metrô vazio: pânico reprimido ou excentricidade?

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tem

ciência

antitradicional!

UHUL!

30 de janeiro de 2008.
METRÔ VAZIO

Quem nunca pegou o metrô vazio?

Quais sensações experimentou ao encarar tal momento? Da solidão e depressão por ausência de calor humano à perversão, qual te abateu?

De acordo com a definição dos mais renomados dicionários, enciclopédias e psicanalistas, "pegar o metrô vazio" possui alguns aspectos e níveis a serem descritos.

Apanhamento de metrô solitário, ou egometropanhis: casualidade não proposital ou induzida. Indivíduos classificados em situações de egometropanhis podem apresentar diversas reações e quadros psicológicos dos mais excêntricos aos mais depressivos. Por não ser um apanhamento de metrô vazio induzido, ou seja, caso o indivíduo não pegou propositalmente o metrô vazio, em outras palavras, se o mesmo não esperou até tarde da noite na plataforma até notar a presença de um vagão vazio (tal nível será descrito posteriormente), no momento em que o trem cessa seu movimento e entra em um repouso temporário (embarque dos passageiros), psicologicamente, as reações desencadeadas a partir desse ponto de percepção se classificam em alguns grupos, de acordo com as suas características, vistas com certa freqüência, consumando padrões, fruto de tão apurada análise.

Após a percepção do vagão vazio (ou seja, sem a presença de outras pessoas), os subgrupos egometropanhísticos se dividem em 3 tipos. O primeiro deles, o mais comum, é o egometropanhis-curiosis. Os indivíduos enquadrados em determinado grupo apresentam reação inicial de curiosidade em relação à possível "vacuosidade" humana no interior do vagão. Ao aproximar-se do trem, vasculham visualmente sua extensão interna, a fim de comprovar a ausência de demais pessoas. Ao entrarem no vagão e terem sua comprovação completa, podem apresentar reações de êxtase ou de solidão, caracterizados por sentimentos positivos e negativos, respectivamente. O segundo subgrupo é dos indivíduos egometropanhis-indiferensis. Esses apresentam características mais neutras. Encaram com indiferença o apanhamento de metrô vazio. A ausência da curiosidade de vasculhamento interno do vagão e das sensações de êxtase e solidão, caracterizam tais indivíduos. A terceira e última tradução egometropanhística trata-se dos egometropanhis-paranoidis. São os casos mais críticos de egometropanhismo. Geralmente, ao embarcarem no trem e notarem a ausência de demais pessoas, desencadeiam reações extremas, de profunda excentricidade. Choros, náuseas e vômitos, podem ser comuns em tais indivíduos. Desmaios já foram relatados, mas são raros, de acordo com a intensidade da sensibilidade psicossomática dessas pessoas. Caso as caraterísticas forem negativas, sensações tais como paranóia, síndrome do pânico e impulsão auto-destrutiva (vontade da prática do suicídio) podem acolher os egometropanhis-paranoidis. Já na presença de um lado positivo, a ocorrência de quebra de valores sociais é bem definitiva e presente, podendo levar até à depredação do espaço interno do vagão. Parte da comunidade psicanalítica considera que os efeitos colaterais do egometropanhis-paranoidis no seu aspecto positivo, produzem um estado de êxtase tamanho que pode provocar projeções tais como pular de banco à banco, exercitar-se nas barras de aço, pendurar-se pelos pés, dançar a macarena, exercitar as cordas vocais (gritar) ou apostar corrida consigo mesmo. Alguns psicanalistas consideram a egometropanhis-paranoidis como uma amplificação da egometropanhis-curiosis, o que despertou diversos conflitos na comunidade metropanhística.

Apanhamento de metrô solitário induzido, ou egometropanhis-induzidus: trata-se de um evento induzido. Indivíduos enquadrados em determinado grupo de apanhamento de metrô vazio possuem características obsessivas e/ou impulsivas. Têm total consciência da "vacuosidade" humana no interior do vagão, podendo até estabelecer periódicos fluxos de vagões nas linhas, bem como seus horários e densidade latente. Em geral, são indivíduos extremamente inteligentes e sem nenhuma atividade para fazer. Relatos de indivíduos que passaram 20 horas estudando compulsivamente as seqüências numéricas dos vagões e sua periodicidade já foram constatadas, bem como previsões precisas da entrada de pessoas no mesmo (previsões de fluxo, outro ramo do estudo metropanhístico-psicanalítico), tudo numa premissa obsessiva de objetivo de apanhar o metrô vazio, sem as características egometropanhísticas tradicionais (sem a intenção de encontrar o trem vazio). Após a entrada de tais indivíduos no metrô, já que suas ações já são previstas, as únicas reações psicológicas que podem surgir são ansiedade e êxtase, em níveis profundos ou brandos. Características depressivas são dificilmente encontradas em indivíduos nesse grupo metropanhístico (após a entrada e permanência no vagão "vazio".)

Situações de acompanhamento também são alvo de estudo. Trata-se do grupo de indivíduos de reações plurimetropanhísticas (o apanhamento do metrô com acompanhante[s]). Que também são divididos metropanhística e psicanalíticamente em subgrupos, com suas características peculiares.

O primeiro deles é o grupo de indivíduos plurimetropanhis-amigabilis, ou pessoas que entram no vagão vazio com a casualidade dos egometropanhis. Em geral, são estudantes saindo de ambientes acadêmicos ou trabalhadores que fazem hora extra. Pode-se notar também a presença de casais num relacionamento amoroso, porém neste caso, a prepoderância do sentimento plurimetropanhístico induz a reações comumente enquadradas no próximo subgrupo plurimetropanhítico, o plurimetropanhis-curiosis. Os plurimetropanhis-amigabilis possuem níveis de amizade profissional ou passageira, e podem despertar reações de tradicionalismo (como sentar tradicionalmente nos bancos), até a quebra de valores (como sentar-se no chão, "pagando de ândergráudi"). O diálogo é muito presente em tais indivíduos.

De um outro lado, existem os indivíduos classificados como plurimetropanhis-curiosis. Esse grupo se caracteriza pela permanência de "segundas intensões" ao comprovarem a ausência de demais pessoas no metrô. Parceiros de relacionamentos amorosos são constantemente abatidos pluricuriosimetropanhísticamente. A perversão que Freud preveu em seus estudos psicanalíticos foram fundamentais para a constatação da existência desse grupo de reações tão peculiares. Características comuns relatadas tais como a vontade pelas práticas sexuais no interior do vagão, de maneira explícita e excêntricamente/moralmente não aceita pelo cristianismo compõe comumente as reações. O kamasutra também é bastante previsível. Porém, o plurimetropanhis-curiosis pode gerar reações desapegadas do ato sexual. Aba-retas, tal como são conhecidos os portadores de chapéus/bonés com abas relativamente retas, ouvindo "isnúpi dóguis" no celularzinho pendurado no cangote, no volume máximo, podem estar entrando no vagão vazio, o que pode desencadear diversos efeitos colaterais sobrenaturais. [se você não entendeu essa passagem do texto, mande um e-mail para o autor do texto ou comunique o SAC do site]. Há rumores que encorporações e materializações de espíritos de grandes músicos e cartunistas já foram relatados, o que atualmente gera um grande impasse nos debates da comunidade metropanhística.

O último subgrupo plurimetropanhístico é o dos plurimetropanhis-induzidus, ou dos parceiros que estudam assiduamente a rotina dos vagões. Desde cedo já são notados pelo sistema de segurança das estações (jabaquara e tucuruvi, em especial) com o caderninhos e pranchetas, anotando a periodicidade o registro dos trens, afim de planejar seu grande objetivo sexual, no fim da noite. São comparáveis aos egometropanhis-induzidus, com mesmos níveis intelecto-psicológicos, porém que canalizam, em grande parte, sua obsessão plurimetropanhística em canalizações de natureza sexual, fantasiosa.

A ciência não existe, claro, para o relato e estudo de situações e objetos tidos como "relevantes", o que acaba sendo tomado como valor científico, por motivo de retornos financeiros aos pesquisadores, mas sim, pode-se tratar de aspectos e condições do cotidiano das relações sociais, em estações de metrô, parques, pombas, posições sexuais e literárias. É fato que se conseguiu ler esse texto você comprovou sua força de vontade. Ele compõe uma tese de mestrado de um tema de uma especialidade não existente de um ramo da ciência ignorado de uma plataforma egocêntrica tremenda de uma complexidade psicanalítica inexistente e especulativa de um "quem sabe" método de avaliação do comportamento humano quando colocado em uma situação incomum ou inusitada. É difícil parar para pensar em análises de comportamento de indivíduos ao se depararem com metrôs vazios, mas o que vale mesmo é parar de ler o tradicional por aí e focar sua vontade no novo, no esquizofrênico, no anormal. Aí sim que se conquistará a altura de observadores de uma realidade surreal.

E você, já pegou metrô vazio? Nunca? Experimente, teste-se. Caso já pegou, se enquadra em que grupo de "apanhadores de metrô vazio"?

Pode ter certeza, suas reações revelarão quem és. Estou à espreita, não adianta tentar disfarçar... MUARARARARÁÁÁÁ!!!

Logo abaixo segue uma enquete avaliadora desse artigo científico.
(passe o nariz sobre a tela na opção que deseja votar):

[x] Devastadoramente, incomparavelmente esclarecedor.
[x] Parcialmente esclarecedor, porém mandarei e-mails ao tão renomado autor pesquisador, homenagiando sua tese.
[x] Pouco esclarecedor, afinal não pego metrô, nem ninguém. Bahhh
[x] Argumentos fracos, autor com o seu nível mental comparável a de uma codorna prematura.
[x] Péssimo, odeio textos não bíblicos.
[x] Seu maconheirozinho de merda! Vai procurar um emprego!
[x] Estou resfriado (voto em branco).
[x] Cãimbra no pescoço (voto nulo).

(Vozinha de atendente de telemarkenting: participem, sua opinião é muito importante para nós.)


pedro - 30.1.2008, 4:09.


tem um monte, desce aí: ("viiiiiiixi")
olha pra lá, ó! bem ali! tá vendo? não?? púúútzzzzzz...
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