Inexistência

 

A tristeza invade a minha alma

Já não sei ao menos o motivo,

Talvez saiba e não queira admitir.

É difícil assim, dizer ao espelho:

´´Esteja bem, não vá sofrer``

Se já sofro sabendo que é mentira

Eu levanto a cabeça e sinto meus olhos turvos,

Limpo as lágrimas que teimam em escorrer

Como se tivessem vida própria

E elas têm: a minha...

Mesmo quando finjo que não existem.

E te vejo impressivo à minha presença...

Oh, apatia que teimo em aparentar!

Oh, lágrimas que insistem em escorrer!

Tento me prender nos meus problemas.

Enfim cerro minha alma e encerro meu infinito.

Estou presa.

Eu... não consigo prender o mundo lá fora

Que urge, que grita

Tapo meus ouvidos mas não deixo de escutar

Os soluços que saem independentes de mim

O seu cheiro impregnado em meu ar.

Ar este que entra novamente em meu pulmão

E traz um sopro de vida, frio.

Que me congela,

E arrepia os pelos do meu corpo.

Corpo este que era teu

Mas não o quiseste e também não quero.

O que devo fazer com ele?

Talvez deitar e esperar...

Até que o sofrimento passe e o gelo derreta.

Mas sei que não vai passar nem derreter.

Não vai.

Não fui.

Eu deito e espero que os sonhos tragam a paz.

Mas tua presença ímpia aparece e me perturba.

E nada existe a não ser eu e você.

Não quero acordar...

Não quero!

Oh, Sol, queima minha inexistência!

Me faz brasa, me funde.

Me faz esquecer...

Hosted by www.Geocities.ws

1