAS ATIVIDADES: (compromisso de
vida), no início do grupo, os jovens dificilmente assumem grandes ações.
É necessário um treinamento de atitudes e atividades a serem cultivadas
com intensidade durante a semana seguinte. Trata-se de ver a realidade, confrontá-lo
com o apelo de Jesus e assumir na sua vida de jovem uma atitude nova, cristã.
6. CELEBRANDO A VIDA-ORAÇÃO: o que foi
descoberto ou experimentado torna-se agora oração. Este é
um momento de reflexão, contemplação de Deus. Precisa-se
evitar o vício de recitar mecanicamente o Pai Nosso e Ave-Maria. Despertar
os jovens para oração pessoal e comunitária. Para isso,
usar salmos, orações espontâneas... para despertar o gosto
pela oração, ela precisa ser preparada com criatividade.
7. AVALIAÇÃO – REVER A REUNIÃO: avaliar
tudo que foi feito durante a reunião. Esta avaliação ajuda
os jovens a despertar o senso crítico e a participar com mais entusiasmo.
8. PREPARAÇÃO DO PRÓXIMO ENCONTRO: combinar
com o grupo sobre o próximo encontro. O tema, as pequenas tarefas que
eles já são capazes de realizar, lembrando que no início
do grupo os jovens assumem bem pouco. Não cobrar muito, caso contrário
ele fogem do grupo.
9. AVISOS E DESPEDIDAS.
OBSERVAÇÕES:
além destes elementos, o grupo pode acrescentar outros como exemplo:
dinâmica, como introdução de algum tema ou brincadeira no
final da reunião.
O(a) animador(a) deve estar preocupado(a) durante todo o tempo com a formação
integral do jovem. Por isto, é importante despertá-lo para falar,
falar de si, participar da reunião, avaliar, perceber a sua realidade,
assumir pequenas tarefas, rezar...é fundamental para o crescimento no
grupo que os jovens desenvolvam pequenas tarefas.