Só No Forevis
| MATO
VÉIO E quase mata o véi! Deu uma câimbra no coração Quando ela apareceu ao vivo, ao meio-dia, que rabão E quase mata o véi quando olhou ao seu redor Ficou de cara, sua mulher toda loirinha, desempenho bem melhor Vendeu o furo pra televisão TV a rabo aqui só no botão Se ela não parar, o zé sem osso vai estourar Descer e o ponto que me faz subir Venham ver o show dessa menina Gostei, eu vou comprar um pra mim De bunda grande, inteligente e que tenha o vermelho Na veia, que durma tarde, acorde tarde É muito mais do que eu pedi É muita areia, é verdade que ela morde É muito mais do que eu pedi Naquela noite, então, foi que o véio teve a visão Escravizar umas danada e formar uma curriola Se rasgando até o chão Me dá um tanto aí e tu aparece uma vez Agora me dá logo a grana toda e eu prometo só vai dar vocês |
CARRÃO DE DOIS Gatinha dos olhos de amendoim Pediu uma carona, eu dei Homem, essa mulher me deu uma canseira Que até hoje eu não descansei E passa a 5ª, é mão aqui e ali Apressadinha, quer engatar de 1ª Me levou pro banco de trás, velocidade Logo a pastilha do freio comeu E derreteu na gente Viu a polícia e pasou o sinal Quando eu percebi Que meu motel sobre rodas Era movido a bafo no vidro Inocente, ela deixava o motor quente E fez voar meu Corcel Rumei pro norte, vi o sertão e fiquei por ali Criando bode Como é bom amar no céu E ir pra qualquer parte, voando no chão, eu renasci novo e forte O combustível da minha vida é aquela Mocinha linda que jamais esquecerei E desde o dia que ela se foi eu nunca mais voei |
FOME DO CÃO A fila é circular e só acaba quando o primeiro chegar Comedor de jaca, mão-de-cola Pra ela me dar o endereço é só ver de onde o vento vem Se fizer de refém, nunca mais tô de bem Bombom, camarão, mulher boa é violão, Bicho bom lá do sertão que caiu na minha mão Quem sabe ele ainda dê a volta certa Antes que dê merda e eu engula de cambota Mas eu tô sossegado, barrunfeiro véi do rock Pra gata pagar um bock até torei os dreadlock Presentinho da moça, ela tira a calcinha e a gente sorri Hoje em dia a coisa pura é novidade E eu aceito de coração o camarão com catupiry E não quero nem saber da sua idade Pode vir, boto fé, Que eu boto a roupa, Se alguém já beijou é sopa, Boca da menina é mé E eu vou, Lexotan, solto na vida, Dono das puta parida Só pegando aquela que não der Fome do cão O ronco da "lara" é a fome do cão O ronco do bucho é da fome do cão O fim vem logo antes do começo e um relógio do avesso Dá o sentido natural Pros amigos "que é de presa", toda noite a gente reza E pede sempre o bem pra ele que tem a força maioral É lá no "buco" que o "feeling" se faz presente, Unindo o corpo e a mente, E quando eu descer que ela rode Eu vou tranquilo com a pulsação "a mil" E se eu ver o que ninguém viu, Desculpa aí, mulek, não fode Do cerrado com minha vara Eu vou tocando a onça e assumo a responsa Pra no fim do dia derrubar uma cerva Como um amigo velho me falou: "-Dessa vida, mulek, tu só leva a vida que tu leva". |
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| MULHER
DE FASES Que mulher ruim, jogou minhas coisas fora, Disse que em sua cama eu não deito mais não, A casa é minha, você que vá embora, Já pra saia da sua mãe e deixa o meu colchão, Ela é "pró" na arte de pentelhar e aziar, é campeã do mundo, A raiva era tanta que eu nem reparei, Que Lua, diminuía, A doida, tá me beijando há horas, Disse que se for sem eu não quer viver mais não, Me diz Deus, o que é que eu faço agora? Se me olhando desse jeito ela me tem na mão, Meu filho agüenta, quem mandou você gostar, Dessa mulher de fases Complicada e perfeitinha, Você me apareceu, Era tudo que eu queria, Estrela da Sorte, Quando a noite ela surgia, Meu bem você cresceu, Meu namoro é na folhinha, Mulher de fases Põe fermento, põe as bomba, Qualquer coisa que aumente e a deixe, Bem maior que o Sol, Pouca gente sabe que a noite O frio é quente e arde, e eu, acendi, Até sem luz dá pra te enxergar O lençol, fazendo um "Congo-Blue", É pena que eu sei Amanhã já vai miar se agüente, Que lá vem chumbo quente |
ALEGRIA Viver só de dar bola nesse munda não dá pé O ying-yang é um 69 da Xuxa com Pelé Pra fazer alguma coisa, melhor quem fizer melhor A mãe da minha mãe sempre foi a minha vó Levanto os olhos pro céu e grito: "-Vem cá, bom Deus, vingar Jesus, O pobre, aqui não vive, sobrevive". Feridas que a revolta cria, eu sou o pus! Tem gente que vê e é cega em ilusão de luz Tem gente que vê e é cega, usa rédeas e bitola. Acorda! Pois para poupar camisinha, mandei encapar meu pau E se tudo fosse doce não existiria sal Pra achar alguma ciosa alguém a teve de perder O nada é uma das coisas mais difíceis de entender Levanto os olhos pro céu e grito: "Eu procurei e não encontrei um amigo sequer". Esta é uma nova fase dos Filhos Para morrer é preciso viver! Tem gente que vê e é cega em ilusão de luz Tem gente que vê e é cega, usa rédeas e bitola A cobra, Barrabás! |
A MAIS PEDIDA Nesse show não entra menor, Um homem censurou, tava de mau humor Não tinha dormido bem porque não levantou Pense como ia ser bom Se nós fizesse um que ultrapassasse A barreira das AM, FM e dos elevador Aí sim, dá um selinho E mostra o seio that you saw Quando eu te vi o meu calção se abriu Caiu uma lágrima de um olho, que se for dos dois então é namoro Meu cabelo é ruim, mas meu terno é de linho Vou ser seu salgadinho, cê vai gostar de mim Se eu tocar no seu radinho Choro até o fim, só pra rimar com inho Pois se eu ganhar "din din" cê vai gostar de mim Se eu tocar no seu radinho Por favor, seu locutor, Ao menos uma vez, melhor se fossem três Toca o nosso som aí que tu me faz feliz Se não tocar eu quebro o seu nariz Só assim preu tocar no seu radinho |
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| BOCA
DE LATA Conheci uma garota que era uma louca Desde pequenininha com o dedo na boca Depois ficou adulta só queria ser rica Fez vestibular pra puta, hoje é doutora em pica Ela mordia, era bom, mas me dava dor Passava o dente na cabecinha que era um horror Podi crê, eu sei, você é bonita e tem sempre razão Mas acho que seu aparelho prendeu minha circulação Boca de lata Eu, mas meus amigos, vamos de pé Ela não foge e feito o Roger eu digo: "eu gosto é de mulher"! Podi crê, vamo lá que você vai ver, que eu vou mostrar pra você O que faz seu corpo tremer danada Chega de diz-que-me-diz que agora que eu sou o juíz E você é minha escrava e fica tão linda quando faz cara de brava Mas sossega, nessa lei não tem regra, é lá no esfrega, é só relax Vou te namorar sem complexo e lhe aplicar um suplex, Vou colar que nem durex, veja bem. Eu sou o homem que Deus colocou no seu destino Um absorvente latino, que sai latindo feito o cão Queimando o filme no salão, eu não tô louco não, Quem sumiu com meu troco vai tomar muito pipoco Vai tomar bala no côco Espera, que agora eu me lembrei que tá na hora De queimar o motora o produto na calcinha vem do sul Eu que tava lá quando ela viu "Aperte Um Que O Piloto Sumiu" Saiu voando feito um urubu, é o meu brasão e toda nação da nação Feito o Júnior é só uma vez, mulek E não tem volta não, do cangaço a descendência Do cerrado de nascença 1999 aí e o Gama fazendo presença de 1ª, Pra esse microfone funcionar tem que botar pilha Esse é o Raimundos maluco de Brasília. |
ME LAMBE O quê? O que que essa criança tá fazendo aí toda mocinha? Vêm, já sabe rebolar, e hoje em dia quem não sabe Se ela der mole eu juro que eu não faço nada Dá cadeia e é contra o costume Mas se eu tiver na rua e ela de mão dada com outro cara Eu morro de ciúme! E eu contente com as malvada achando que era o tal E me aparece essa coisinha Me dê agora seu telefone, outro dia a gente se liga Eu quero te levar pra onde dá um frio na barriga Me fala a verdade, quantos anos você tem? Eu acho que com a sua idade Já dá pra brincar de fazer neném Como a vista é linda da roda gigante É tão grande Acho qeu ela viajou que eu era um picolé Me lambe No parque de diversões foi que ela virou mulher Das forte Menina pega a boneca e bota ela de pé Sinto, amigo, lhe dizer, mas ela é "de menor" Isso é crime Seu guarda, se não fosse eu podia ser pior Imagine O homem de cassetete disse, quando me algemou Que ela só tinha dezessete e o pai dela era doutor E que se fosse eu ainda faria igual Se fosse no ano que vem ia ser normal |
POMPEM Menininha da cidade foi pro mato e adorou Tanta variedade de cobra, que apaixonou Agora ela é viciada, sorriso de orelha a orelha Atrás da bicharada, vive trepando nas telhas Menininha da cidade foi pro mato e se soltou Levou tanta picada, ficou cheia de calor A noite ela abre a janela que é pra mosquitada entrar A gente morde nela e ela coça devagar Mais alto - eu vou subirm vamos lá! Mais alto - eu sou baixinho! Que é que há? Mais alto - Ela gritava mais alto e raca-raca Ia relando no asfalto Mais baixo - ia gemendo mais baixo Mais baixo - o buraquinho é mais embaixo Mais baixo - ia botando para baixo. Eu digo: Eita diacho! Ela é feia mas eu sou macho Entra na peia. Ajoelhou, vai ter que rezar Deita na teia, aranha malvada, que vai me devorar Menininha da cidade foi pro mato e se mudou Casou com um borrachudo que desde o nome ela gostou Caiçara da mais doida, dos cabelo cheio de nó Trocou a vida moderna e não larga mais do cipó Se eu fosse um mosquitinho ia te chupar todo dia Ia te morder com carinho e nadar na molhadinha E na noite em que você, dormisse, só de calcinha Ia pegar na dobrinha onde a carne é bem mais macia |
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| DEIXA EU FALAR Foi mal aí véi, Se eu falei um monte de coisa que você não gosta Com o microfone, eu tenho a faca e o queijo Olho o jornal, eu ouço rádio, eu só ouço bosta E na TB eu não gosto de nada que eu vejo Uma camisa de força tamanho mirirm Vai ter que me explicar tim-tim por tim-tim Por que a lei só se aplica a mim Perico pra sociedade é o que me dizem E penso comigo mesmo: porque não eu Pra cuspir o pensar e taxarem de crime? "É inverno no inferno e nevam brasas Por favor, escondam-se todos em suas casa Pois o anjo caído voa com novas asas Raimundos, Nativos, Black Alien Quebrando a espinha de filhos da puta Como num mergulho de águas rasas" Liberdade de Expressão Deixa eu falar, filha da puta! Expressão A livre expressão é o que constrói uma nação Independentemente da moeda ou sua cotação Deixa eu falar filha da puta Expressão Presta atenção no que eu vou dizer Consciência e rebeldia é o que eu preciso ter Pois minha mente pede num HxCx ou Reggae A mensagem vem das ruas, não dá pra esconder Eu tenho um segredo, já não tenho medo Viver não vale nada se eu não me expressar Seja certo ou errado, de cara ou chapado Quem é calango do cerrado nunca vai mudar De junho a junho eu nasço, Eu morro de março a março Presencio cenas impossíveis de traduzir para o cinema Não perco atuações e atos Nem quando abaixo para amarrar os cadasços Espaço, espaço, preciso de espaço Para mostrar para esses covardes Seu crepúsculo de aço Imperial, como Carlos, eu passo Conexão nordestina até Niterói Vida e morte Severina Passando por Brasília, reis... |
AQUELA LÍNGUA
PRESA
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