Clímax
Vanderli Medeiros
O primeiro clímax?!
Que coisa louca...
tantos beijos na boca,
e outros tantos
n'onde antes fora coberto pela roupa...
Profusão de mãos,
de dedos, pelo corpo a bailar,
a percorrer as curvas e retas
como o ritmo das ondas do mar,
em um vai-e-vem,
um sobe-e-desce,
entontece... aquece... enlouquece...
A timidez habitual perdeu a vez
No calor de tanta paixão
a consumir-nos em brasas.
levando a imaginação a ganhar asas...
Foram tantas emoções,
um bater louco de corações,
rufando como tambor,
beijos ardentes de perder a cor.
Aquela voz amada,
que no telefone me deixava extasiada
e, agora, gemendo ao meu ouvido
numa ânsia louca;
ora sussurrando seu amor...
Noutras, palavras proibidas...
Que tesão!
Deixou-me ensandecida,
numa sanha inconseqüente e louca,
mistura de mulher, amante,
gata manhosa, safada, rouca...
Entrega sem medo e sem reservas;
Na hora "H", a mulher transformada em fêmea,
unindo-se à alma gêmea,
como côncavo e convexo,
num encaixe perfeito,
a explodirem, no leito, o ápice do amor...
Na alcova,
sobre os lençóis amarfanhados,
descanso, plena e realizada,
no peito de meu amado,
por, agora, conhecer a diferença
entre gozo e clímax de amor.
27/11/03

Mid: Lionel Love