CAPÍTULO IX – QUADRIBOL E BEIJOS
Draco acordou cedo no dia seguinte. Era o dia da final de quadribol : Sonserina
x Corvinal(A grifinória havia perdido a vaga na final por causa de 10 pontos).O
campeonato daquele ano havia sido disputado: Corvinal, Grifinória e Sonserina
empataram com 2 vitórias cada e os finalistas foram decididos por saldo de
pontos.
Ele tomou café rapidamente e foi para o campo. O time da Sonserina foi vaiado
pela torcida ao entrar em campo pois todos estavam torcendo pela Corvinal.
Durante o jogo, Draco se divertiu jogando balaços para todos os lados. Apesar
do espanto inicial pela sua mudança de posição, todos concordavam que ele era
o melhor batedor da escola.
Corvinal acabou perdendo por uma diferença de 10 pontos e ao final do jogo
Draco foi para o vestiário. Ficou surpreso ao entrar já que viu uma ruiva
sentada no banco, como a espera-lo.
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Gina assistiu ao jogo nervosa. Apesar de estar sentada junto a torcida da
Corvinal, ela não estava torcendo para nenhum time. Torcia apenas para que
Draco não se machucasse. Quando o jogo acabou, ela levantou-se para sair mas
foi impedida por Camila que segurou seu braço e falou:
— Você devia ir lá falar com ele, Gina.
— Ir aonde, Mile?- Gina perguntou usando seu tom mais inocente.
— Confesse, Gina. Você está gostando do Malfoy.
Gina calou-se assim que ouviu a frase de Camile. Será que estava mesmo gostando
do Malfoy? “Não tente se enganar, você gosta dele.” ela pensou. Olhou para
Camille que parecia esperar uma resposta sua. Abriu a boca e balbuciou:
— Eu... como é que você sabe?
— Eu sou sua melhor amiga, Gina.- Mile não parecia surpresa pelo que ouvira
enquanto que a própria Gina ainda não se acostumara com a idéia.- Te conheço
melhor do que você pensa. Além disso, eu sei o que é gostar de alguém.
Nesse momento Mile olhou Rony que lhe esperava um pouco adiante junto a Harry e
Mione.
— Mas você é correspondida, Mile. É diferente.
— Eu sei que à primeira vista parece diferente por eu estar namorando o Rony,
mas não é. Você deveria se dar uma chance e ir lá falar com o Malfoy. Eu sei
que vocês têm se correspondido via coruja. Ele já sabe quem você é?
— Não, eu não tenho coragem de contar. Ele não sabe nem o meu nome.
— Talvez este seja o momento de você se apresentar.
Gina encarou Mile ainda indecisa. Então, encorajada pelas palavras da amiga,
ela virou-se e saiu em direção ao vestiário. Enquanto isso Camile se juntou a
Rony que a abraçou e fez menção de perguntar algo mas Camile a impediu
falando:
— Deixe sua irmã viver a vida dela, Rony. A Gina não é mais criança, ela
precisa fazer as próprias escolhas.
Depois os quatro ficaram calados. Para desanuviar o clima Harry falou com Mione:
— A Gina já te devolveu aquele livro? Eu queria ler...
— Está lá no dormitório, Harry- Mione respondeu e saíram os quatro em direção
à torre da grifinória.
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Gina caminhava pensativa em direção ao vestiário da Sonserina. “Será que
estou fazendo a coisa certa?” ela pensava. “Estou, eu sei que estou.”
Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem
de nós dois
Vai dizer que é impossível o amor acontecer.
Ela entrou no vestiário. Estava vazio. Então sentou-se e resolveu esperar por
ele. Estava de costas para porta para que ele, ao entrar, não visse sua expressão.
Um pouco depois ele entrou. Seu sorriso se iluminou ao vê-la e logo sentou-se
ao lado dela.
— Oi, Draco!- ela começou-Fez um bom jogo. “Droga, o que eu estou fazendo
aqui?”
— Nossa! Recebi um elogio seu, que progresso.- ele brincou.- E agora, já sou
digno de saber seu nome?
— Acho que cansei de te ouvir me chamando de inominável. Meu nome é Gina.-
ela sentia as mãos tremerem.
— Gina.- ele repetiu.- Combina com você. Depois pegou a mão dela e beijou
com uma mesura.- Prazer, Draco Malfoy. - ele deu um sorriso galante mas mudou de
expressão. - Você parece tensa.- completou ao final.
— Tensa, eu? E por que estaria?- ela tentou disfarçar o seu medo de que ele
perguntasse o seu sobrenome.
E se eu disser que já não sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu
sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço seu sorriso, leio seu olhar
Seu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso
— Não, nada. Eu nem vou perguntar o seu sobrenome por que eu já sei que vou
ouvir que não tenho direito à informação como resposta.- ele falou e ela
respirou aliviada.
— Você está bem esperto hoje.- ela riu, descontraída.- Pelo menos me poupou
o trabalho de falar.
— Dois elogios seus hoje! Gina, você está bem?- ele colocou a mão em sua
testa como se verificasse a temperatura.
Gina sentiu o toque da mão dele e lutou contra o impulso de ficar rubra. Seu
nome nunca lhe parecera tão bonito até ouvi-lo da boca dele. Era como se algo
a impelisse àquele momento.
— Da última vez eu saí tão rápido que nem chegamos a terminar a conversa.
- ela quebrou o silêncio.
— E estávamos falando de que? - Draco perguntou com a expressão indecifrável.
— Você estava falando de um amor impossível- Gina provocou
— Estava , é?- ele pareceu um pouco perturbado. Gina percebeu que ele ainda
segurava sua mão e resolveu continuar a falar:
— Você tem um amor impossível, Draco?
— Todo mundo tem amores.- ele respondeu evasivo.
— Sim. Mas eu quero saber se o seu amor impossível. - ela corou um pouco
diante da ansiedade implícita em sua voz.
— Eu não sei. O que você me diz?- ele perguntou agora já ansioso também.
— Acho que nada é impossível.- Ela respondeu num sussurro.
Sinto dizer que amo mesmo
E está ruim para disfarçar
Entre nós dois não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
Eles se beijaram. Para Draco parecia que ele estava no céu, se sentia livre.
Para Gina era como se flutuassem. Eles se separaram e se olharam nos olhos.
Depois se abraçaram e se beijaram novamente. Era o lugar perfeito, o momento
perfeito. Se separaram relutantemente e forçaram a se encarar. Nenhum dos dois
parecia querer dizer nada.
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo o que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso, meio na contramão
Quando eu finjo que me esqueço
Eu não esqueci nada
A voz de Draco lhe tirou do transe. Ele estava lhe perguntando algo:
— É impossível, Gina?
— Não sei, acho que sim.- ela respondeu pensando em tudo que estava
escondendo dele. Ele parecia agora decepcionado.
— Por que?- ele perguntou
— Não dá para explicar, Draco. É melhor deixar como está.
— E você acha que eu vou conseguir ser apenas seu amigo?- ele estava ficando
com raiva daquela situação. “Se ela não queria, por que veio aqui me
tentar?”
Ela ficou calada. Parecia estar sofrendo com a situação também. Ele resolveu
quebrar o silencio dizendo:
— Então me diga porque. Eu quero um motivo, Gina.
— Eu não posso.- ela respondeu.
— Então é melhor a gente não se ver mais.- ele falou. “Ela parece estar
sendo sincera mas eu não vou fraquejar. Ou ela me diz ou termina logo de uma
vez.”
Draco se levantou e foi saindo.
E cada vez que eu fujo eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro.
— Espera!- Gina levantou e foi até Draco que havia parado junto à porta.-
Que se dane!
— Olha o vocabulário, Gina. Quem pode praguejar aqui sou eu.- Draco respondeu
num tom leve para quebrar o clima pesado que estava entre eles.
— Por que só você?- ela entrou no clima da situação.
— Por que eu sou muito melhor nisso do que você. Além disso tenho mais
experiência.
— Como você consegue ser tão irritante?
— Não sei, é uma grande qualidade minha. - Draco respondeu e eles começaram
a rir.
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na sua vida
Então ele a abraçou e beijou-a novamente.
— Você não ia conseguir viver sem mim.- Draco sussurrou no ouvido de Gina
que sorriu e respondeu:
— E por que não?
— Nossa, como está frio aqui.- ela falou mudando de assunto.
— Então vamos voltar para o castelo.- Draco sugeriu.
Gina ficou apreensiva por causa da sugestão de Draco de voltarem para o
castelo. Então, tomando coragem, falou:
— Eu não vou poder ficar com você lá dentro do castelo, Draco.
Ele fez menção de falar mas ao olhá-la, desistiu. Ficaram em silêncio um
minuto mas logo Draco falou:
— Eu não vou te deixar morrendo de frio aqui. Vamos entrar de uma vez.
— Me dê um último beijo que eu já vou. Você ainda vai Ter que se trocar.
— Tudo bem.
Eles se beijaram e Gina saiu do vestiário seguindo para o castelo.
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