Aviso: Esse capítulo tem classificação R. Se você é menor de 18 anos aconselho que não leia.
“Hogwarts nunca muda...” Gina pensou enquanto olhava os flocos de neve caírem molhando seu corpo e sua bagagem. Logo o Expresso partiria levando as pessoas para a casa.
Ela embarcou e o trem começou a se afastar rumo a um destino desconhecido. Mas não tinha medo, não mais. Ela tinha 17 anos, feitos ainda em Hogwarts sem muita festa. Mas Draco lhe mandara presentes embora tenha dito que o verdadeiro presente ela só receberia quando o encontrasse.
Encontrá-lo. Gina ansiava mais do que tudo por esse momento. Tivera esperança de que ela fosse à sua formatura mas para alivio de sua família ele não apareceu. Disse-lhe nas ocasião que estava trabalhando mas ela não entendia. “Trabalhando em que?” pensava.O sacolejar do trem acabou por deixá-la sonolenta e Gina não resistiu e dormiu a despeito de Camille que fazia o mesmo ao seu lado.
Ela estava sentada em frente ao lago de Hogwarts. Usava um vestido branco, o mesmo de quando o conhecera. Draco se encontrava dentro d`água e a chamava. Ela parecia não querer mas acabou cedendo e,sem preocupar-se com o traje, entrou no lago. A água estava morna mas ela sentiu frio. Então Draco a abraçou e a beijou apertando-a contra si. Era uma sensação incrível e, sem perceber, ela enlaçou suas pernas na cintura dele foi quando viu que ele estava nu. Mas também isso parecia sem importância e ela deixou-se ficar, a água provocando-lhe arrepios. Foi quando ele levantou e levou-a até a margem.
Ele sentou-se abraçado com ela, suas pernas ainda a enlaçar a cintura fina do rapaz. Uma sensação de choque percorreu seu corpo e Gina suspirou quando sentiu Draco puxar seu corpo para si e beijar os seu mamilos. Em um segundo eles estavam deitados, as pernas entrelaçadas os olhos fervilhando de desejo.
Gina acordou com a dolorosa sensação do seu braço dormente. Seu corpo ainda não se recuperara do sonho e as pernas estavam ligeiramente trêmulas. Claro que ela já imaginara fazendo sexo com Draco mas nunca chegara a sentir isso em seu corpo. Parecia tão real... Sacudindo a cabeça para afastar os pensamentos ela viu que o trem estava parando e Camile já se preparava para desembarcar. Suspirando ela levantou-se e começou a fazer o mesmo.
A primeira pessoa que Gina vislumbrou ao desembarcar foi seu irmão, Rony.Ele abraçou-a com entusiasmo e em seguida fez o mesmo com sua namorada, Camille.Enquanto eles se beijavam Gina procurou Draco com o olhar pela estação. Já estava desistindo quando uma orquídea flutuante parou em frente ao seu rosto. Ansiosa, ela olhou na direção da flor e viu Draco a observá-la.
Sem pensar direito ela correu até ele, lágrimas de alegria e desapontamento se formando em seus olhos que não conseguiam expressar a infinidade de sentimentos que invadiam-na. Quando ela chegou até ele, no entanto uma sensação de estranhamento a dominou e ela lhe deu um abraço sem entusiasmo.
— Nossa, isso tudo é saudade... – a voz sarcástica dele chegou aos seus ouvidos. Gina podia jurar ter ouvido uma nota de tristeza no tom mas não se interessou... ele não fôra à sua formatura...
— Ora, estamos quites, Draco. Você também não parecia muito ansioso em me encontrar, não é? A julgar pela formatura... – Gina não conseguiu reprimir a mágoa na voz.
Nesse momento Rony chegou e chamando para casa. A expressão dele era ameaçadora por isso Gina não discutiu. Deu um pequeno beijo em Draco e saiu.
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Dois dias se passaram e Gwydion ainda não aparecera na Toca. Gina esperava ansiosamente uma carta de Draco pois em três semanas o curso de auror começaria e ela viajaria para a Irlanda diariamente. A chave de portal era personalizada pois a localização da Academia era secreta e não permitia outro meio de transporte. Já era tarde e ela se encontrava em seu quarto ouvindo a rádio bruxa quando sua mãe apareceu na porta dizendo que havia visitas para ela no andar inferior. Sem pensar muito ela trocou de roupa e proferiu um feitiço para deixar seus cabelos mais brilhantes,pela expressão de desagrado da sua mãe já sabia de quem se tratava.
Gina desceu as escadas rapidamente e encontrou a sala de visitas vazia, a porta ainda aberta. Nesse instante Rony passou para o seu quarto e com a expressão mal humorada resmungou “ Ele está lá fora.” Então rapidamente ela cruzou o aposento e passou pela porta pensando “ Eu deveria ter imaginado... Draco nunca entraria na Toca”.
Ele estava parado em frente à porta,vestindo uma calça preta e uma camisa azul-escura, os cabelos penteados para trás impecavelmente. Estava lindo lógico mas ,contrariando os seus impulsos, ela parou na soleira da porta e cruzou os braços dizendo:
— Pensei que não ia mais aparecer!
— Estive muito ocupado.. – ele respondeu simplesmente sem sair do lugar. Um silêncio incômodo se instalou enquanto os dois se olhavam mas passou assim que se abraçaram.
— Você tem cinco minutos. – Draco falou soltando-a
— Pra que? – Gina perguntou sem entender.
— Pra se arrumar, oras! Já está na hora de receber o seu presente de aniversário.
Ela abriu a boca para protestar mas desistiu. Afinal estava bastante curiosa, ele alardeara tanto aquele presente em suas cartas... Decidindo sair do jeito que estava mesmo ela entrou e avisou à mãe que sairia com Draco. Depois saiu da casa fechando a porta.Lá fora, ela se perguntou como iriam mas a indagação foi respondida quando ela viu a vassoura na mão de Draco.
— Para onde vamos? – perguntou enquanto montava atrás dele.
— Surpresa.- Draco respondeu levantando vôo.
Eles fizeram um breve feitiço de ilusão e alçaram um vôo baixo. “ Vassouras são incômodas para viajar por isso o nosso destino deve ser próximo.Um pouco distraída, ela não percebeu que estavam perdendo altura.Ele pararam em frente a uma simpática casa nos arredores do povoado.Draco desceu da vassoura e proferiu o contra-feitiço de desarme para entrar.Gina o olhou inquisidoramente mas ele não explicou,apenas entrou na casa esperando que ela o seguisse.
E assim ela o fez.A sala estava toda decorada com elegância,os móveis marfim com apetrechos em azul.Gina sorriu perguntando-se se era alí que Draco morava.
— Então... – Draco falou pela segunda vez.
— Então o que? – Gina perguntou, ainda um pouco distraída.
— Gostou?
— É linda! – ela respondeu sorrindo.
— Fui eu quem escolhi. – ele comentou se aproximando devagar até parar em frente a ela. – É sua.
Gina entrou em estado de choque. “Sua? Eu realmente ouvi certo? Uma casa só para mim?!”
— Eu não posso aceitar. – ela respondeu um tanto chocada pelo inusitado presente. – Custou muito dinheiro, e, bem, eu não posso.
— Pode sim. – Draco respondeu em um tom que não admitia recusas. – O dinheiro é meu, afinal e eu ficarei profundamente chateado se você recusar.
— Mas Draco, - ela tentou argumentar mas ele a cortou.
— Sem mas, Gina. Se você não gostou da idéia de ficar sozinha eu posso muito bem vir dormir aqui de vez em quando. Além disso eu escolhi uma casa que fosse próxima da sua família e do ministério pra você poder aparatar lá quando for trabalhar. – ele a abraçou sussurrando – Aceita, vai!
— Tudo bem, eu me rendo. – ela virou pra ele. – Só tem um probleminha... Eu não vou trabalhar no ministério. Em alguns dias eu começo o meu curso de auror. Já recebi até a chave de portal pra ir e voltar de lá todos os dias.
— Auror?! – Draco exclamou surpreso e começou a rir. Depois apertou o abraço dizendo em seu ouvido – Parece que o destino insiste em nos unir.
Gina não entendeu mas não se importou pois a voz dele em seu ouvido lhe provocou arrepios e seu corpo foi tomado por um leve excitamento. Seguindo um instinto ela passou suas mãos por baixo da camisa dele e começou a acariciar suas costas,seus lábios encontrando os dele. O beijo era macio e provocante e logo ela sentiu as mãos de Draco a percorrer seu corpo com avidez, tentando esquecer um ano de saudade contida.
Sem pensar muito eles deitaram no tapete e começaram a se explorar. Gina só tomou consciência do que estava pra fazer quando sentiu as mãos de Draco a abrir os botões do seu vestido.Um pouco ofegante ela parou e sentou-se.
— O que houve, Gina? – Draco sentou-se junto a ela e acariciou seu cabelo. – Você não quer?
— Não é isso. – ela respondeu um pouco encabulada. – Mas é que... vamos fazer isso aqui, na sala? – ela apontou a porta que continuava aberta com a vassoura de Draco encostada no vão.
— Não. – Draco respondeu. – Nós vamos para o seu quarto.
Por um instante Gina riu imaginando seu quarto na Toca mas esse pensamento se desfez quando Draco fechou a porta com um feitiço e levantou-a nos braços subindo a escada.
Era um sonho. O quarto estava todo decorado em marfim e azul e tinha uma enorme cama de casal,parecendo que havia sido feito sob medida. Gina só conseguiu vislumbrar a porta que levava ao banheiro da suíte antes de Draco beijá-la novamente varrendo todos os seus pensamentos pra longe.
O colchão era macio mas Gina não notou ao deitar-se assim como não também não percebeu os lençóis de seda. Só conseguia sentir o calor que emanava do corpo de Draco deitado ao seu lado. Logo ela sentou e começou a tirar o vestido as Draco a interrompeu.
— Você tem certeza? – ela assentiu. – Então eu faço isso. – Ele tirou as mãos dela dos botões e recomeçou de onde ela parara. Logo seu corpo estava totalmente à mostra.
Seguindo o exemplo ela começou a tirar a roupa dele,dando-lhe pequenos beijos pelo corpo.Logo ele estava também totalmente desnudo.Então ele deitou-a na cama e começou a explorar o corpo dela com a língua desde o pescoço até os pés.
Gina estava ofegante quando Draco deitou sobre ela e proferiu um feitiço contraceptus.Eles se beijaram e se amaram como só um casal apaixonado sabe fazer. E houve magnetismo, paixão e êxtase. Com um suspiro de satisfação ele tirou uma mecha de cabelo dela que grudara na têmpora.Estavam suados sentindo intensamente o desejo que os consumia.Seus corpos começaram a se movimenta e eles rolaram na cama gemendo baixinho ou buscando a boca do outro.E foi quando Gina teve o último gemido rouco silenciado por um beijo que eles pararam.Ela repetiu o gesto dele para tirar uma mecha de cabelo loiro que grudara na testa do seu namorado que lhe olhava sorrindo. “ Eu quase morri por ela” Draco pensou e sorriu ao ver a ruiva aninhada em seus braços. “Mas faria tudo novamente.”
Eles adormeceram juntos e acordaram horas depois quando já escurecia.Preguiçosa, Gina levantou e foi até o banheiro que era decorado em preto e grafite.prendendo os cabelos ela pegou uma toalha nova e felpuda e viu o roupão de seda que estava pendurado com um sorriso. “Ele realmente não poupou esforços pra me agradar.Então Draco entrou no banheiro e acompanhou-a no banho e eles se entregaram novamente, o desejo se propagando como raios elétricos em gotículas de água.Só então ela lembrou de perguntar o que lhe incomodava.
— Draco, por que você não foi à minha formatura?
— Eu já disse. – ele respondeu parecendo um pouco ansioso - Estava trabalhando.
— Afinal em que você trabalha?
— Você não vai rir nem vai achar que eu enlouqueci?
— Não. – Gina respondeu fervilhando de curiosidade.
— Auror.
Gina caiu na gargalhada. “Draco, auror?Se me dissessem eu jamais acreditaria” Só quando ouviu o hunf de desaprovação é que lembrou que afirmara não rir e começou a tentar se controlar.
— Desculpe, Draco mas é hilário pensar que nós tivemos a mesma idéia.
— É,ele concordou com um sorriso. – A diferença é que eu já estou estagiando e você ainda vai começar.
— Mas isso não muda o fato de que vamos ter que viajar para a Irlanda todos os dias com a chave de portal.
— E vai ser uma viagem ótima. – Draco respondeu com um sorriso se formando.
Já era hora do jantar quando Gina voltou à Toca,um reluzente anel no seu anular direito e a chave da casa na mão esquerda.
— Draco, eu estava pensando em levar os meus pais pra conhecer a casa amanhã. A gente podia fazer um almoço pra comemorar.
— A casa é sua e de qualquer forma em um almoço não tem muitas chances de seus irmãos me matarem, não é? Eu só te aconselho a limpar o quarto antes de levar sua família lá afinal eu preciso estar vivo pra casar com você.
Ele levantou vôo e Gina olhou novamente para seu dedo.” É, eu tenho uma mudança pra preparar” Mas ela sabia que mesmo com a ajuda de custo do ministério para os aspirantes a auror ia ser difícil convencer seus pais que ela precisava morar sozinha. Abriu a porta da Toca sem se importar com o barulho. Tinha uma festa de noivado e uma mudança pra preparar e sabia que nem uma coisa nem outra seriam fáceis.
Fim^^