SURGIMENTO DE UM POVO
O povo judeu surge na história por volta de 2000aC. Provavelmente era uma das várias tribos nômades que se fixaram na região da Mesopotâmia, depois migraram para Canaã, na Palestina e mais tarde, fugiram da fome para o Egito.
Os historiadores começam a usar a expressão judaísmo para chamar a religião do povo judeu só depois do ano 586aC, quer dizer, depois da destruição do primeiro templo construído pelo lendário rei Salomão. Portanto muito depois do período em que os judeus foram escravos no Egito, depois do episódio de Moisés e da travessia do Mar Vermelho e muitíssimo depois das histórias que envolvem Abraão, o grande patriarca, pedra fundamental do judaísmo, do cristianismo e, mais tarde, do islamismo.
Boa parte da história do povo judeu se confunde com a Bíblia. Em muitos momentos, ao fazer a pesquisa para a reportagem, foi impossível estabelecer limites. O historiador Mircea Eliade, no livro Dicionário das Religiões foi quem acabou traçando o rumo que iríamos seguir: “A utilização da Bíblia como fonte histórica foi muitas vezes questionada”, afirma. Mas “pode-se, porém, estimar que pelo menos uma parte das narrativas bíblicas tem base histórica”.
Para os judeus, Rosh Hashaná, mais do que simplesmente a comemoração
do seu Ano Novo, é a celebração do surgimento da vida
humana na Terra, o maior dos milagres do Criador. A festa de Rosh Hashaná
é também uma chance sagrada para se purificar espiritualmente,
retornando ao divino e se deixando invadir por um franco arrependimento pelos
inevitáveis erros cometidos no ano que termina. E dez dias depois acontece
o Yom Kipur, o Dia do Perdão. E então, no dia 6 de outubro,
simbolicamente, o destino de cada um será selado para o resto do ano,
porque neste dia Deus revela que, na verdade, a sua essência e a nossa
são uma só. E por isso, os judeus vão se cumprimentar
nos próximos dez dias dizendo: Shaná Tová ou "Que
você esteja inscrito no Livro da Vida para o ano que vem"!
Fonte: Árvore do Bem