| Fernando Pessoa |
| Oscar Wilde |
| Hermann Hesse |
| Homenagem ao Centenário da Morte de Oscar Wilde |
"(...)Tinha-me levantado cedo e tardava em preparar-me para existir.(...) Era a ocasião para estar alegre. Mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo. E quando me debrucei da janela altíssima, sobre a rua para onde olhei sem vê-la, senti-me de repente um daqueles trapos húmidos de limpar coisas sujas, que se levam para a janela para secar, mas se esquecem, enrodilhados, no parapeito que mancham lentamente."
"No cárcere de Reading junto a Reading Town
Há um fosso de má fama,
E nele jaz um desgraçado a quem devoram
Cruéis dentes de chama.
Jaz num sudário ardente,e o mísero sepulcro
Seu nome não proclama.
E, até que Cristo chame os mortos, ali possa
Em silêncio jazer...
Não é preciso dar suspiros ocos, nem
Tolo pranto verter:
Aquele homem matara a sua coisa amada,
E tinha que morrer.
Apesar disso-escutem bem-todos os homens
Matam a coisa amada;
Com galanteio alguns o fazem, enquanto outros
Com face amargurada;
Os covardes o fazem com um beijo,
Os bravos, com a espada!
A Balada do Cárcere de Reading-Oscar Wilde
"(...)A realidade nunca bastava, havia a necessidade de mágica."
"(...)Quando minha alma brincava com as coisas e lhes conferia nomes e significados novos."
Minha Vida- Hermann Hesse
"(...)Não deves aspirar a uma doutrina perfeita, mas ao aperfeiçoamento de ti mesmo. A divindade está em ti, não nos conceitos e nos livros."
"A crença como a entendo, dirige-se a outra coisa: Creio nos homens, creio nas leis da humanidade, que são milenares. Creio que apesar de seu absurdo patente, avida assim ainda tem um sentido(...)
A voz desse sentido, ouço-a em mim mesmo(...). O que a vida exige de mim nesses instantes, quero tentar realizar, mesmo indo contra os padrões vigentes e as leis comuns."
O jogo das contas de Vidro-Hermann Hesse