Mangaratiba
O nome Mangaratiba tem origem em "mangara" - ponta da banana e "tiba" - local onde existe abundância. Portanto, quer dizer “lugar que tem muita banana”. A história do município remonta do século XVI, mais precisamente à época da doação das Capitanias Hereditárias (1534). Os primeiros colonizadores quase nada conseguiram fazer, pois viviam sob a constante ameaça dos índios tamoios...

HISTÓRIA:

Por volta de 1534, com a doação de sesmarias, iniciou-se o processo de ocupação da área onde hoje se situa o município de Mangaratiba.
Mangaratiba foi lar de uma das mais numerosas aldeias de Tamoios que se tem notícia. As aldeias eram construídas em zonas piscosas, terras cultiváveis e bosques, provedores de farta caça e ornamentos para adornos, utensílios e remédios. Trocas de alimentos e produtos eram freqüentes entre as aldeias costeiras. Guerras eram comuns, para afastar as tribos próximas, concorrentes na utilização de recursos naturais. Enormes canoas, feitas de um só tronco com até duas dúzias de remadores, eram utilizadas pelos índios, no comércio e na guerra. Os primeiros colonizadores portugueses viviam sob constante ataque dos índios. Apenas em 1620 Martim Afonso de Sá mandou trazer índios Tupiniquins (os Tamoios chamavam de Tunpiniquins seus inimigos) e com ajuda dos jesuítas estabeleceu aldeamentos, primeiro na Ilha de Marambaia e depois na Praia de São Brás, em Ingaíba. Mudaram-se em 1688 para o atual centro de Mangaratiba, uma vez que o núcleo inicial era sujeito a fortes ressacas e inundações. No novo local foi construída uma capela à Nossa Senhora da Guia, substituída em 1795 pela Igreja que ainda está nesse local. Mangaratiba no ciclo do café foi porto de enorme importância para o escoamento desse produto e para recebimento de escravos. D.Pedro II ordenou a construção, em 1856, de estrada de rodagem para o transporte do café e outras mercadorias, através da serra, vindos de São Paulo e Minas Gerais. O maior produtor de café da região era o Comendador Breves, cujas terras começavam ao lado do mar e terminavam em Minas Gerais. Foi uma época de esplendor com os lucros do café. Seu antigo nome era Vila de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba, que foi muito rica na época do ciclo do café, quando este produto era exportado pelo seu porto. Depois, veio a estagnação e a região caiu no esquecimento. Só voltou a conhecer o progresso em 1914 com a Estrada de Ferro Central do Brasil, que passou a escoar as bananas produzidas aqui, e com a construção de várias casas de veraneio.

Fez parte de Angra dos Reis até 1818, quando passou a chamar-se Vila de São Francisco Xavier de Itaguaí. Em 1831 ela foi elevada à categoria de vila.
O Padre Antônio Correia de Carvalho, pároco da Igreja de Nossa Senhora da Guia em 1821, foi eleito em 1832, com 120 votos, o primeiro Presidente da Câmara do Município de Mangaratiba, ou seja, o 1º Governante do Município e cujas atribuições são hoje a do Prefeito. Na mesma eleição, o Padre José Manoel Afonso Nogueira foi eleito Vereador com 89 votos.
Em 1892, através da Lei Estadual n° 36 de 17 de dezembro, emancipou-se de Itaguaí.
Mangaratiba tem mais de 400 anos de história. Mas seu aniversário é comemorado em 11 de novembro.

ATUALMENTE:

Mangaratiba é uma cidade turística as margens da rodovia Rio Santos (que, com sua construção, ajudou a divulgar e aumentar o número de turistas na região). Localizada a 46 km do Rio de Janeiro, e a 14 milhas naúticas da Ilha Grande.Vive do turismo, da pesca e da agricultura. No passado foi rota das viagens de D. Pedro para ir visitar a Marquesa de Santos. Além da Serra do Piloto, local da 1° estrada do Brasil, o forte das atração são os passeios marítimos pelas Ilhas Virgens e Ilha Grande. De onde sai as barcas para a referida Ilha. Existem também passeios de lanchas e saveiros para mergulho e pesca. Aqui se localizam dois bons resorts que são Porto bello e Club MED. Enfim aqui é o ponto máximo para quem quer sossego e contato com a natureza. Para quem gosta de cultura, a cidade oferece o Centro Cultural Cary Cavalcanti, fixado em um prédio de belas linhas arquitetônicas, talvez de meados do século XIX. Atualmente são realizados shows, peças teatrais, exposições, etc. Foram construídas, nos fundos do terreno, salas onde são programados cursos de arte, artesanato maquiagem, etc. O endereço é: Rua Expedicionário Adalberto Aires de Pinho, s/n, Centro.

ECONOMIA:

Agricultura, pesca e turismo (que até hoje é a principal fonte de renda do Município).

VEGETAÇÃO:

Mangaratiba é coberta pela Mata Atlântica.



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