por Patrícia Rosa de Lima

 Introdução:

Na busca de conhecer a verdade sobre os eventos futuros que estão registrados na Bíblia, devemos ser cautelosos, buscar a iluminação do Espírito de Deus, sem o qual estaremos em densas trevas, Também devemos estar atentos aos eventos históricos que estão diante de nossos olhos, os quais silenciosamente estão caminhando para o fim (gr. Télos) determinado por Deus na sua sabedoria.

Seria também indispensável dizer que a nossa abordagem deve ser coerente com os ensinamentos registrados na Palavra de Deus , a qual é o ponto de partida para todo aquele que deseja compreender a verdade.

Procuro nestas linhas dar uma visão sobre as diversas formas de entendimento desses eventos escatológicos. Compreendo que a posição Pré-Tribulacionista é a que mais se enquadra nos princípios bíblicos e logo após descrever sobre o Milênio e dar um panorama das posições sobre a tribulação, procurarei defendê-la, com argumentos bíblicos e algumas idéias que comprovam essa posição.

1. Milênio

1.1 - O Conceito do Milénio

1.2 - Os Primeiros dois Séculos da Historia da Igreja

1.3 - O Surgimento do Amilenismo

1.4 - O Surgimento do Pós-milenismo

1.5 - Reavivamento do Pré-milenismo

2. Teoria do arrebatamento antes da tribulação 

(Pré-Tribulacionismo)

3. A igreja após o arrebatamento

3.1 - O Tribunal de Cristo

3.1.1 - O Tempo do "Bema"

3.2 - O Lugar do tribunal de Cristo

3.2.1 - O Juízo do tribunal

3.2.2 - A base do julgamento dos salvos

3.2.3 - O resultado do "bema" de Cristo

3.3 - As bodas do cordeiro

3.3.1 - A atitude da igreja antes do arrebatamento

3.3.2 - O lugar do casamento

3.3.3 - Os participantes do casamento

4. Os gentios na tribulação

5. A Batalha do Armangedom

Conclusão

BIBLIOGRAFIA

 

 

1. MILÊNIO

 

1.1 - O Conceito do Milênio

O termo grego para indicar o milênio, o reinado de Cristo, é chilios (de onde deriva a nossa palavra guiliasmo) A tradução desse vocábulo grego para o latim é "milênio" (de mille "mil", e annus -"ano" . O termo grego chilios ocorre seis vezes, em seis versículos, em Ap. 20.

O apóstolo João, que foi impulsionado pelo Espirito de escrever o Apocalipse, estava profundamente alicerçado sobre o pensamento judaico. Isso é refletido no simbolismo, nas imagens mentais e na fraseologia do livro. Estava profundamente arraigada nas expectações messiânicas dos judeus a esperança de que o ungido de Deus estabeleceria o seu reino na terra, elevando a nação de Israel a uma grandeza sem precedentes, esmagando os malfeitores e fundando um reino caracterizado pela paz e pela justiça. Essa esperança faz vívido contraste com algumas das culturas pagãs, onde a era áurea jaz no passado. Em Israel, essa era áurea sempre foi concebida como alguma coisa futura. Essa foi a esperança que sempre sustentou o povo de Israel nas suas horas mais negras.

Com o passar do tempo, a esperança tradicional do reino davídico se amalgamou com a visão proveniente dos círculos apocalípticos, nos quais o Messias aparecerá entre nuvens de glória e estabelecerá o seu reino celeste. Da fusão desses dois conceitos emergiu a noção de que, antes do reino terrestre poder tornar-se uma realidade, haverá um reino messiânico terreno de duração limitada. Isso será seguido por um último ataque dos poderes malignos e o começo do mundo futuro.

1.2 - Os Primeiros dois Séculos da Historia da Igreja

Há um consenso geral entre eruditos que a escatologia da igreja primitiva era pré-milenista. Isto é, cristãos asseguravam que Cristo reinaria sobre um reino literal, terrestre, por mil anos, auxiliado por santos arrebatados. Até onde se sabe, nenhum dos lideres dos primeiros dois séculos discordou deste ponto de vista. Segue-se uma lista daqueles que pensavam dessa forma: do primeiro século, Aristides, João o presbítero, Clemente de Roma, Barnabé, Hérnias, Inácio, Policarpo, e Papias; do segundo, Piotino, Justino Mártir, Melito, Hegesipo, Taciano, Irineu, Tertuliano, e Hipólito.

Embora nem todos tenham proclamado o seu ponto de vista com a mesma clareza, alguns deram indicações bem claras da sua posição pré-milenista. Dois destes são especialmente significativos. Primeiro é Pápias (80-163 d.C.), que não somente declarou claramente o seu próprio ponto de vista, mas acrescentou que o mesmo era defendido pelos apóstolos André, Pedro, Filipe, Tomé, Tiago, João e Mateus, estava numa posição favorável para conhecer os pensamentos da igreja primitiva, pois Ireneu afirma que ele era um seguidor de João e um intimo de Policarpo. Pode se concluir então que, na igreja primitiva, era conhecido que os apóstolos de Cristo eram pré-milenistas.

 

1.3 - O Surgimento do Amilenismo

Embora possa traçar o começo do pensamento amilenista no terceiro século, Agostinho(354-430 d.C.)recebe o crédito merecido por ser o primeiro a sistematizar este conceito não-literal do milênio. Era um teólogo muito competente, e o seu pensamento veio a pesar muito todas as discussões doutrinárias da Igreja Romana após a sua época. Ele apresentou o seu ponto de vista principalmente no seu livro conhecido, "A Cidade de Deus", em que declarou que a igreja visível era o reino de Deus na terra. Cria que o milênio deveria ser interpretado espiritualmente como cumprido na igreja. Acreditava que a prisão de Satanás havia ocorrido durante o ministério terrestre de Cristo; que a primeira ressurreição deveria ser identificada com o novo nascimento do crente, e que o milênio, portanto, deveria coincidir com o presente período da igreja. Com a Igreja Romana aceitando este ponto de vista, tornou-se a posição dominante por séculos, embora certos grupos, afastados da igreja mãe e considerados heréticos na época, continuassem a assegurar princípios pré-milenistas. Entre estes ficaram os Valdenses, os Paulicianos, e os Albineses.

1.4 - O Surgimento do Pós-milenismo

Os lideres da Reforma continuaram no pensamento amilenista, embora deva ser reconhecido que deram pouca atenção aos assuntos dos últimos dias. Sua maior preocupação era com a área de salvação, o ponto principal de sua diferença com a igreja Romana: Deve-se notar que enfatizaram um retorno ao método literal de interpretação, e isto, além das suas intenções, providenciou o alicerce para um retorno ao pré-milenismo. Mas não foi o pré-milenismo que trouxe uma mudança no pensamento escatológico, e sim uma visão nova que veio a ser chamada de pós-milenismo. Considera-se que foi Daniel Whitby (1638-1726), um unitariano liberal, que deu origem a este ponto de vista.

Algumas das suas idéias básicas foram apresentadas até no décimo segundo século por Joaquim de Floris. Whitby viu uma era maravilhosa para a igreja no futuro, com o apogeu num milênio feito por homens.

Outros liberais o seguiram, atraídos pela conveniência deste ponto de vista com o progresso do homem na sociedade, na ciência, e na tecnologia. Estudiosos bíblicos conservadores também foram atraídos, porque a teoria voltava à idéia de um reino terrestre, que achavam ser mais compatível com numerosas passagens bíblicas.

Como resultado, dois tipos de pós-milenismo foram criados, liberal e Conservador; o primeiro vendo o homem fazer o seu próprio milênio por progresso natural, e o segundo visando o milênio como o resultado de um número crescente de pessoas sendo salvas por fé em Cristo. Pós-milenismo foi aceito extensivamente pêlos teólogos mais conceituados. Recebeu um golpe severo pelas duas guerras Mundiais fazendo o progresso que fora previsto.

 

1.5 - Reavivamento do Pré-milenismo

Com o surgimento do pós-milenismo houve um sensível retorno ao pré- milenismo, após os primeiros dias da Reforma. Resultou, como já foi notado, da volta aos princípios literais de interpretação. O movimento demorou a se desenvolver no começo, mas gradativamente ganhou ímpeto à medida que homens de renome foram persuadidos a favor dele. Entre estes estão os seguintes: Bengel, Steir, Alford, Lange, Meyer, Fausset, Bonar, Ryle, Tregelles, Lightfoot, e Darby. Devido a liderança e influência de tais homens, o último século tem presenciado uma grande ênfase na posição pré-milenista. Acrescenta-se também que o amilenismo tem experimentado um reavivamemto, com a influência decrescente de pós-milenismo. Atualmente as duas posições principais são pré-milenismo e amilenismo.

 

2. TEORIA DO ARREBATAMENTO ANTES DA TRIBULAÇÃO.

(Pré-Tribulacionismo)

Esta teoria é chamada pré-tribulacionismo a qual afirma que a Igreja será arrebatada antes que Deus derrame sua ira sobre a terra . A ordem dos eventos é que esta época da Igreja terminará numa apostasia (l Tim.4:1), e repentinamente Deus tirará sua Igreja, os crentes verdadeiros; e imediatamente seguir-se-ão o tempo da tribulação na terra. Este período é designado como "Tribulação" pois é um período de julgamento sobre: (1) a igreja falsa, (2) as nações gentílicas, (3) e sobre Israel. Esta teoria está baseada numa interpretação literal das Escrituras. Os que afirmam pré-tribulacionismo afirmam: O dispensacionalismo programa de Deus diferente para Israel e Igreja.

01) A Igreja é um mistério não revelado no Velho Testamento.

02) A época presente é uma intercalação no tempo e no espaço do programa de Deus.

03) Esta intercalação não foi revelada no Velho Testamento.

04) Jesus voltará para terminar o programa com Israel. Esta teoria esta basicamente alicerçada na profecia de Daniel 9:24-27, a qual interpreta como plano de Deus para Israel, que é um período de 70 (setenta) semanas (de anos) que foi determinada para "extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos". O início deste período é tido como marcado na história e efetuado o cumprimento literal de 69 (sessenta e nove) semanas de anos (grupo de sete anos). Com a intercalação desta época presente, a da igreja, o último grupo de sete anos espera o cumprimento do programa presente de Deus. Depois que Deus terminar de tirar dos gentios um povo para seu Nome (Atos 15:14), então Ele voltará para completar o que foi profetizado sobre Israel e a septuagésima semana (de anos) da profecia de Daniel se cumprirá. Este período de sete anos a ser cumprido é conhecido como "Tribulação" em outros lugares, pelo fato de ser um tempo de grande aflição.

Profecias sobre este período de tribulação estão espalhados através das Escrituras, e uma interpretação futurista do Apocalipse indica que do cap. 4 a 19 tratam dela. O caráter da Tribulação é indicado pelas palavras: Ira, Juízo, indignação, castigo, hora de provação, tempo de angustia, assolação, trevas e fúria". Como nas seguintes passagens: Apoc. 6:16-17; 11:18; 14:19; 15:1 e 7; 16: 1 e 19:1 Tess. 1:9-10; 5:9; Isaias 26:20-21; 34:1-3; Jer. 30:7;Joel 1:15; 2:2; Amos 5:18 e outras.

Esta teoria diz que a Igreja não passará pela Tribulação pela seguintes razões:

a) - Efésios 3:1-6 e Col. 1:25-26 dizem que a Igreja, que é composta de Judeus e gentios, é "um mistério" que não foi revelado no Velho Testamento, portanto não pode ser incluídas nas profecias do VT que trata da Tribulação, visto que a Igreja não existia até após a morte de Cristo (Ef. 5:25-26); até depois da Sua ressurreição (Rom. 4:25; Col.3:1-3); e até depois de sua ascensão (Ef. 1:19-20); e até a vinda do Espírito Santo no Pentecostes (Atos 2; Atos 1:5; l Cor.12:13). Portanto sobre ela não cairá o programa de Deus para com Israel. Conforme as setenta semanas profetizadas por Daniel.

b) - O programa de Deus declarado em Atos 15:14-16, deixa claro que o Senhor vai terminar o programa com a Igreja e depois voltará para terminar o programa com Israel.

c) - Declarações nas Escrituras que afirmam que a Igreja não passará pela Tribulação: Rom. 5:9; l Tess. 5:9; l Tess.1:10; Apoc. 3:10. Estas passagens referem-se ao período específico da Tribulação.

d) - A doutrina da vinda iminente de Cristo para tirar Sua Igreja. Muitos sinais foram dados a Israel, eventos que precederão a segunda vinda de Cristo para estabelecer o Seu Reino. Mas nenhum sinal foi predito para a Igreja que indicasse o dia do arrebatamento, antes pelo contrário, foi ordenado que ficasse sempre na expectativa (João 14: 2-3;Atos 1:11; l Cor.15: 51-52: Filp. 3:20; Col. 3:4; l Tess. 1:10; l Tim. 6:14; Tiago 5:8; II Pedro 3: 3-4). Tais passagens mandam o crente olhar para o Senhor mesmo e não para sinais.

e) - O ministério daquele que o detém conforme II Tess. 2:3-8, esta passagem da vinda e manifestação do homem do pecado, o anticristo, que reinará durante a tribulação. Portanto enquanto a Igreja estiver presente não poderá haver a manifestação do homem do pecado que com ele virá a tribulação. Portanto o arrebatamento deverá ocorrer conforme l Tess. 4:13-18 antes da Tribulação.

3. A IGREJA APÓS O ARREBATAMENTO

 

Há dois eventos importantes profetizados sobre a Igreja que deverão acontecer depois que ela for arrebatada:

3.1 – O Tribunal de Cristo.

"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo" (II Cor. 5:10). "Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus" (Rom. 14:10). Este comparecimento ante o tribunal de Cristo não será para condenação nem para julgamento (Rom. 8:1; João 5:24). A morte de Cristo como substituto no lugar do pecador, resolveu de uma vez para sempre a questão do julgamento sobre aqueles que crêem para a vida eterna. Em Jesus Cristo, na sua morte na cruz, Deus julgou nosso pecado e nossos pecados — a fonte do mal e as expressões do mal. Este Julgamento do pecado foi um ato judicial cujos benefícios alcançam todos os que confiam em Cristo como salvador pessoal, e para tais pessoas nunca jamais haverá um outro julgamento sobre o assunto dos seus pecados. O ato judicial de Cristo foi completo e irrevogável.

Porém, haverá um julgamento sobre as obras dos salvos, este julgamento não trata do assunto da salvação, mas do seu galardão. Este julgamento terá lugar não ante um trono, mas um Tribunal.

0 sentido da palavra Tribunal: A palavra traduzida "tribunal" em Rom. 14:10 e II Cor. 5:10 é "bema" o que significa a "a plataforma onde se assenta o juiz ou árbitro". Nos jogos Gregos, o vencedor era sempre chamado ante o "bema" para receber o prêmio. Assim, o sentido principal desta palavra é de "um lugar de galardão. E não de condenação".

3.1.1 – O tempo do "BEMA". Vários fatores indicam que o tribunal de Cristo terá lugar depois do arrebatamento da Igreja, mas antes da Segunda Vinda de Cristo para estabelecer o seu Reino:

(a) - Recompensa está ligada com a ressurreição, conforme Lucas 14:14 e l Tess.4:13-18. A ressurreição do justo é parte da recompensa.

(b) - Em Apoc. 19:7 há uma visão da Esposa do Cordeiro, a Igreja, vindo dos céus com o esposo. Esta vinda será para estabelecer, o reino, e a Igreja está vestida com "Linho Fino", símbolo do prêmio da justiça que ela já recebeu ante o tribunal.

(c) - l Cor. 4: 5; II Tim. 4:8 e Apoc. 22:12 indicam que o tempo de galardoar os santos será no dia em que Cristo vier para os seus.

3.2 – O Lugar do Tribunal de Cristo

Visto que a Igreja vai ser arrebatada para encontrar com Cristo nos ares e que quando ele vier para estabelecer o seu reino Ele virá dos céus, portanto o lugar do Tribunal de Cristo será nos Céus mesmo.

3.2.1 – O juízo do tribunal: A Bíblia declara que todo julgamento foi entregue a Cristo (João 5:22), e pelo fato de ser chamado "o tribunal de Cristo"(ll Cor. 5:10), indica que o juízo será o próprio Cristo, para premiar a Igreja.

3.2.2 – A base do julgamento dos salvos . Lembrando-nos que o julgamento será sobre as obras dos salvos, e não trata do assunto de salvação, notamos algumas coisas em II Cor. 5:10;

(a) - "Todos devemos comparecer". O julgamento não será sobre os crentes "en masse", mas individualmente, um por um, "Comparecer" indica "ser manifesto". O "bema" é uma manifestação pública do caráter e motivos de cada salvo individualmente.

(b) - "O que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal". A palavra traduzida "mal" não é a que comumente entendemos. "Paulo" tem mais a idéia de "utilidade". A questão da moralidade do cristão foi julgada em Cristo. Aqui a questão é da utilidade das suas obras. As obras aceitáveis ganharão prêmios, as inúteis e sem valor serão rejeitadas, l Cor. 3:11-15.

3.2.3 – O resultado do "bema" de Cristo. Achamos um duplo julgamento deste julgamento em l Cor. 3:14-15: Haverá um prêmio dado, e perda de prêmio. Há duas classes de obras as quais serão provadas pelo fogo - "as de ouro, prata e pedras preciosas" - "as de madeira, feno e palha" - O exame não passará com o aspecto externo e visível, mas tratará com o caráter interno e os motivos atrás das obras. O exame pelo fogo revelará:

(1) Que as obras de alguns não passarão no exame, e sofrerão perda de recompensa (perda de recompensa, e não de salvação), e (2) Que as obras de outros agüentarão a prova e receberão as recompensas. As Escrituras falam de cinco "prêmios" oferecidos como galardão:

Em 1 Cor. 9: 25 fala de coroa incorruptível oferecida aos que ganham a vitória sobre a velha natureza.

3.3. As Bodas do Cordeiro.

Muitas são as passagens no Novo Testamento que apresentam a relação de Noivo e Noiva entre Cristo e a igreja (João 3:29; Rom. 7:4; II Cor. 11:2; Ef. 5:25-33; Apõe. 19:7-8; 21:1; 22:7 etc.) Na ocasião do arrebatamento da Igreja Cristo aparecerá como Noivo para receber sua Noiva para a consumação da promessa de que os dois serão Um.

3.3.1 – A atitude da Igreja antes do arrebatamento é uma expectação, olhando para a hora da Vinda do Noivo para a buscar. Na ocasião da segunda vinda de Cristo para estabelecer o reino, a Igreja virá com Ele na capacidade de "Esposa do Cordeiro". Portanto o lugar do casamento terá lugar nos Céus, durante o tempo em que o mundo estará passando pelo período da Tribulação.

3.3.2 – O lugar do casamento acontecerá após o julgamento da Igreja e a distribuição dos galardões, o que terá sido nos céus mesmo de onde descerá.

3.3.3 – Os participantes do casamento. Deus o Pai, o Cordeiro de Deus e a Igreja é quem participarão do casamento. Daniel 12:1-3 e (saías 26: 1-6, indicam que a ressurreição de Israel não terá lugar até depois da Tribulação, bem como daqueles se salvarem durante a Tribulação.

Por esta razão devemos distinguir entre o casamento e a festa do casamento que sempre se segue logo após o casamento. A festa terá lugar na terra, e para esta Israel será convidado durante a tribulação (Mat. 22:1-14; Lucas 14:16-24; Mat. 25: 1-13) Nestas passagens Israel esta esperando o Noivo e a Noiva. Muitos pensam que a festa do casamento é apenas um símbolo do milênio, para o qual Israel será convidado durante a Tribulação, muitos judeus aceitando o convite e muitos outros rejeitando. E pelo fato de que muitos hão de rejeitar o convite, muito dos gentios serão convidados (Apõe. 19:9; Luc. 13:28-29).

4. OS GENTIOS NA TRIBULAÇÃO

 

Daniel é o profeta que descreve com maior detalhes "os tempos dos gentios ". De acordo com a maioria dos teólogos, o tempo dos gentios consiste de um período de 560 anos, durante os quais os gentios dominariam a Palestina e Jerusalém por completo. Jeremias profetizou 70 anos de cativeiro para Israel e estes foram os primeiros anos que os gentios possuíram Jerusalém. Quando os 70 anos estavam para vencer. Deus revelou a Daniel que 490 ainda estavam para se cumprirem antes que entrassem no descanso com Deus, mais tarde revelado como o Milênio (Dan. 9:24-27). No cap. 7 de Daniel, foi revelado ao Rei Nabucodonozor (Cap. 2) e a Daniel (Cap. 7) que o tempo do domínio dos gentios consistiria de quatro (4) governos mundiais, os quais hoje sabemos que r- eram: (1) Babilónia, (2) Medo-Pérsia, (3) Grécia, e (4) Romano. Os três primeiros já passaram, sendo cada um vencido por aquele que o seguiu . - O império romano porém, "sumiu" da cena mundial, mas profeticamente o império romano somente sumiu durante o tempo desta época.

Quando for arrebatada a Igreja, o império romano que jaz em estado latente, será outra vez manifesto sob a égide do Anticristo para completar os "tempos dos gentios". Conforme a cronologia indicada em Daniel 9:24-27 como estudamos anteriormente, faltam somente 7 anos para completar o tempo dos gentios, ou seja, os 7 anos de tribulação.

O primeiro evento da Tribulação será o aparecimento do Anticristo (II Tess. 2:2-3). Ele virá oferecendo paz ao mundo (este é o efeito do cavalo branco em Apõe.6:2). Porém logo o mundo se lançará em guerras e rumores de guerras (Mat. 24:6), e durante os restos dos 7 anos haverá tomes, terremotos, pragas, confusões e mortes, conforme série de castigos revelados em Apocalipse. Os efeitos destes castigos será somente endurecer mais ainda os corações daqueles que seguem o Anticristo.

O fim virá quando todos os exércitos do mundo se reunirem na Palestina para saquear a terra e aniquilar a raça judaica, mas então Cristo aparecerá repentinamente e então começará o Armagedom. Seguirá o julgamento sobre as nações, conforme mencionamos em palestra anterior.

5. A BATALHA DO ARMAGEDOM

 

Armagedom é um nome dado nas Escrituras à última batalha com que terminará o período da tribulação. Esta batalha é assunto de muitas porções proféticas nas Escrituras.

Também é chamada "a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso" (Apoc. 16:14), é ali que Deus julgará as nações pela perseguição a Israel (Joel 3:2), por causa do pecado (Apõe. 19:15), e a sua incredulidade e impiedade (Apõe. 16:9).

É de se crer que o Armagedom será uma campanha militar, talvez incluindo os três e meio (3.1/2) últimos anos da Tribulação. Dr. J. D. Pentecost afirma: "Tudo será incluído neste grande movimento no qual Deus trata com os reis do mundo" (do livro "Things to Come"), Conforme Apoc. 16:14, a peleja do "Grande dia do Deus Todo-Poderoso" não será mais uma batalha isolada, mas uma batalha que abrangerá a última metade da Tribulação.

A palavra grega "polemos" traduzida "peleja" em Apõe. 16:14. significa uma guerra em campanha, enquanto "mache" é a palavra que significa "batalha". A posição de que o Armagedom será uma peleja que durará a última metade da tribulação, a distinção entre "polemos" e "mache" é defendida por Trench, seguido por Thayer e Vincent.

Portanto o uso da palavra "polemos" (campanha) para os eventos que terminam no ajuntamento no Armagedom, indicam uma campanha "estendida" por um período de tempo razoável.

Armagedom vem do hebraico, palavra composta de "arm" que significa "monte" e "megido" que é um pequeno monte localizado ao norte da palestina próximo ao Mar Mediterrâneo, de onde se descortina um vale de aproximadamente 20 Km de largura por 30 Km de comprimento. Neste vale Israel travou muitas lutas no decorrer de sua história. Declara-se em Apocalipse 14:20, que: "O sangue correrá até os freios dos cavalos por uma extensão de 1600 estádios" (2.960 metros)

O Armagedom começará quando os governantes do sul (região da África e Europa), os governantes das regiões do oriente (região da China), e governantes do norte (regiões da Rússia), se levantarem e marcharem contra o anticristo na Palestina e contra os judeus para saquear a terra. (Zac. 14:3; Apõe. 16:14; 17: 14; 19: 11-21). Este ajuntamento será um estratégia do próprio anticristo, que, antevendo a segunda Vinda de Cristo, fez um último esforço para detê-lo, ajuntando as nações no Oriente Médio a pretexto de uma insurreição.

CONCLUSÃO

 

De acordo com as bases bíblicas apontadas, e a coerência das concordâncias, temos claramente destacada a idéia do pré-tribulacionismo como a mais correta entre as apontadas para o fim dos tempos. Assim como os livros canonizados da Bíblia tiveram que passar por um minucioso estudo e entre eles a aprovação dos pais da igreja, assim também este conceito afirmativo sobre o pré-tribulacionismo passou por um filtro e sei que estou correta em meu ponto de vista sobre a doutrina das últimas coisas.

Dessa forma, sabendo que a oportunidade da igreja de pregar o evangelho é agora, devemos fazê-lo antes que venha o arrebatamento e seja tarde demais, pois não teremos outra chance em meio as tribulações que se seguirão e deixaremos nossos queridos com todo o sofrimento e dores aqui descritas.

BIBLIOGRAFIA

EWERT, David, Então virá o fim, Campinas, Ed. Cristã Unida,1994.

HOYT, Herman A., Milênio – Significado e Interpretações,Campinas, São Paulo, Ed. Luz para o Caminho, 1990.

PINHEIRO, Jorge. Teologia Sistemática – Escatologia. São Paulo, Fac. Teol. Batista Paulistana.

SEVERINO, Antonio J., Metodologia do Trabalho Científico, São Paulo, Ed. Cortez, 1999.

WOOD, Leon J., A Bíblia e os eventos futuros, São Paulo, Ed. Candeia, 1993.

http://www.netmogi.com.br/cpv/escatolo.html

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