CAPÍTULO VI - MAIS ROMANTISMO
 




— Droga! Eu sempre faço tudo errado!



Draco levantou e fez menção de ir atrás de Gina, mas, chegando à porta da sala, não conseguiu mais vê-la. O corredor estava vazio havendo apenas um quadro de uma mulher gorda no fim.



Coração, diz para mim

Por que é que eu fico sempre desse jeito

Coração, não faz assim

Você se apaixona e a dor é no meu peito



Ele sentou-se novamente pensando: “Por que eu tenho que fazer tudo errado?” Nesse istante sua coruja chegou com um carta. Desdobrando-a ele sentiu seu coração disparar ao reconhecer a letra. “Mas não deu tempo dela escrever nada ainda. Então ela já tinha mandado quando me encontrou” ele pensou enquanto leu.

“Olá, louro aguado!

Como você estava demorando muito de me mandar uma carta, eu resolvi tomar a iniciativa. O que houve, desistiu de brincar de gato e rato comigo? É melhor que não tenha desistido, pois isso confirmaria todas as minhas idéias a seu respeito. Além do que , você morreria de saudades de mim.”



Pra que é que você foi se entregar

Se na verdade eu só queria uma aventura

Por que você não pára de sonhar

É um desejo e nada ma
is


Ele sorriu tristemente. Há apenas meia hora teria uma resposta pronta para ela. Mas agora não tinha idéia do que responder. Só sabia que aquele beijo mudou tudo dentro dele, ele sentia uma enorme vontade de estar com aquela garota. Simplesmente ser bom sem esperar nada em troca e isso era algo que ele nunca tinha sentido antes.

Draco se encaminhou esperançoso para o salão principal. Ele a veria lá e poderia desculpar-se. Suas esperanças se dissiparam ao sentar-se na mesa. Ele não a viu em lugar nenhum do salão. Resolveu então mandar uma carta.



E agora o que é que eu faço

Para esquecer tanta doçura

Isso ainda vai virar loucura

Não é justo entrar na minha vida

Não é certo não deixar saída

Não é, não




Ele releu a carta pela última vez e mandou. Não estava acostumado a ser gentil com as pessoas mas tentou ao menos não ser irritante. Estava experimentando sentimentos novos a cada instante e não sabia se gostava. Havia carinho e ternura mas havia também culpa. Sentado em sua cama no dormitório sonserino, Draco Malfoy pela primeira vez, chorou por alguém.

Depois do choro veio a indignação e a raiva. “Quem ela pensa que é para me fazer chorar desse jeito? Eu sou Draco Malfoy, não gosto de ninguém além de mim.Além disso não sei nem o seu nome.”



Agora agüenta coração

Já que inventou essa paixão

Eu te falei que eu tinha medo

Amar não é nenhum brinquedo



Gwydion voltou com uma carta. Temeroso, ele abriu e leu.

“ Olá, idiota convencido!

Estou impressionada com você. Não sabia que Draco Malfoy sabia pedir desculpas. Deve Ter sido um grande esforço. Mas o que mais me impressionou foi a sua pretensão em achar que poderia Ter me magoado com aquela frase idiota depois daquilo que você chama de beijo. Aliás, volto a dizer que você deveria treinar melhor os seus beijos. Tenta beijar o braço na frente do espelho ou então chama a cara de buldogue para te dar uma ajuda.”



Ele abriu um grande sorriso de alívio. Ela lhe respondera! Uma carta insultuosa, é verdade, mas uma carta.



Agora agüenta coração

Você não tem mais salvação

Você se apaixona e esquece que você sou eu




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