Como gata tarada
por ti espreito,
arfante de delírios, safada...
Suores percorrendo o peito...
Atraído pelo cio
tu entras em desvario...
Nem percebes quando se perde
a procurar-me pela casa,
pelos cantos, pela sala...
A tara e o amor distante
convertem-se em uma dor lacerante,
gritante, cortante, alucinante...
Dois amantes, em corpos distantes 
Num querer sempre constante
Que sintonizam nossas mentes
a buscarmos-nos cada dia mais
por meios irracionais, virtuais...
A fazer da poesia
mensageira dos reflexos sentidos,
por esse amor em sintonia.
Provocando no peito e n'alma
ecos e gemidos doridos, sem calma...
Sentimentos, que somente terão outra conotação,
quando finalmente tivermos
a carnal conjunção!
 

 
 

 

 

 

 

 

 

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