CAPÍTULO XXI – REENCONTRO
Draco saiu da enfermaria apenas na manhã de terça-feira. Faltava apenas um dia
para o feriado da páscoa e ele não sabia se ia para casa. Ele foi para a sala
comunal da Sonserina e percebeu , surpreso que estava sendo tratado como um herói.
Só então ele descobriu que Dumbledore havia lhe conferido 100 pontos e embora
os sonserinos não soubessem o porquê, não deixaram de endeusá-lo.
Fecho os olhos pra não ver passar o tempo
Sinto falta de você
Anjo bom, amor perfeito no meu peito
Sem você não sei viver!
Ele entrou sozinho no dormitório e deitou-se na cama.Desde o dia da briga na
sala de Dumbledore eles não haviam mais se falado. Fechou os olhos e lembrou o
dia em que se conheceram
“ O que você está fazendo? –eu perguntei
Salvando sua vida. – ela me respondeu. E realmente ela o fez, salvou a minha
vida. Só que agora estou morto novamente” pensou. Ele pegou no sono acordando
horas depois. Já anoitecia e ele estava ansioso pela janta. Não que estivesse
exatamente com fome. Na verdade queria vê-la nem que fosse de longe.
Então vem!
Que eu conto os dias, conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você
Sem você!
Ele passou todo o período do jantar observando-a na mesa da Grifinória. Era
estranho para ele, que sempre a procurara na Corvina,l fazer isso mas ele o
fazia.Sabia que ela era uma Weasley, mas não conseguia amá-la menos por isso.
“Ela parece muito feliz lá com a turminha do Potter. Não deve estar nem
lembrando mais que eu existo. Eu deveria fazer o mesmo.” Pensou. “ Diabos,
mas eu não consigo!”Ele terminou de comer e voltou para o dormitório
decidido. Iria acabar com aquilo.Rabiscou umas palavras no papel e foi até o
corujal.
— Gwydion! – chamou – Leve essa carta agora. – a coruja deu um pio e
olhou para ele como se pudesse entendê-lo. Então abriu suas asas negras e
voou.Draco murmurou baixinho” Chega de me martirizar.”
Os segundos vão passando lentamente.
Não tem hora pra chegar
Até quando, te querendo, te amando.
Coração quer te encontrar!
Gina subiu para o salão comunal da Corvinal, desolada. Estava acostumada a
entrar ali já que Camile era sua melhor amiga e monitora da Corvinal.
— Se ele gostasse realmente de mim teria me procurado.- Gina falou categórica.
— Mas, Gina! Ele passou o jantar inteiro te olhando. Talvez ele esteja
pensando o mesmo que você.
Nesse instante Gwydion chegou e depositou uma carta no colo de Gina. Ele não
precisava abrir para saber de quem era. Conhecia a coruja, o pergaminho negro
escrito à tinta prateada. Trêmula, ela abriu e leu.
“ Adorável mentirosa.
Andou com muitas saudades minhas? Reconheça, é difícil esquecer esse loiro
lindo. Estou dando essa chance pra gente. Um sinal seu e eu saberei a resposta.
Estou te esperando no lago. DM”
— Ele não muda – ela murmurou.
— Você vai, não é? – Camille perguntou.
— Lógico! Eu tenho que desiludi-lo quanto a ser um loiro lindo. – ela
respondeu.
Então vem!
Que nos teus braços esse amor é uma canção
Eu não consigo te esquecer
Cada minuto é muito tempo sem você
Sem você!
Draco estava sentado próximo à margem do lago. E pensar que tudo começara
ali...
— Ela tem que vir. – ele falou tentando se convencer.
— Por que eu tenho que vir, Malfoy? – uma voz feminina chegou por trás dele
que virou para encará-la
— Por que nós precisamos conversar, Weasley.
— Não, Malfoy! – ela gritou
— Não, o que? – ele perguntou mas não ouviu a resposta. A Lula gigante
arrastou-o para entro do lago.
Eu não vou saber me acostumar
Sem tuas mãos a me acalmar
Sem teu olhar pra me entender
Sem teu carinho, amor
Sem você!
— O que você está fazendo? – ele sentou-se tossindo – Não responda, já
sei. Salvando a minha vida.
— Nossa, Draco, como você está ficando esperto! – ela riu
— Vê se não faz nenhuma aposta dessa vez, Gina – ele falou ao se recobrar
do susto.
— E vê se não liberta nenhuma entidade maligna milenar. – ela respondeu
sentando-se ao lado dele.
— Você deveria estar de branco, sabia? Ficaria bem melhor – ele falou
malicioso olhando para o vestido negro dela colado no corpo.
— E você não deveria reparar no vestido molhado de uma Weasley pobretona.
— Eu não consigo evitar. – ele respondeu beijando-a.
Vem me tirar da solidão!
Fazer feliz meu coração
Já
não importa quem errou
O que passou passou
Então vem, vem, vem!
— Vai ser impossível um entendimento entre nossas famílias, Gina. Meu pai não
vai ficar preso por muito tempo. E eu jamais vou conseguir manter uma conversa
civilizada com seus irmãos. Entrar na sua casa então...
— Eu sei, Draco. Eu também não consigo nem me imaginar mantendo uma conversa
com seus amigos sonserinos imagine conhecendo a sua mãe.
— Então você acha que é impossível? – ele perguntou
— Não sei. O que você acha? – ela perguntou.
— Acho que nada é impossível.- ele respondeu.
Eles se beijaram com paixão revivendo a cena do vestiário. Se separaram
relutantes não querendo quebrar a magia do momento.
— Eu fui um idiota, Gina. – Draco murmurou. – Me perdoa.
— Eu perdôo. Não ia conseguir esqueceu esse loiro lindo! – ela brincou.
— Hum, só tem uma coisa que ainda está me intrigando. Como a gente conseguiu
fazer aquele ritual.
— Perguntou à pessoa certa. – Gina brincou. – Eu não sei direito.
Simplesmente me deixei levar pela intuição como fiz quando peguei Excalibur
das mãos de Merlim. E também minha magia aumentou por estar em Avalon.A ilha
sagrada nunca estará perdida para uma descendente de Morgana.
— Então era você... –ele falou coordenando os pensamentos quando ouviu a
voz severa da professora Mc Gonagall por trás dele.
— Senhorita Weasley e Senhor Malfoy! O que pensam que fazem aqui a esta hora?
– eles viraram-se ainda sem voz pelo susto.
— Deixe que eu falo com eles Minerva. – Alvo Dumbledore falou aparecendo na
frente do casal e a diretora da Grifinória saiu.
— Essa eu vou deixar passar. – Alvo abriu um sorriso maroto. – Mas não se
acostumem. Agora já para seus dormitórios!
Eles agradeceram brevemente e rumaram para o castelo.
— Ah, juventude! – Dumbledore divagou. – Venha, Fawkes, vamos voltar para
nossa sala.
FIM