Aviso: Esse capítulo tem classificação R. Se você é menor de 16 anos não é aconselhável que leia essas linhas.
As férias da páscoa se foram e logo Draco se viu imerso em deveres. Sabendo da derrocada de Voldemort todo o colégio lhe tratava estranhamente. Para alguns o mais surpreendente era Draco gostar da caçula Weasley. Muitos não o achavam capaz de amar alguém. Mas ele amava com o desejo e a alegria de quem encontrou a pessoa perfeita e sabe disso. A simples menção do cheiro dela o enlouquecia.
Quase todos os dias eles se encontravam nos jardins do castelo para namorar. Aquela noite em particular veio surpreendê-los sentados em frente ao lago, seu lugar favorito. Eles estavam abraçados e se beijavam com paixão. À medida que o tempo passava os beijos se tornavam cada vez mais ardentes o que assustava a ambos. Eram jovens descobrindo o amor em toda sua plenitude.
Eles pararam de se beijar e Gina afundou a face no pescoço de Draco lhe dando pequenos beijinhos. Ele arrepiou ante aquele contato e a abraçou suavemente. Era tão bom senti-la em seus braços... Então ela buscou sua boca em um beijo doce que atiçou os seus sentidos e Draco deitou-se junto a ela. Eles continuaram a se beijar até que uma das mãos dela começaram a passear pelas suas costas enquanto a outra bagunçava o seu cabelo. Sentindo o desejo crescer dentro de si, Draco começou a beijá-la mais ardentemente, suas mãos percorrendo as costas dela, que arrepiou.
Gina sentia-se inebriada pelo cheiro de Draco e pelo toque quente e ao mesmo tempo suave dele nas suas costas. Sensações novas invadiam seu corpo cada vez que ele lhe beijava, o que não era de todo inesperado. Afinal eles se amavam e quase morreram juntos. A mão dele começou a passear pelas suas costas mas Gina não protestou, ela gostava de sentir o calor dele se fundindo ao seu corpo. Então uma mão dele insinuou-se sob sua saia e ela recuou. Automaticamente seu corpo enrijeceu o que Draco não pôde deixar de notar. De imediato ele levou a mão ao rosto dela e murmurou:
— Desculpe. Eu não queria... É que eu te amo demais e às vezes me descontrolo.
— Esquece. – ela respondeu sentando-se, o torso virado para ele que continuava deitado. – Eu também te amo, só preciso de um pouco de tempo, Draco. Eu sou virgem e, bem, eu preciso me acostumar com a idéia de...
— Você tem o tempo que quiser. – Draco lhe interrompeu. – Eu não quero que você se sinta pressionada. – ele sorriu e sentou beijando suavemente os lábios dela.
— Obrigada. – ela respondeu um pouco constrangida.
Draco a abraçou e eles ficaram sentados naquela posição por bastante tempo até perceberam que já estava muito tarde e já passara da hora de se recolherem. Draco a levou até a entrada da grifinória depois desceu para seu próprio dormitório.
Tanto Gina quanto Draco demoraram a pegar no sono aquela noite. Ambos pensavam no ocorrido mas, sob óticas diferentes. Draco se martirizava por ter perdido o controle daquela forma e Gina especulava sobre quando estaria pronta.
*********************
A manhã não desfez suas dúvidas e Gina acordou cedo. Sentindo que precisava conversar com alguém ela mandou uma coruja a Camille e desceu para o salão comunal. Logo a mulher gorda liberava a passagem para uma jovem alta e Camille entrava no salão comunal da Grifinória. Com a expressão preocupada ela sentou-se ao lado de Gina e perguntou:
— Aconteceu alguma coisa, Gina? Brigou com o Malfoy?
— Não, não é isso. – Gina respondeu – Eu só queria conversar com alguém.
— Você está preocupada. – Camille olhou fundo nos olhos da amiga. Só assim me tiraria tão cedo da cama.
Gina baixou os olhos. “Como posso abordar esse assunto e dizer o que estou sentindo?” Percebendo que a outra lhe observava com curiosidade ela levantou a cabeça e decidiu. “ Se eu não falar com ela não vou falar com ninguém.” Suspirando ela disse:
— É que eu não sei como começar. Não sei como dizer. – As suas faces ficaram rubras.
Camille sorriu. A vergonha e a timidez de Gina lhe indicavam sobre o que ela desejava falar. Levantando ela falou:
— É melhor conversarmos em outro lugar. Vamos para aquela sala.
Gina assentiu e ela saíram.
Aquela sala não era uma sala. Era, na verdade um jardim de inverno localizado na parte sul do castelo. Elas chegaram e sentaram-se no banco que ficava ao lado do canteiro das orquídeas. Gina respirou fundo sentindo o perfume envolver as suas narinas e logo se acalmou. Eram suas flores favoritas.
— É sobre o Malfoy, não é? – Camille reiniciou a conversa percebendo que a outra garota não parecia muito disposta a fazê-lo.
— Não exatamente, Mille. Na verdade tem mais a ver comigo.
— Eu já imaginava. – Camille retrucou e suspirou. – Bem, faça a pergunta que você está querendo fazer.
Gina arqueou a sobrancelha em surpresa, mania que Draco lhe passara, e pensou “ Como ela sabe que eu quero perguntar alguma coisa?”. Camille começou a rir e o clima se desanuviou. Aproveitando a oportunidade, Gina tomou coragem e perguntou, as faces muito rubras de vergonha:
— Mille, você já... quer dizer, você ainda é...
— Virgem? – Camille lhe interrompeu. Sua face estava um pouco rubra mas sua voz era natural.- Você quer saber se eu já transei com o Rony.- ela terminou de falar e a vergonha foi desaparecendo das faces das duas. Eram como irmãs, nada mais natural que conversassem sobre tudo.
— Já. – Camille respondeu depois de um momento e o seu olhar se tornou um pouco distante,perdido nas lembranças. – Foi no nosso aniversário de um ano.
Gina puxou pela memória. A data mencionada acontecera há cerca de dois meses, na época da derrocada de Voldemort. Um pouco decepcionada, ela perguntou:
— Por que você não me contou?
— Naquela época sua vida estava uma bagunça por causa daquela ordem e do Malfoy.- Camille respondeu a voz levando uma pontinha de mágoa. - Eu pensei que você notaria e esperei que viesse me perguntar.
— Desculpe. – Gina se justificou lembrando que estava muito relapsa com a amiga naquela época. Recebeu um olhar de “Deixa pra lá” em resposta e continuou a indagar,curiosa:
— Como foi?
— Ah, foi maravilhoso. – a voz e o olhar de Camille voltaram ao seu aspecto aéreo e sonhador. Mas isso logo se desfez e ela voltou seu olhar para a amiga perguntando:
— Mas não é isso que você quer me falar, não é Gina?
— Não. – Gina respondeu, ansiosa e começou a narrar os acontecimentos da noite anterior , como se sentira. Quando ela terminou, Camille fixou seu olhar no dela e perguntou:
— E qual é o problema, Gina?
“Sim, qual é o problema?” Gina pensou retribuindo o olhar. “ Eu não sei...” ela respondeu mentalmente um pouco confusa e abriu a boca para dizer em voz alta. Mas quando saíram, as palavras foram diferentes:
— Eu não sei se é certo. – ela suspirou
— Você se sente culpada? – Camille indagou.
— Acho que não. Eu amo o Draco e sei que ele me ama. Mas eu tenho medo. Não sei se estou preparada.
— E o que Draco diz sobre isso? – Camille perguntou.
— Ele diz que esperará até que eu esteja pronta. – Gina respondeu. Mas como eu vou saber a hora certa?
— É normal pensar assim, Gina. Vocês e o Draco só estão juntos há três meses e ainda não criaram tanta intimidade. – Camille respondeu tranqüila. – Dê tempo ao tempo. Quando chegar a sua hora você saberá.
— Obrigada, Mille. – ela respondeu sorrindo.
— Disponha! Agora, eu quero que você prometa uma coisa.Jura que quando acontecer, você me contará, mesmo que a gente esteja um pouco distante.
— Eu prometo.
>>Próximo