Cacos de Mim

Finas cicatrizes através de um espelho embaçado
Sorrisos de nenhum calor, o desabor pungente
Onde está aquela mão estendida agora?
Eu vi pulsos marcados na parede de um calendário antigo
Tudo que parece restar é uma máscara despedaçada
Um sorpo de ar, volúvel em sesu caminhos.
Você veio com um sorriso de languidez
Fui consumida no inferno de tuas chamas geladas
Com tuas costas a me mostrar os maus presságios do futuro
Novas cicatrizes de tantos sonhos partidos.
Pedaço de mim espalhados em areias turvas
Onde está aquele abraço quente agora?
Longe, com lábios de esperanças vis
E apenas eu, presa nessa teia de desejos espinhosos.
Odiando sons de ondas desarmônicas
Desprezando palavras de tantas noites insones
O tempo trinca essa máscara colada
São tantos cacos que não sei ao certo os caminhos
Despida dos meus, de espelho e vapor d`água
E então, eu e tantos cacos de mim
Que o sangue embaça o olhar de novas cicatrizes
O tempo e a dor a construirem nova máscara
Novos sorrisos de outra lembrança amarga.