De amar e saber


                    

                     

                         Eu não sei em quem penso quando escrevo isso. Li algumas estórias belas e me        perguntei se a minha não poder ser assim e pode ser que me faltem olhos para enxergar. Não sei a resposta dessa e de muitas perguntas que me fazem e que me faço. Há perguntas demais e nenhuma resposta e ainda assim meus medos me atormentam pelo que deixei de perguntar. Não sei se amor o que é infinitamente pior que não saber quem amo. Na verdade não sei se sou capaz ou se realmente sei. E em meio ao que desconheço estou eu própria como meu maior enigma.
      É claro que ele é o centro das maiores questões. Sempre há um ele a quem reportar os sentimentos... Mas na verdade sinto mais do que posso suportar. Sei que penso nele e lágrimas inundam meus olhos vazios, de tristeza, dor, apreensão, não sei. Então o desespero me acomete com mais dúvidas a uma inominável pessoa. Eu sou e talvez amo... mas o que é o amor? E porque chega tão irresistivelmente a nos levar em sonhos e promessas desprovidas de sensatez? Pois a manhã chora e geme todas as noites perdidas.
     Ora, o sono já pesa meus olhos a caminhar em um mar de sonhos sombrios. Os sonhos refletem a alma e o meu desejo de, enfim, encontrar-me e entrar na primavera de minhas estações.Pois as folhas caem e o outono chega sem conhecer o calor das promessas impensadas.
     Afinal encontrei, não uma razão, mas um nome, o dele, que me apunhala com sua expectativa, com minha expectativa de um amor lívido e espantoso. Pois não sei se sei amar mas amo e faço viva a fluência de nosso desejo. Saber, no final das horas, talvez não seja assim tão importante...

Hosted by www.Geocities.ws

1